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Amor de Deus: a lição de Paulo na prisão

Redação Bíblia Online Publicado em

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  • Reúne os devocionais de 22 de agosto de 2025, 18 de agosto de 2026 e 17 de setembro de 2026.

Dieserhalb beuge ich meine Knie vor dem Vater unseres Herrn Jesu Christi , von welchem jede Familie in den Himmeln und auf Erden benannt wird, auf daß er euch gebe, nach dem Reichtum seiner Herrlichkeit mit Kraft gestärkt zu werden durch seinen Geist an dem inneren Menschen; daß der Christus durch den Glauben in euren Herzen wohne, indem ihr in Liebe gewurzelt und gegründet seid, auf daß ihr völlig zu erfassen vermöget mit allen Heiligen, welches die Breite und Länge und Tiefe und Höhe sei, und zu erkennen die die Erkenntnis übersteigende Liebe des Christus, auf daß ihr erfüllt sein möget zu der ganzen Fülle Gottes.

Paulo, acorrentado, de joelhos

Idoso escreve em um pergaminho numa cela de pedra, ao lado de um soldado romano acorrentado.

Compreender o amor de Deus não é entender por que ele deixou acontecer o que podia impedir. É saber que, dentro do que aconteceu, esse amor continua inteiro — maior do que a situação que você está olhando. Foi isso que Paulo pediu para os efésios. E pediu de um lugar onde a pergunta doía.

Ele estava preso em Roma, provavelmente acorrentado a um soldado, sem saber se sairia vivo. E é desse quarto que ele escreve: ajoelho-me diante do Pai. Um homem com corrente no pulso, de joelhos, e o que ele pede não é a porta aberta. Pede que os amigos sejam fortalecidos por dentro, que Cristo more no coração deles pela fé, e que eles consigam medir a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo.

Na mesma carta, ele já tinha dito que Deus abençoou aquela igreja com toda bênção espiritual em Cristo (Efésios 1:3). Alguém em Éfeso podia ler isso e pensar: toda bênção — e o apóstolo na cadeia? É a mesma conta que a gente faz quando o exame volta alterado, o emprego acaba, a oração não é respondida do jeito pedido. Se Deus me ama e pode tudo, por que isto?

Este artigo faz parte de Devocionais

O que Paulo não pede

Repare no que falta nessa oração. Paulo não pede para sair da prisão. Pede que eles conheçam um amor que passa de qualquer entendimento — e que tem largura, comprimento, altura e profundidade: a cela de Paulo está dentro dele, não fora.

Para Paulo, a prisão não era sinal de que Deus tinha ido embora. Era um lugar onde o evangelho avançava — ele conta isso em Filipenses 1:12-14 — e onde a fé dos irmãos crescia. O sofrimento continuava sendo sofrimento. Só não estava fora do propósito de Deus.

Por isso Paulo pode escrever, aos romanos:

Nicht allein aber das, sondern wir rühmen uns auch der Trübsale, da wir wissen, daß die Trübsal Ausharren bewirkt, das Ausharren aber Erfahrung, die Erfahrung aber Hoffnung;(Römer 5:3,4)

A tribulação não vira bênção. Mas, dentro do amor de Deus, ela produz perseverança, e a perseverança produz o que a ARC chama de experiência e a NVI de caráter aprovado: a prova vivida de que Deus sustentou (Romanos 5:3-4). Daí nasce a esperança. Quem já atravessou uma noite sustentado confia diferente na seguinte.

Esperar a dor acabar para só então crer no amor inverte a ordem. Paulo pede a compreensão do amor com a corrente no pulso. É assim que ele pode chamar os cristãos de mais que vencedores — não porque a tribulação acabou, mas porque nada nela consegue separar alguém do amor de Cristo.

O que cabe no seu dia

Você não vai medir a largura e a altura do amor de Deus hoje. Mas dá para fazer o que Paulo fez: ajoelhar com o problema ainda em pé.

Pegue a situação que levanta a sua pergunta — o diagnóstico, a conta, a pessoa — e, antes de pedir que ela acabe, peça o que Paulo pediu: ser fortalecido por dentro, enraizado no amor. Depois, se quiser, peça a porta aberta — isso também é oração. Ela muda quem você é enquanto a porta não abre.

A prisão de Paulo não acabou naquele dia. A sua talvez também não acabe hoje. Mas a corrente que prende o pulso não alcança o coração onde Cristo mora — e ali há lugar para você, de joelhos, com o problema inteiro.

A corrente no pulso não chega ao coração onde Cristo mora.

Deus amoroso, faz-nos conhecer, pelo teu Espírito, a plenitude do teu amor. Que Cristo habite em nosso coração pela fé e que, enraizados nesse amor, compreendamos a sua largura, comprimento, altura e profundidade — mesmo quando nada muda. E ajuda-nos a refletir esse amor nos nossos irmãos. Amém.

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