Arca da Aliança: o que era e seu significado bíblico
Redação Bíblia Online Publicado em
O que era a Arca da Aliança
A Arca da Aliança era uma caixa de madeira de acácia revestida de ouro, com pouco mais de um metro de comprimento, que guardava as duas tábuas de pedra dos Dez Mandamentos. Mas o que fazia dela o objeto mais sagrado de Israel não era o que estava dentro. Era a promessa que Deus fez sobre a tampa dela: ali, naquele ponto exato, ele se encontraria com o seu povo e falaria.
Ali, sobre a tampa, no meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, eu me encontrarei e falarei com você a respeito de todos os meus mandamentos destinados aos israelitas.
Esse versículo é o centro de tudo o que vem a seguir. Israel tinha um Deus que proibia qualquer imagem dele (Êxodo 20:4) — e mesmo assim esse Deus escolheu um lugar no espaço, uma caixa dourada no fundo de uma tenda, e disse: ali eu falo com vocês. A arca era o ponto de encontro. Por isso ficava no Santo dos Santos, o cômodo mais interno do tabernáculo e, depois, do Templo, atrás de um véu, onde uma só pessoa entrava, um só dia por ano.
A Bíblia a chama por vários nomes, e cada um conta uma parte da história. "Arca do testemunho", porque guardava as tábuas, que a Lei chama de testemunho. "Arca da aliança", porque essas tábuas eram o documento do pacto entre Deus e Israel. "Arca de Deus" ou "arca do Senhor", porque onde ela estava, entendia-se que Deus estava presente de um modo especial.
Vale deixar claro desde já: a arca não era um ídolo nem um amuleto. Ela não tinha poder em si; o que havia ali era a promessa de um Deus pessoal, que se apresenta quando quer e como quer. Israel confundiu uma coisa com a outra, levou a arca para a guerra como se fosse uma arma, e perdeu as duas. Essa história está em 1 Samuel 4 e aparece mais abaixo, depois da construção e do conteúdo da arca.
Este artigo faz parte de Estudos Bíblicos Lugares e Arqueologia
Como a Arca era feita: medidas, materiais e varais
As instruções estão em Êxodo 25:10-15, dadas a Moisés no monte Sinai. Quem executou o trabalho foi Bezalel, o artesão que Deus escolheu para o tabernáculo (Êxodo 37:1-9).
A caixa tinha dois côvados e meio de comprimento por um côvado e meio de largura e de altura. O côvado era a distância do cotovelo à ponta dos dedos, em torno de 45 centímetros — então falamos de algo como 1,10 m por 66 cm por 66 cm. É menor do que a maioria das pessoas imagina: um baú que dois homens carregam sem dificuldade.
A madeira era acácia, a árvore que cresce no deserto do Sinai. É dura, resiste a cupim e demora a apodrecer. Por dentro e por fora, a caixa era coberta de ouro puro, com uma moldura de ouro em volta da borda. Nos quatro pés havia argolas de ouro, e por elas passavam dois varais de acácia, também revestidos. O texto manda que os varais nunca fossem retirados. A arca estava sempre pronta para a viagem — e isso diz algo sobre o Deus de Israel: ele caminhava com o povo, não ficava preso a um endereço.
A tampa era uma peça separada e tinha nome próprio: o propiciatório. Era de ouro maciço, com dois querubins de ouro batido nas pontas, asas estendidas para cima, rostos voltados um para o outro e para a tampa (Êxodo 25:17-21). Essa tampa tem uma seção só para ela mais abaixo, porque é nela que a arca ganha o sentido mais profundo.
Quanto ao transporte, as regras eram rígidas. Só a família de Coate, da tribo de Levi, podia carregá-la, nos ombros, pelos varais (Números 7:9). Antes de sair, os sacerdotes a cobriam com o véu do santuário e mais duas camadas de pano; os carregadores não podiam tocá-la nem vê-la descoberta, sob pena de morte (Números 4:5-6, 15, 20). A morte de Uzá, séculos depois, quando ele estendeu a mão para segurar a arca num carro de bois (2 Samuel 6:6-7), mostra que essas regras não eram cerimônia vazia.
