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Bíblia: o que é, quem escreveu e sua mensagem

Redação Bíblia Online Publicado em

O que é a Bíblia

Mulher de cabelo castanho folheia um livro grande no sofá, ao lado de plantas.

A Bíblia é uma coleção de 66 livros, escritos ao longo de uns 1.500 anos por cerca de 40 pessoas diferentes, que os cristãos recebem como Palavra de Deus. Não é um livro só, no sentido comum: tem lei, história, poesia, carta, profecia, biografia. Mas conta uma única história — a de Deus criando o mundo, o mundo se afastando dele, e Deus vindo buscar de volta o que era seu, até chegar em Jesus.

O nome vem do grego ta biblia, "os livros", no plural. Com o tempo o latim transformou em singular, "a Bíblia", e isso diz bem o que ela é: muitos livros que viraram um.

Esses livros foram escritos por gente de carne e osso — pastores de ovelha, reis, um pescador, um médico, um cobrador de impostos. E mesmo assim a Bíblia afirma sobre si mesma uma coisa que nenhum outro livro afirma. Paulo escreveu para Timóteo, um pastor jovem que estava com medo de tempos difíceis:

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, a fim de que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

"Inspirada por Deus" traduz uma palavra grega que Paulo talvez tenha criado: theopneustos, literalmente "soprada por Deus". A ideia não é que a Escritura inspira a gente, como uma música bonita inspira. É que ela saiu de Deus, como o fôlego sai de quem fala. Tudo o que vem a seguir — a mensagem, a organização, os autores, o jeito como os livros foram reunidos — depende dessa frase.

Este artigo faz parte de Estudos Bíblicos Estudo para Iniciantes

Qual é a mensagem da Bíblia

Se alguém pedir a mensagem da Bíblia em uma frase, a melhor resposta não é um resumo meu. É a que Jesus deu.

Depois da ressurreição, ele caminhou com dois discípulos desanimados e explicou a eles o que os livros sagrados sempre tinham dito (Lucas 24). Mais tarde, no mesmo capítulo, fez o mesmo com o grupo todo:

…

era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.(लुका 24:44b, NVI)

Repare na estrutura: "lei de Moisés, Profetas e Salmos". Essas eram as três partes da Bíblia que os judeus do tempo de Jesus usavam — o que hoje chamamos de Antigo Testamento. Jesus está dizendo que o conjunto inteiro fala dele. Não um versículo aqui e outro ali: o conjunto.

Antes disso ele já tinha dito o mesmo aos líderes religiosos de Jerusalém, que conheciam o texto de cor:

Olha o que isso significa na prática. Dá para ler a Bíblia como um manual de regras, como um livro de histórias antigas, como uma coleção de frases bonitas para colocar na parede. Jesus diz que quem lê assim pode saber tudo de cor e perder o ponto. O ponto é ele.

Então a mensagem, desdobrada, fica assim. Deus criou o mundo bom e o ser humano para viver em comunhão com ele (Gênesis 1–2). O ser humano rompeu essa comunhão (Gênesis 3), e tudo o que vem depois é Deus trabalhando para restaurá-la — escolhendo Abraão e prometendo bênção para todas as nações, formando o povo de Israel, dando a lei, enviando profetas que apontavam para alguém que viria. Esse alguém é Jesus: os Evangelhos contam sua vida, morte e ressurreição; Atos e as cartas mostram o que isso mudou; Apocalipse mostra onde a história termina, com Deus morando de novo com seu povo numa criação renovada.

Criação, queda, promessa, Cristo, nova criação. Quem guarda essa espinha dorsal consegue abrir qualquer livro da Bíblia e saber mais ou menos em que ponto da história está.

Como a Bíblia está organizada

Os 66 livros se dividem em dois blocos: o Antigo Testamento, com 39 livros, escrito antes de Jesus; e o Novo Testamento, com 27, escrito depois. "Testamento" aqui quer dizer aliança — o pacto que Deus fez com seu povo. O Antigo gira em torno da aliança feita com Israel por meio de Moisés; o Novo, da aliança firmada por Jesus.

Dentro de cada bloco, os livros não estão em ordem cronológica. Estão agrupados por tipo.

