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Amor: o que a Bíblia ensina sobre amar na prática

Por Bíblia Online

O que a Bíblia ensina sobre o amor

Na Bíblia, o amor não é apenas uma emoção passageira, mas uma decisão voluntária e prática de buscar o bem do outro. A Escritura apresenta o amor como o próprio fundamento do caráter de Deus e a base de todos os mandamentos que orientam a vida humana.

No texto bíblico, amar envolve atitude antes de sentimento. Quem ama perdoa ofensas, renuncia ao próprio interesse quando necessário e cuida de quem precisa, refletindo a forma como o próprio Deus tratou a humanidade.

Deus como origem e definição do amor

O apóstolo João resume a natureza divina em uma afirmação direta: Deus é amor. Isso significa que o amor não é apenas uma qualidade entre muitas em Deus, mas a essência a partir da qual Ele se relaciona com a criação.

A iniciativa pertence sempre a Ele. O ser humano não ama para convencer Deus a ser favorável; ama porque já foi alcançado pelo amor dEle primeiro.

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.(1 João 4:7,8)

E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele.(1 João 4:16)

Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?(1 João 4:19,20)

Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar o seu coração, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.(1 João 3:16-18)

O amor demonstrado na cruz

O amor bíblico atinge sua expressão mais clara na morte de Jesus Cristo. Não se trata de uma ideia abstrata, mas de um fato histórico e concreto: Deus enviou seu Filho para reconciliar a humanidade quando ela ainda estava distante dEle.

Por isso, Jesus aponta o sacrifício pessoal como a medida máxima do amor entre as pessoas e dá aos seus discípulos a ordem de se amarem dessa mesma forma.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.(João 3:16)

Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.(Romanos 5:8)

Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.(João 15:13)

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.(João 13:34,35)

O resumo de toda a lei

Quando os líderes religiosos perguntaram a Jesus qual era o principal mandamento das Escrituras, Ele respondeu unindo duas passagens: amar a Deus com todo o coração e amar o próximo como a si mesmo.

Com isso, Jesus ensinou que toda a ética bíblica depende dessa base. O amor a Deus é incompleto sem o cuidado prático pelo próximo, e o cuidado pelo próximo se estende inclusive àqueles que nos tratam com hostilidade.

E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.(Mateus 22:37-40)

Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.(Mateus 7:12)

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,(Mateus 5:44)

As características do amor prático

Em 1 Coríntios 13, o apóstolo Paulo descreve o amor não pelo que ele sente, mas pelo que ele faz e deixa de fazer. O amor se revela na paciência em situações difíceis, na bondade ativa e na recusa em guardar rancor ou buscar vantagens egoístas.

Mesmo os maiores talentos, sacrifícios ou conhecimentos perdem o valor se forem exercidos sem amor, porque o amor é a única coisa que permanece para sempre.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.(1 Coríntios 13:4-7)

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.(1 Coríntios 13:13)

A certeza de um amor inseparável

A promessa bíblica para quem confia em Deus é que nada na criação pode quebrar o vínculo do seu amor. Perseguição, sofrimento físico, angústia ou a própria morte não têm poder para afastar a pessoa do cuidado que o Pai estabeleceu em Cristo.

Esse mesmo amor seguro capacita os cristãos a viverem em harmonia, suportando defeitos mútuos e cobrindo ofensas com generosidade.

Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!(Romanos 8:38,39)

O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.(Romanos 12:9,10)

suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.(Colossenses 3:13,14)

Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados,(1 Pedro 4:8)

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