O que havia dentro da Arca
A primeira coisa que Deus manda colocar dentro é o "testemunho" — e aqui vale olhar a palavra.
Depois porás na arca o testemunho, que eu te darei.(Êxodo 25:16, ACF)
"Testemunho" é como as traduções mais antigas (ACF, NAA) vertem o hebraico 'edut; a NVI já traduz como "tábuas do testemunho". É a mesma coisa: as duas tábuas de pedra escritas por Deus, com os Dez Mandamentos (Deuteronômio 10:1-5). Elas se chamam testemunho porque ficavam ali como prova e lembrete permanente dos termos do pacto.
Mas Hebreus, no Novo Testamento, lista três itens:
que tinha o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, totalmente revestida de ouro. Dentro da arca estavam o vaso de ouro com o maná, a vara de Arão que havia florescido e as tábuas da aliança.(Hebreus 9:4, NVI)
O vaso com o maná e a vara de Arão aparecem no Antigo Testamento ligados à arca. Moisés mandou guardar um pote de maná "diante do Testemunho", como memória do pão do deserto (Êxodo 16:33-34). E depois da rebelião de Corá, quando só a vara de Arão floresceu, Deus mandou guardá-la também "diante do Testemunho", como sinal contra novas revoltas (Números 17:10).
Olha a expressão: "diante do testemunho". O hebraico não diz "dentro". Pode significar junto à arca, no Santo dos Santos, ou pode ser um jeito de dizer dentro da própria arca — as duas leituras existem entre os estudiosos. Hebreus 9:4 entende que os três estavam dentro.
E então vem um terceiro texto, do tempo de Salomão, e ele diz outra coisa:
Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez a aliança com os filhos de Israel, saindo eles da terra do Egito.(1 Reis 8:9, ACF)
Só as tábuas. Isso não é contradição: são momentos diferentes. Hebreus descreve o tabernáculo como Moisés o montou no deserto; 1 Reis descreve a arca uns quatro séculos depois, quando ela já tinha passado por Siló, pela captura filisteia e por décadas numa casa de família. É bem possível que o maná e a vara tenham se perdido nesse caminho. Em Salomão, restava o essencial — e o essencial sempre foram as tábuas.
O propiciatório e o Dia da Expiação
A tampa da arca se chama em hebraico kapporet, de uma raiz que significa "cobrir" e que dá origem à palavra "expiação" — kippur, como em Yom Kippur. As traduções portuguesas dizem "propiciatório"; a NVI prefere simplesmente "tampa".
Era sobre essa tampa, entre os querubins, que Deus prometeu falar com Moisés — o versículo lá do começo. Por isso o Antigo Testamento descreve Deus como quem está assentado entre os querubins (Salmo 80:1; Salmo 99:1). O propiciatório funcionava como um trono. Não uma estátua de Deus, mas o assento vazio onde o Rei invisível se fazia presente.
E uma vez por ano esse trono recebia sangue. No Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava sozinho no Santo dos Santos, com incenso e com o sangue de um novilho e de um bode, e aspergia esse sangue sobre o propiciatório e diante dele, pelos pecados de todo o povo (Levítico 16). Nenhum outro dia. Nenhuma outra pessoa.
Agora junte as peças, porque é aqui que a arca ganha sentido. Dentro dela, a Lei — que denuncia o pecado de quem a quebra. Em cima dela, Deus — santo, presente. E entre os dois, o sangue do sacrifício, cobrindo a Lei quebrada diante do Deus que a deu. A arca era, em miniatura, o problema de Israel e a solução que Deus providenciou. O Novo Testamento vai usar exatamente essa imagem para falar de Jesus, e a última seção deste texto mostra como.
