Autoridades: quando a Bíblia manda obedecer ao governo
Redação Bíblia Online Publicado em
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- Reúne os devocionais de 3 de abril de 2025 e 30 de agosto de 2026.
A multa, o chefe e o governo
yuShmAkam ekaikajanaH shAsanapadasya nighno bhavatu yato yAni shAsanapadAni santi tAni sarvvANIshvareNa sthApitAni; IshvaraM vinA padasthApanaM na bhavati|
iti hetoH shAsanapadasya yat prAtikUlyaM tad IshvarIyanirUpaNasya prAtikUlyameva; aparaM ye prAtikUlyam Acharanti te sveShAM samuchitaM daNDaM svayameva ghaTayante|
shAstA sadAchAriNAM bhayaprado nahi durAchAriNAmeva bhayaprado bhavati; tvaM kiM tasmAn nirbhayo bhavitum ichChasi? tarhi satkarmmAchara, tasmAd yasho lapsyase,(Romans 13:1-3)
A multa chegou pelo aplicativo. O chefe mandou mensagem antes das sete, de novo. No noticiário, quem governa decidiu uma coisa que você não entende nem apoia. E a Bíblia pede que a gente se sujeite a tudo isso?
Em resumo, sim — em tudo o que não contraria a Deus, e nada além disso. Paulo não pede obediência cega. Pede que o cristão não seja conhecido por brigar com quem manda, e sim por fazer o bem. É um conselho para a segunda-feira, não só para o dia da eleição.
Este artigo faz parte de Devocionais
Para quem Paulo escrevia
Os leitores de Romanos moravam na capital de um império que não adorava o Deus deles. Ninguém ali tinha escolhido o imperador. Mesmo assim, Paulo escreve que as autoridades que existem foram estabelecidas por Deus. Isso não é elogio ao governo de Roma; é um lembrete de quem está acima dele.
O que Paulo queria era que a vida dos cristãos fosse tranquila e pacífica, e que o jeito de viver deles não virasse pedra no caminho do Evangelho. Quem paga o que deve, trata com respeito quem manda e faz o bem não dá motivo para perseguição. E, se for perseguido mesmo assim, fica claro que o motivo é a fé, não a rebeldia.
Até onde vai a obediência
Se a autoridade exigir algo contra a vontade de Deus, a resposta muda. Pedro e os apóstolos disseram isso diante do conselho judaico: «mais importa obedecer a Deus do que aos homens» (Atos 5:29, ACF). Nesses casos, o cristão fica firme com o Reino de Deus, mesmo que custe a própria vida.
Jesus deu a medida. Perguntaram se era certo pagar imposto a César, e ele respondeu que se dá a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (Lucas 20:22-25). O imposto vai para César. A adoração, não. É esse o limite.
Quando foi preso, inocente, Jesus não resistiu — Isaías já tinha descrito um servo que não abre a boca diante dos que o levam (Isaías 53:7). Os apóstolos andaram pelo mesmo caminho. Pedro foi preso em Jerusalém (Atos 12:5-12); Paulo e Silas, em Filipos (Atos 16:16-34); Tiago morreu ao fio da espada (Atos 12:2); João foi exilado em Patmos (Apocalipse 1:9). Nenhum deles pegou em armas contra o governo. Nenhum deles negou a Cristo para sair da cadeia. Dá para ser firme sem ser rebelde.
O que fazer com isso hoje
Volte à cena do começo. A multa: pague. Se foi injusta, recorra pelo caminho que existe para isso, sem drama. O chefe das sete da manhã: responda com respeito e deixe o trabalho bem feito falar por você — «pratique o bem, e ela o enaltecerá», diz Paulo (Romanos 13:3, NVI). O governo que você não escolheu: antes de reclamar dele, ore por ele. Paulo pede exatamente isso aos cristãos (1 Timóteo 2:1-2).
Obedecer nem sempre é fácil. Tem dia em que a autoridade erra, e tem dia em que a gente erra por orgulho. Mas, quando a obediência cabe dentro da vontade de Deus, ela também é um jeito de honrá-lo — porque, no fim, quem a gente respeita é quem colocou aquela autoridade ali.
Respeitar a autoridade não é dar a ela o que é de Deus.
ORE: Senhor, me dá sabedoria para viver em obediência às autoridades sem contrariar a tua própria autoridade. Me ajuda a agir com respeito, discernimento e fidelidade, honrando-te acima de todas as coisas. Amém.
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