José do Egito para crianças: a túnica e o perdão
Redação Bíblia Online Publicado em
José ganhou uma túnica, perdeu tudo e perdoou
José era o filho preferido do pai, Jacó. Ganhou dele uma túnica especial — muitas Bíblias dizem que era colorida — e os irmãos ficaram com tanta inveja que o venderam como escravo. Anos depois, ele era o segundo homem mais importante do Egito. E foi aí que os irmãos bateram à porta dele, com fome, sem saber quem ele era.
Pense em um irmão ou um amigo ganhando o presente que você queria. Dá um aperto no peito, não dá? Essa história começa com esse aperto. Só que ela vai muito mais longe.
Este artigo faz parte de Conteúdo Infantil Histórias da Bíblia para Crianças
A túnica que deixou os irmãos com raiva
Jacó tinha doze filhos. Mas amava esse filho mais do que os outros, e não escondia isso. Deu a ele uma túnica bonita, que nenhum dos irmãos tinha. A Bíblia diz que, por causa disso, eles passaram a odiar o irmão.
Depois vieram os sonhos. O menino sonhou que feixes de trigo se curvavam diante do feixe dele. Sonhou que o sol, a lua e onze estrelas também se curvavam. E contou tudo para a família.
Os irmãos entenderam na hora. Perguntaram se ele achava que ia mandar neles. Até Jacó achou que era demais e repreendeu o filho. Mas guardou aquela história na cabeça.
O dia em que os irmãos venderam José
Os irmãos cuidavam das ovelhas longe de casa. Jacó mandou o filho ver se estava tudo bem. Quando os irmãos o viram chegando de longe, planejaram matá-lo.
Rúben, o mais velho, não quis sangue. "Joguem ele no poço", disse. Ele queria voltar depois e tirar o irmão de lá. Jogaram o irmão num poço seco e sentaram para comer.
Então passou uma caravana de mercadores a caminho do Egito. Judá teve a ideia: em vez de matar, vender. Venderam o menino por vinte moedas de prata.
Depois mataram um bode, molharam a túnica no sangue e levaram para o pai. Jacó olhou e pensou que um animal selvagem tinha devorado o filho. Chorou por muitos dias. Ninguém conseguia consolá-lo.
José, naquela hora, ia embora amarrado, para um país que nunca tinha visto.
No Egito: de escravo a governador
No Egito, o menino virou escravo na casa de um oficial importante, Potifar. Trabalhou bem. A Bíblia repete uma frase de propósito: o Senhor estava com José. Tudo que ele fazia dava certo.
Mas a mulher de Potifar mentiu sobre ele, e ele foi parar na prisão sem ter feito nada de errado. Lá dentro, outra vez: o Senhor estava com José. Ele ganhou a confiança do carcereiro e explicou os sonhos de dois presos.
Dois anos depois, o faraó teve sonhos que ninguém sabia explicar. Sete vacas gordas e sete vacas magras. Sete espigas cheias e sete espigas murchas. Alguém lembrou do prisioneiro que entendia sonhos.
José foi chamado e avisou: não era ele quem explicava, era Deus. Viriam sete anos de muita comida e depois sete anos de fome. Era preciso guardar comida agora.
O faraó gostou tanto que fez dele governador de todo o Egito. Ele tinha trinta anos. O menino do poço agora dava ordens em um dos países mais poderosos do mundo.
A fome que trouxe os irmãos de volta
Os sete anos de fome chegaram, e não só no Egito. Lá em Canaã, a família de Jacó também ficou sem comida. Jacó mandou dez filhos ao Egito comprar trigo. Só Benjamim, o caçula, ficou em casa.
Os irmãos chegaram e se curvaram diante do governador. Lembra dos sonhos? Eles não reconheceram José: muitos anos tinham passado, e ele usava roupas egípcias e falava outra língua. Mas ele reconheceu os dez na mesma hora.
Ele não disse quem era. Perguntou da família. Soube que o pai estava vivo e que o irmão caçula tinha ficado em casa.
O teste com Benjamim
José prendeu um dos irmãos, Simeão, e mandou os outros voltarem com Benjamim. O texto não diz por quê. Talvez quisesse saber se eles ainda eram os mesmos homens do poço.
Na segunda viagem, Benjamim veio junto. O governador mandou esconder uma taça de prata na bolsa dele e o acusou de roubo. Parecia o fim.
Então Judá deu um passo à frente. O mesmo Judá que anos antes sugeriu vender o irmão. Ele pediu para ficar como escravo no lugar de Benjamim, para que o menino voltasse para o pai. O irmão que vendeu um menino agora se oferecia no lugar de outro.
"Eu sou José!"
Foi aí que o governador não aguentou mais. Mandou todos os egípcios saírem da sala e chorou tão alto que dava para ouvir do lado de fora. Depois disse: "Eu sou José! Meu pai ainda vive?"
Os irmãos ficaram mudos, apavorados. Faz sentido: o homem que eles venderam agora podia fazer o que quisesse com eles. Mas ele os chamou para perto e disse que não precisavam ter medo.
Ele via a história de um jeito diferente. Eles o tinham vendido, sim. Mas Deus tinha usado tudo aquilo para salvar muita gente da fome.
हुनी तुसां लोक पसताथ न, ते तुसेईं अवं ज़ै इड़ी बेच़ी छ़डोरो थियो, एस सेइं परेशान न भोइयथ किजोकि परमेशरे तुश्शे प्राण बच़ांनेरे लेई अवं तुसन अग्री-अग्री भेज़ोरोईं।(उत्पत्ति 45:5)
Então José abraçou Benjamim, abraçou cada um dos irmãos e chorou com eles. Mandou buscar o pai. Jacó quase não acreditou quando ouviu que o filho estava vivo e era governador do Egito.
Dá para ler tudo isso na Bíblia, de Gênesis 37 até Gênesis 45.
Por que José perdoou
José não fingiu que nada tinha acontecido. Ele falou do poço, falou da venda. Perdoar não foi esquecer.
Ele também não esperou os irmãos pedirem desculpa primeiro. Foi ele quem começou: chamou para perto, disse "não tenham medo", abraçou.
E teve um motivo. Ele acreditava que Deus estava na história inteira, até nos dias ruins. Isso não deixou o poço menos escuro. Mas o deixou livre para não ficar preso àquele dia.
Quando alguém faz uma coisa feia com você, não dá para mudar o que aconteceu. Mas dá para escolher o que fazer depois. José escolheu abraçar.
Oração
Deus, obrigado por estar com José no poço, na prisão e no palácio. Fica comigo também, nos dias bons e nos dias difíceis. Me ajuda a perdoar quem me machuca. E me ajuda a pedir perdão quando sou eu que machuco. Amém.
Para conversar em família
Se você fosse José e visse os irmãos chegando com fome, o que faria?
Judá sugeriu vender o irmão e, anos depois, se ofereceu no lugar de Benjamim. O que você acha que mudou nele?
Já teve um dia ruim que, depois de um tempo, acabou servindo para alguma coisa boa?
Atividade: desenhem juntos a túnica de José. Cada pessoa da família pinta uma parte com a cor que quiser. Depois, cada um conta de que parte da história mais gostou.
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