A Arca na história de Israel: do deserto a Siló
Durante as marchas no deserto, a arca ia na frente do povo. Quando ela partia, Moisés pedia que o Senhor se levantasse e dispersasse os inimigos (Números 10:33-36). Repare no modo de falar: era Deus à frente de Israel, não Israel carregando um objeto.
Na entrada em Canaã, os sacerdotes que carregavam a arca entraram primeiro no rio Jordão, e as águas pararam enquanto eles ficaram de pé no meio do leito, com o povo passando (Josué 3:14-17). Em Jericó, a arca deu a volta na cidade durante sete dias, à frente dos soldados, antes de os muros caírem (Josué 6:4-6).
Com a terra conquistada, o tabernáculo foi armado em Siló, no centro do país (Josué 18:1), e a arca ficou lá por todo o período dos juízes — cerca de três séculos. É em Siló que o menino Samuel dorme perto da arca e ouve Deus chamar o seu nome (1 Samuel 3:3).
Capturada pelos filisteus
Aqui Israel aprende o que a arca não é. Depois de perder uma batalha para os filisteus, os líderes do povo tomam uma decisão que parece piedosa:
Quando o povo voltou ao arraial, os anciãos de Israel disseram:
— Por que o Senhor nos derrotou hoje diante dos filisteus? Vamos trazer de Siló a arca da aliança do Senhor, para que esteja no meio de nós e nos livre das mãos dos nossos inimigos.(1 Samuel 4:3, NAA)
Repare no raciocínio: vamos trazer a arca, para que ela nos livre. Eles tratam o lugar do encontro com Deus como se fosse uma arma — levam a caixa e esperam que o poder venha junto, sem se perguntar por que Deus os tinha derrotado. E não ajuda que os sacerdotes que a acompanham sejam Hofni e Fineias, filhos de Eli, homens corruptos que o próprio livro já condenou (1 Samuel 2:12-17).
O resultado é o pior possível:
A arca de Deus foi tomada, e os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, foram mortos.(1 Samuel 4:11, NAA)
Trinta mil israelitas mortos, a arca nas mãos dos inimigos, e Eli cai da cadeira e morre ao ouvir a notícia (1 Samuel 4:18). A lição é dura: Deus não é controlado por quem carrega os seus símbolos.
Mas a história não termina aí, e o que vem depois é quase irônico. Os filisteus colocam a arca no templo de Dagom, o deus deles, e no dia seguinte o ídolo está caído de cara no chão; depois, quebrado. As cidades por onde ela passa são atingidas por tumores, até que os filisteus a devolvem num carro novo puxado por duas vacas, com uma oferta de ouro para aplacar o Deus de Israel (1 Samuel 5–6). Sozinha, em território inimigo, a arca mostra o poder que Israel achou que podia levar debaixo do braço.
Ela acaba na casa de Abinadabe, em Quiriate-Jearim, onde fica por longos anos (1 Samuel 7:1-2) — quase esquecida, enquanto Saul reina.
De Davi ao Templo de Salomão
Davi, já rei em Jerusalém, resolve trazer a arca para a capital. Na primeira tentativa, a transporta num carro de bois — contra a Lei — e Uzá morre ao tocá-la. Davi se assusta e a deixa três meses na casa de Obede-Edom (2 Samuel 6:1-11). Na segunda, os levitas a carregam nos ombros, como Moisés ordenara (1 Crônicas 15:15), com sacrifícios a cada seis passos, e Davi dança diante dela. A arca é instalada numa tenda em Jerusalém (2 Samuel 6:17).
Davi quis construir uma casa para ela, mas Deus reservou isso para seu filho. Quando Salomão termina o Templo, os sacerdotes levam a arca para o Santo dos Santos e a colocam sob as asas de dois querubins gigantes, de madeira revestida de ouro. Ao saírem, a nuvem da glória do Senhor enche a casa de tal modo que os sacerdotes não conseguem continuar o serviço (1 Reis 8:1-11). É a mesma presença de Êxodo 25:22, agora num prédio de pedra.
