Pular para o conteúdo
Publicidade

Aceitar Jesus: o que significa e como dar esse passo

Redação Bíblia Online Publicado em

O que significa aceitar Jesus

Homem de pijama sentado na cama, de cabeça baixa, com as palmas das mãos abertas

Aceitar Jesus é receber uma pessoa, não aderir a uma ideia. É reconhecer que Jesus é quem disse ser — o Filho de Deus que morreu e ressuscitou — e confiar nele, e não em si mesmo, para ficar em paz com Deus. O passo é dado quando a pessoa se arrepende do que viveu longe de Deus e entrega a direção da vida a Cristo, geralmente dizendo isso a ele numa oração simples. Não exige fórmula, lugar nem palavras certas. Exige sinceridade.

A expressão "aceitar Jesus" não está na Bíblia com essas palavras. O que está é algo muito parecido, logo no começo do Evangelho de João:

Contudo, aos que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes a autoridade de se tornarem filhos de Deus,

Olha os dois verbos desse versículo. Primeiro, receberam. No grego é lambanō, o verbo comum de pegar algo que alguém estende para você — um presente, um pão, uma mão. Não é um verbo de esforço, é um verbo de quem recebe o que o outro dá. Segundo, creem no seu nome. "Nome", na linguagem bíblica, é a pessoa inteira: quem ela é, o que ela faz, a autoridade que carrega. Crer no nome de Jesus é confiar nele por inteiro, não só concordar que ele existiu.

E o resultado vem na mesma frase: quem recebe ganha o direito de ser chamado filho de Deus. Isso é importante. Ninguém nasce filho de Deus nesse sentido; a filiação é dada a quem recebe Jesus. Aceitar Jesus é, portanto, o começo de uma relação nova com Deus — a de Pai e filho.

O versículo mais conhecido da Bíblia diz a mesma coisa pelo lado de Deus:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.(यूहन्ना 3:16, NAA)

"Deus amou o mundo" — e mundo aqui (kosmos) não é o planeta nem só os religiosos. É a humanidade inteira, incluindo quem até hoje não quis saber de Deus. O amor veio antes de qualquer merecimento. E a condição para receber a vida eterna é uma só: "todo o que nele crê". Não "todo o que melhorar primeiro", não "todo o que frequentar a igreja por tempo suficiente". Crer.

Este artigo faz parte de Versículos por Tema Vida e Salvação

Por que a Bíblia fala em "ser salvo"

Quem procura "como aceitar Jesus" logo encontra outra expressão: "ser salvo". Salvo de quê? A resposta da Bíblia é direta, e vale lê-la sem suavizar:

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, o nosso Senhor.(रोमियो 6:23, NVI)

Paulo usa duas palavras do mundo do trabalho e do presente. Salário é o que alguém ganha por direito, o pagamento devido. Dom gratuito é o que alguém recebe sem ter feito nada por isso. O pecado — a vida vivida de costas para Deus, com suas escolhas, palavras e omissões — gera um salário, e esse salário é a morte: a separação de Deus, agora e para sempre. A vida eterna, ao contrário, não é salário de ninguém. É presente.

Isso explica por que o cristianismo histórico insiste que ninguém se salva por boa conduta. Não é desprezo pelo bem que as pessoas fazem; é constatação de que o problema é maior do que o esforço humano consegue cobrir. Paulo diz em outra carta que a salvação é "pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus" — está em Efésios 2, e vale ler os versículos 8 e 9 inteiros.

E por que justamente Jesus? Porque foi ele quem se apresentou como o único caminho até o Pai:

Repare que Jesus não diz "eu mostro o caminho" nem "eu ensino a verdade". Ele diz eu sou. O caminho não é um conjunto de instruções; é uma pessoa. É por isso que aceitar Jesus não é aderir a uma filosofia de vida, mas receber alguém.

Os primeiros cristãos entenderam exatamente assim. Quando Pedro foi interrogado pelas autoridades de Jerusalém por ter curado um homem, ele respondeu sem rodeios:

Não há salvação em nenhum outro, pois debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.(प्रेरित 4:12, NVI)

Isso soa exclusivo, e é. Mas vale notar o tom: Pedro não está fechando uma porta na cara de alguém. Está dizendo onde fica a porta aberta. A notícia não é "só uns poucos entram"; é "qualquer um entra, desde que entre por aqui".

