A loucura da pregação e as coisas insignificantes
Redação Bíblia Online Publicado em
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- Reúne os devocionais de 28 de setembro de 2024, 6 de maio de 2025 e 7 de agosto de 2025.
O que não impressiona ninguém
Deus escolheu as coisas insignificantes do mundo, os desprezados e as coisas que não são para invalidar as que são,
O grupo da família acorda cedo. Alguém posta a foto da viagem, outro a promoção, um terceiro o filho no pódio. Você lê tudo no ônibus, com o café ainda quente, e olha a sua segunda-feira: o mesmo emprego, a igreja pequena onde o microfone falha, a oração de ontem que saiu pela metade antes de você dormir. Parece que o que você tem não entra na conta.
Paulo diz que é aí que Deus prefere trabalhar. Não porque ser pequeno dá pontos — mas porque, quando o resultado nasce de algo que não impressiona ninguém, fica claro quem fez.
Este artigo faz parte de Devocionais
Uma mensagem que parecia boba
Corinto era cidade de gente que amava discurso bonito. Quem falava bem tinha plateia; quem tinha diploma de filósofo, respeito. E a igreja de lá era formada, na maioria, por gente comum — Paulo chega a lembrá-los disso: poucos sábios, poucos influentes, poucos de família importante (1 Coríntios 1:26).
A mensagem também não ajudava. Um homem crucificado como salvador do mundo? Para um grego, isso era bobagem; para um judeu, escândalo. Paulo não disfarça: chama de loucura da pregação.
…agradou a Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação.(哥林多前書 1:21b, NVI)
Não que a mensagem seja tola — ela é poder de Deus para quem crê (1 Coríntios 1:18). É que ela parece tola para quem mede tudo pelo tamanho do impacto. E Deus escolheu assim de propósito: um versículo depois do nosso, Paulo dá o motivo — para que ninguém se gabe diante dele (1 Coríntios 1:29). Se a salvação viesse pelo discurso mais bonito, os bons oradores levariam o crédito. Vindo por uma cruz, o crédito só tem um dono.
É um jeito antigo de Deus agir. Um barco de madeira para salvar a humanidade. Um arbusto pegando fogo no deserto para chamar Moisés. Um povo pequeno espremido entre impérios. E, no fim, um Messias sem a beleza que faria alguém parar para olhar (Isaías 53:2). Nada disso impressiona na primeira olhada. Tudo isso funcionou.
Então não vale caprichar?
Vale. Paulo era estudado, Salomão escreveu provérbios, Daniel chefiava os sábios da Babilônia. Uma igreja pode ter som bom, agenda organizada e estudo sério — Deus não é contra ordem; ele mesmo deu a Moisés a planta do tabernáculo. O problema nunca foi saber ou organizar bem. Foi saber para ser visto. A glória, Deus não divide com ninguém: nem com o pregador talentoso, nem com a igreja bonita, nem com a gente nos dias bons.
Humildade, então, não é se achar pouco. É parar de contar pontos. É fazer a coisa bem feita e deixar o resultado sem assinatura. Tiago 4:10 chama isso de se humilhar diante do Senhor — e lembra que quem levanta é ele, não a plateia.
Hoje, um gesto: faça uma coisa bem feita e não conte para ninguém. Um trabalho entregue com cuidado, uma ajuda a alguém, a oração que saiu pela metade mas saiu. Deixe sem foto, sem "fui eu". Só Deus e você sabendo.
O que não impressiona ninguém é o material preferido de Deus.
De noite, o grupo da família vai estar cheio de novo. Olhe as fotos e lembre: Deus não trabalha com o pódio. Ele trabalha com a segunda-feira comum, a igreja de microfone ruim e a oração pela metade — a sua.
Senhor, eu passo o dia medindo o que tenho pelo que impressiona. Me ensina a parar de contar pontos. Usa a minha vida comum do jeito que ela é, e fica com a glória, que é tua. Amém.
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