Dali em diante, a arca quase desaparece do relato. A última menção histórica é no reinado de Josias, por volta de 620 a.C., quando o rei manda os levitas recolocarem a arca no Templo (2 Crônicas 35:3) — o que sugere que ela havia sido retirada em algum momento, nos reinados idólatras anteriores.
O que aconteceu com a Arca e onde ela está hoje
A resposta honesta é: a Bíblia não diz. Em 586 a.C., os babilônios de Nabucodonosor incendiaram o Templo e levaram seus utensílios. O relato lista colunas de bronze, bacias, candelabros e incensários (2 Reis 25:13-17), mas não menciona a arca — nem entre o que foi levado, nem entre o que voltou do exílio no tempo de Esdras. Ela simplesmente sai do registro.
Há três hipóteses principais. A primeira: foi destruída ou derretida pelos babilônios, pelo ouro. A segunda: foi escondida antes da invasão, talvez debaixo do monte do Templo — uma tradição judaica tardia, registrada no livro de 2 Macabeus (que não faz parte do cânon protestante), diz que o profeta Jeremias a ocultou numa caverna. A terceira: a Igreja Ortodoxa Etíope afirma guardá-la numa capela em Axum, levada para lá nos tempos de Salomão. Nenhuma das três tem apoio em texto bíblico. São tradições, e devem ser tratadas como tal.
O que a Bíblia diz é mais interessante do que qualquer dessas teorias. Jeremias, que viveu a destruição do Templo, profetizou que viria um dia em que o povo nem sentiria falta da arca: ninguém mais falaria dela, nem se lembraria dela, nem sentiria a sua ausência (Jeremias 3:16). Para Jeremias, a arca era provisória. Algo melhor viria — e é disso que trata o Novo Testamento.
O que a Arca aponta em Jesus Cristo
O Novo Testamento só menciona a arca pelo nome duas vezes: em Hebreus 9:4, que vimos, e em Apocalipse 11:19, onde ela aparece no templo celestial. Mas Hebreus 9 inteiro é uma leitura do tabernáculo à luz de Cristo, e o que o autor diz muda a pergunta sobre a arca.
Depois de descrever o santuário, a arca e o Dia da Expiação, ele mostra o contraste: o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, com sangue de animais, num cômodo feito por homens; Cristo entrou de uma vez por todas, com o próprio sangue, no santuário verdadeiro (Hebreus 9:11-14).
Pois Cristo não entrou em um santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor.(Hebreus 9:24, NVI)
Repare: o Santo dos Santos era "representação" — outras traduções dizem "figura" — do verdadeiro. A arca e o propiciatório não eram o encontro final entre Deus e os homens. Eram a maquete dele.
E tem um detalhe de vocabulário que a maioria das traduções esconde. A palavra grega que Hebreus 9:5 usa para "propiciatório" é hilastērion. Paulo usa exatamente essa palavra para falar de Jesus:
Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus;(Romanos 3:25, ACF)
Onde a ACF diz "propiciação", o grego tem hilastērion — a mesma palavra da tampa da arca. Alguns estudiosos entendem que Paulo está dizendo literalmente: Jesus é o nosso propiciatório, o lugar onde Deus se encontra com o pecador por meio do sangue. Outros leem como "sacrifício propiciatório", sem alusão direta ao objeto. Nas duas leituras, a ideia é a mesma: o que a tampa de ouro fazia uma vez por ano, com sangue de animal, Cristo fez de uma vez para sempre, com o seu.
A partir disso, cristãos de várias tradições enxergaram outras correspondências entre a arca e Jesus. Algumas o próprio Novo Testamento sustenta. Assim como a arca guardava a Lei intacta, Jesus é quem cumpre a Lei por inteiro (Mateus 5:17). Assim como a presença de Deus habitava sobre a arca, João diz que a Palavra "habitou" — literalmente, "armou tabernáculo" — entre nós (João 1:14). E o véu que escondia a arca do povo se rasgou de cima a baixo na hora em que Jesus morreu (Mateus 27:51), o que Hebreus lê como o caminho aberto para qualquer pessoa entrar (Hebreus 10:19-20).