Como dar esse passo: arrependimento e fé

A Bíblia descreve a resposta a essa mensagem com dois movimentos que acontecem juntos: arrependimento e fé. Paulo os resume numa frase que serviu de base para a confissão de fé cristã desde o primeiro século:

se com a boca você confessar que Jesus é Senhor e crer no seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.(रोमियो 10:9, NVI)

Há duas partes aqui, e é bom separá-las para entender e depois juntá-las de novo.

Crer no coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos. No pensamento hebraico, coração não é o lugar das emoções apenas; é o centro da pessoa, onde se decide e se confia. Crer no coração é apostar a vida nisso. E o conteúdo da fé não é vago: é a ressurreição. Se Jesus não saiu do túmulo, ele foi um bom professor que morreu. Se saiu, ele é quem disse ser, e tudo o que prometeu está de pé.

Confessar com a boca que Jesus é Senhor. "Senhor" (kyrios) era o título que o Império Romano reservava ao imperador. Dizer "Jesus é Senhor" em Roma do século I não era frase devocional — era declarar a quem você obedece de verdade. Confessar é tornar pública a decisão interior. É por isso que aceitar Jesus envolve dizer: a Deus, numa oração; e depois a outras pessoas, no batismo e na vida.

Onde entra o arrependimento? Dentro desses dois movimentos. A palavra grega é metanoia, mudança de mente — virar-se. Quem reconhece Jesus como Senhor está, por definição, deixando de ser o senhor de si mesmo. Arrepender-se não é chorar por tempo suficiente nem prometer que nunca mais vai errar; é mudar de direção e de dono.

Um episódio em Atos mostra como isso acontecia na prática. Paulo e Silas estavam presos em Filipos. Um terremoto abriu as portas da prisão, e o carcereiro, achando que os prisioneiros tinham fugido, quis se matar. Paulo o impediu. O homem perguntou: "O que devo fazer para ser salvo?" — a mesma pergunta de quem digita "como aceitar Jesus" num buscador. A resposta:

Soldado ajoelhado diante de dois homens de manto numa prisão de pedra, com correntes no chão.

A resposta não foi "faça isso, isso e aquilo". Foi "creia". O texto segue contando que, naquela mesma noite, o carcereiro ouviu a mensagem, foi batizado com sua família, lavou as feridas dos presos e os levou para comer em sua casa. A fé veio primeiro; o batismo e a mudança de vida vieram como consequência imediata. Dá para ler a cena inteira em Atos 16.

Uma oração para aceitar Jesus

Se você chegou até aqui porque quer dar esse passo, a parte prática é mais simples do que parece. Você fala com Deus. Pode ser em voz alta ou em silêncio, no quarto, no ônibus, no banheiro do trabalho. Ele não exige lugar nem postura.

O que importa está na promessa que Pedro citou do profeta Joel, no dia em que a igreja começou:

Invocar é chamar por alguém. É o que uma criança faz quando chama o pai no escuro. Não é discurso, é chamado. E a promessa não tem letra pequena: "todo aquele que invocar". Quem chama é atendido.

A oração abaixo não é uma fórmula mágica. Ela só coloca em palavras o que a Bíblia pede — arrependimento e fé. Você pode usá-la exatamente assim, ou com as suas palavras. Deus olha o coração, não a gramática.

Senhor Jesus, eu reconheço que vivi longe de Deus, fazendo as coisas do meu jeito, e que isso me afastou dele. Eu me arrependo. Eu creio que tu és o Filho de Deus, que morreste na cruz pelos meus pecados e que Deus te ressuscitou dentre os mortos. Eu te recebo agora como meu Salvador e meu Senhor. Perdoa o meu passado, entra na minha vida e me ensina a viver como filho de Deus. Eu me entrego a ti. Amém.

Dois exemplos da Bíblia mostram como essa oração pode ser curta. O ladrão crucificado ao lado de Jesus só disse: "Lembra-te de mim quando entrares no teu reino" — e ouviu: "Hoje você estará comigo no paraíso". Está em Lucas 23. Ele não foi batizado, não frequentou igreja, não consertou nada do que fez. Só se voltou para Jesus com o que tinha, e foi recebido.

O outro é o cobrador de impostos da parábola em Lucas 18, que nem conseguiu levantar os olhos no templo e orou apenas: "Deus, tem misericórdia de mim, pecador". Jesus disse que aquele homem voltou para casa justificado. Sete palavras bastaram.

Se você fez essa oração com sinceridade, a Bíblia diz que você acabou de ser recebido por Deus. Não porque sentiu alguma coisa — talvez sinta, talvez não —, mas porque ele prometeu, e ele cumpre o que promete.