Outras correspondências são leitura devocional da igreja, não afirmação do texto: a madeira e o ouro como as duas naturezas de Cristo, humana e divina, por exemplo. É uma imagem antiga e bonita, mas é bom saber que a Bíblia não a faz — você a encontra em pregadores, não em Hebreus. A tradição evangélica histórica, da qual este texto parte, costuma aceitar a tipologia que o Novo Testamento mesmo estabelece e tratar o resto como ilustração.
Quanto à arca que João vê no céu, em Apocalipse 11:19, a maior parte dos intérpretes evangélicos não a entende como o objeto físico perdido em 586 a.C. transportado para cima, mas como a realidade celestial da qual a arca de Moisés era cópia — a mesma lógica de Hebreus 8:5 e 9:24. A visão diz que a aliança de Deus com o seu povo continua de pé, mesmo sem a caixa.
O que fica é isto: durante quase mil anos, o lugar mais sagrado da terra foi uma caixa dourada atrás de um véu, onde um homem entrava uma vez por ano para que Deus se encontrasse com o seu povo. "Ali eu me encontrarei com você", disse Deus a Moisés sobre o propiciatório. A promessa de Êxodo 25:22 não foi cancelada quando a arca sumiu. Ela mudou de endereço. Quem quiser ver essa mudança explicada pelo próprio Novo Testamento pode ler Hebreus 9 completo.
Por que ninguém podia tocar na Arca da Aliança?
Porque ela representava a presença do Deus santo, e a Lei determinava que fosse carregada só pelos varais, nos ombros dos levitas da família de Coate, coberta por panos (Números 4:15; 7:9). Tocar nela era tratar a santidade de Deus como coisa comum. A morte de Uzá, em 2 Samuel 6:6-7, acontece justamente quando a arca estava sendo transportada do jeito errado, num carro de bois.
A Arca da Aliança é a mesma arca de Noé?
Não. Em português as duas usam a palavra "arca", mas são objetos completamente diferentes. A arca de Noé era uma embarcação enorme de madeira, construída para o dilúvio (Gênesis 6). A Arca da Aliança era uma caixa de pouco mais de um metro, revestida de ouro, que guardava as tábuas da Lei no tabernáculo (Êxodo 25). No hebraico as palavras são diferentes: tebah para a de Noé, 'aron para a da aliança.
O que são os querubins da Arca?
Querubins são seres celestiais que, na Bíblia, aparecem sempre ligados à presença direta de Deus: guardam a entrada do Éden (Gênesis 3:24), sustentam o trono de Deus na visão de Ezequiel (Ezequiel 10) e cobrem o propiciatório com as asas. As duas figuras de ouro sobre a arca não eram adoradas; indicavam que aquele era o lugar do trono de Deus na terra. A Bíblia não os descreve como bebês com asas — essa imagem vem da arte renascentista.
O que era o Santo dos Santos?
Era o cômodo mais interno do tabernáculo e, depois, do Templo, separado do resto por um véu grosso. Dentro dele ficava só a Arca da Aliança. Ninguém entrava ali, exceto o sumo sacerdote, uma única vez por ano, no Dia da Expiação, levando sangue e incenso (Levítico 16:2, 34). Hebreus 9:3-5 descreve esse espaço e seu conteúdo.
Quanto tempo a Arca ficou com os filisteus?
Sete meses, segundo 1 Samuel 6:1. Nesse período o ídolo Dagom caiu diante dela e as cidades filisteias foram atingidas por pragas, até que os sacerdotes deles aconselharam devolvê-la a Israel com uma oferta de ouro. Ela voltou num carro puxado por duas vacas e acabou em Quiriate-Jearim, onde passou cerca de vinte anos antes de Davi levá-la para Jerusalém (1 Samuel 7:1-2).
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