O que acontece depois de aceitar Jesus

A pergunta seguinte costuma ser: e agora? O primeiro sermão cristão da história responde. Depois de ouvir Pedro em Jerusalém, uma multidão perguntou "o que faremos?", e ele disse:

…

Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo.(प्रेरित 2:38b, NVI)

Três coisas aparecem nessa frase, e vale ver cada uma.

Perdão dos pecados. É o primeiro efeito de aceitar Jesus. Perdão não é Deus fingir que nada aconteceu; é ele cancelar a dívida porque Jesus a pagou na cruz. O passado deixa de ser uma conta em aberto.

O dom do Espírito Santo. Deus não perdoa e vai embora. Ele passa a habitar na pessoa pelo Espírito, e é o Espírito quem, aos poucos, muda os desejos, dá entendimento da Bíblia e força para viver de outro jeito. Ninguém vira cristão maduro de um dia para o outro — mas ninguém caminha sozinho.

Batismo. É o sinal público da decisão: a pessoa é mergulhada na água (ou tem água derramada sobre si, conforme a tradição) em nome de Jesus, representando que a vida antiga morreu e uma nova começou. Aqui há leituras diferentes entre cristãos, e é honesto dizer isso. A tradição evangélica histórica, que é a desta explicação, entende que o batismo expressa uma salvação já recebida pela fé — por isso o ladrão na cruz foi salvo sem ele. A tradição católica e algumas igrejas protestantes históricas veem no batismo um sacramento por meio do qual a graça é comunicada. Em todas elas, porém, o batismo é parte normal do começo da vida cristã, e Jesus mesmo o ordenou em Mateus 28. Quem aceitou Jesus deve procurar uma igreja e ser batizado.

E depois disso a pessoa para de pecar? Não. Ela passa a ter um lugar para levar o pecado. João escreve a cristãos — pessoas que já tinham aceitado Jesus — e diz:

Repare: "se confessarmos". É verbo no presente, hábito, não evento único. A vida cristã não é a ausência de quedas; é a prática de voltar. E a resposta de Deus a quem volta é descrita com duas palavras que parecem não combinar: fiel e justo. Fiel porque prometeu perdoar; justo porque Jesus já pagou — então perdoar não é Deus fechar os olhos, é Deus cumprir a justiça já feita na cruz.

"Mas será que eu fui aceito mesmo?"

Essa dúvida vem quase sempre, em geral alguns dias depois. A pessoa orou, não sentiu nada de extraordinário, ou tropeçou no mesmo pecado de antes, e pensa: não deve ter funcionado.

A Bíblia trata a segurança da salvação não como sentimento, mas como promessa. Jesus disse que quem o Pai lhe dá, ele "de modo nenhum lançará fora" — João 6 — e que às suas ovelhas ele dá vida eterna, "e ninguém as arrebatará da minha mão", em João 10. Paulo encerra Romanos 8 dizendo que nada, nem morte nem vida nem qualquer criatura, pode separar o cristão do amor de Deus que está em Cristo — Romanos 8. E João escreve sua primeira carta com o objetivo declarado de que os leitores saibam que têm a vida eterna, em 1 João 5 — saber, não torcer para que seja verdade.

Em outras palavras: a certeza não vem de examinar a qualidade da própria oração. Vem de olhar para quem prometeu. Se a salvação dependesse da força da fé da pessoa, ninguém teria segurança nenhuma, porque a fé oscila. Ela depende da fidelidade de Deus, que não oscila.

É honesto registrar que cristãos sinceros divergem sobre um ponto vizinho: se alguém que creu de verdade pode depois abandonar a fé definitivamente. A tradição reformada entende que quem é de Deus persevera até o fim, ainda que com quedas. A tradição arminiana e wesleyana entende que a graça pode ser rejeitada por uma escolha deliberada e persistente. As duas concordam no essencial para quem acabou de aceitar Jesus: ninguém que se volta para Cristo com sinceridade é mandado embora, e tropeçar não é a mesma coisa que abandonar.

Se a dúvida persistir, o remédio bíblico não é orar a oração de novo várias vezes para "garantir". É voltar ao texto. Leia a promessa, e creia na promessa.

Os próximos passos na vida cristã

Aceitar Jesus é começo, não linha de chegada. O Novo Testamento descreve algumas coisas que os primeiros cristãos faziam logo depois, e elas continuam sendo o caminho.

Ler a Bíblia. O cristão novo em Atos 2 "perseverava na doutrina dos apóstolos" — isto é, no ensino que hoje temos por escrito. Um bom começo é o Evangelho de João, um capítulo por dia. Não é preciso entender tudo; é preciso continuar.

Orar. Não como ritual, mas como conversa com o Pai que acabou de adotar você. Jesus ensinou um modelo em Mateus 6 — o Pai Nosso — que serve de roteiro: adoração, pedido, perdão, proteção.

Procurar uma igreja. Ninguém na Bíblia vive a fé sozinho. Hebreus adverte contra "deixar a nossa congregação" em Hebreus 10. Procure uma igreja que leia a Bíblia e pregue Jesus Cristo como centro; converse com o pastor, diga que acabou de dar esse passo e peça orientação sobre o batismo.

Contar para alguém. Paulo ligou confissão com a boca à salvação. Dizer a uma pessoa de confiança "eu aceitei Jesus" firma a decisão e dá a quem ouve a chance de caminhar junto.

Nada disso é condição para ser aceito — você já foi. É o que filhos de Deus fazem porque são filhos.

A porta que se abre por dentro

Falta um versículo, e ele é o que melhor descreve o lado de Deus nesse encontro. Jesus fala a uma igreja morna, em Laodiceia, e diz:

A cena é simples. Alguém do lado de fora bate. Alguém do lado de dentro ouve e decide se abre. Jesus não arromba a porta, não grita, não exige. Ele bate e espera. E o que ele promete a quem abre não é um sermão nem uma inspeção — é cear, sentar à mesa e comer junto, que no mundo antigo era o gesto máximo de amizade e aceitação.

É aqui que a história volta ao começo. João 1:12 falava de receber Jesus e, com isso, tornar-se filho de Deus. Apocalipse 3:20 mostra o mesmo movimento de outro ângulo: ele à porta, a pessoa abrindo. Aceitar Jesus é só isso. Ouvir quem bate e abrir.

Se você abriu, leia o capítulo 1 de João inteiro — para ver quem é esse que você acabou de receber.

Aceitar Jesus e ser salvo é a mesma coisa?

Na linguagem bíblica, sim. "Aceitar Jesus" é a forma popular de descrever o que o Novo Testamento chama de crer em Cristo, receber Cristo ou ser salvo. A expressão exata não aparece na Bíblia, mas João 1:12 ("aos que o receberam… deu-lhes a autoridade de se tornarem filhos de Deus") descreve exatamente esse ato. Quem recebe Jesus pela fé é salvo.

Preciso ser batizado para ser salvo?

A leitura evangélica histórica entende que a salvação vem pela fé e que o batismo é sua expressão pública, não sua causa — o ladrão na cruz foi salvo sem batismo (Lucas 23:42-43). Outras tradições cristãs, como a católica, veem no batismo um sacramento que comunica a graça. Em todas elas o batismo é parte normal do início da vida cristã, ordenado por Jesus em Mateus 28:19, e quem aceitou Jesus deve procurar ser batizado.

Fiz a oração mas não senti nada. Funcionou?

A Bíblia nunca condiciona a salvação a um sentimento. Romanos 10:9 fala de crer e confessar; Atos 2:21 diz que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. A certeza vem da promessa de Deus, não da emoção do momento. Algumas pessoas sentem alegria intensa, outras uma paz discreta, outras nada de imediato — e as três foram igualmente recebidas.

Posso aceitar Jesus sozinho, em casa, sem igreja ou pastor?

Sim. O carcereiro de Filipos creu dentro de uma prisão, à meia-noite (Atos 16:31). A oração é feita a Deus, não a um líder religioso, e ele ouve em qualquer lugar. Mas a Bíblia espera que quem creu procure em seguida uma comunidade de fé para ser batizado, aprender e caminhar junto (Hebreus 10:25).

E se eu voltar a pecar depois de aceitar Jesus?

Isso vai acontecer, e a Bíblia conta com isso. 1 João 1:9 foi escrito a cristãos e diz que, se confessarmos os pecados, Deus é fiel e justo para perdoar. Pecar depois de crer não anula a salvação; é ocasião para voltar a Deus e receber de novo o perdão que Jesus já garantiu na cruz. A vida cristã não é ausência de quedas, é o hábito de levantar e voltar.

Criança pode aceitar Jesus?

Jesus disse que o Reino de Deus pertence aos pequeninos e que ninguém os impedisse de ir até ele (Marcos 10:14). Uma criança que entende, no seu nível, que Jesus a ama, morreu por ela e quer ser seu Senhor pode crer com sinceridade. A profundidade da compreensão cresce com o tempo; a fé simples de uma criança é, segundo Jesus, o modelo, não a exceção.

Seja o primeiro

Este artigo te tocou? Faça uma oração!

+581 estão orando agora.

Junte-se à corrente de oração.