Antigo Testamento (39 livros)

  • Lei, ou Pentateuco (5): Gênesis a Deuteronômio. A criação, os patriarcas, a saída do Egito e a lei dada a Israel.

  • Históricos (12): Josué a Ester. A conquista da terra, os juízes, os reis, o exílio e a volta.

  • Poéticos e de sabedoria (5): Jó a Cantares. Salmos, provérbios e reflexões sobre a vida diante de Deus.

  • Profetas (17): Isaías a Malaquias. Os cinco primeiros são chamados "maiores" por causa do tamanho; os doze de Oseias a Malaquias, "menores".

Novo Testamento (27 livros)

  • Evangelhos (4): Mateus, Marcos, Lucas e João. Quatro relatos da vida de Jesus.

  • Atos (1): o que aconteceu com a igreja nos trinta anos depois da ressurreição.

  • Cartas de Paulo (13): Romanos a Filemom, para igrejas e pessoas específicas.

  • Hebreus e cartas gerais (8): Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João, Judas.

  • Apocalipse (1): a visão de João sobre o fim da história.

Vale notar: a Bíblia hebraica, usada pelos judeus, tem exatamente o mesmo conteúdo do nosso Antigo Testamento, mas conta 24 livros, porque junta alguns (os doze profetas menores formam um só, por exemplo) e organiza em três partes — Lei, Profetas e Escritos. É essa divisão em três que Jesus cita em Lucas 24:44, com "Salmos" representando o terceiro bloco, porque era o livro que o abria.

Quem escreveu a Bíblia

Cerca de 40 autores. O número é aproximado porque alguns livros não dizem quem os escreveu — Reis, Crônicas e Hebreus, por exemplo, são anônimos.

Os que conhecemos são gente de perfil muito variado:

  • Moisés, criado na corte do Egito e depois pastor de ovelhas no deserto, a quem a tradição atribui o Pentateuco.

  • Davi, pastor que virou rei, autor de boa parte dos Salmos.

  • Salomão, seu filho, com Provérbios, Eclesiastes e Cantares ligados ao nome dele.

  • Amós, criador de gado de uma cidade pequena, que Deus enviou como profeta.

  • Isaías, profeta que circulava na corte de Jerusalém.

  • Jeremias, que ditou boa parte do seu livro a um secretário, Baruque, e viu o rei queimar o rolo.

  • Mateus, cobrador de impostos; Pedro e João, pescadores da Galileia.

  • Lucas, médico, o único autor que provavelmente não era judeu.

  • Paulo, fariseu treinado como rabino, que perseguiu a igreja antes de se converter.

Pense no que isso significa. Pessoas que nunca se encontraram, separadas por séculos, escrevendo em três continentes, em situações completamente diferentes — um rei em palácio, um profeta na prisão, um prisioneiro em Roma ditando cartas. E o que saiu conta uma história só, com um fio que atravessa tudo. Isso não acontece com antologia nenhuma montada por editor humano. A Bíblia explica por que aconteceu com ela, e chegamos lá daqui a pouco.

Quando a Bíblia foi escrita

Pela datação tradicional — a que a teologia evangélica histórica costuma adotar, embora haja debate acadêmico sobre várias dessas datas —, Moisés escreveu por volta de 1400 a.C., e o último livro, provavelmente Apocalipse, foi escrito por João perto do fim do primeiro século d.C. Isso dá os 1.500 anos.

Entre esses dois pontos, o Antigo Testamento foi se formando aos poucos: os livros de Samuel e Reis depois dos acontecimentos que contam, os Salmos ao longo de séculos, os profetas cada um no seu tempo — Amós e Isaías no século VIII a.C., Jeremias na queda de Jerusalém em 586 a.C., Malaquias já depois da volta do exílio. O Novo Testamento, em contraste, foi escrito num espaço curto: cerca de cinquenta anos, entre os anos 45 e 95 d.C., por pessoas que viram Jesus ou conviveram com quem viu.

Isso importa por uma razão prática. Quando você lê um Salmo de Davi e uma carta de Paulo no mesmo dia, está lendo textos separados por mil anos. O vocabulário é diferente, a situação é diferente, o que o autor espera do leitor é diferente. Saber onde cada livro cai na linha do tempo evita boa parte das confusões.

Como um texto pode ser de Deus e de homens ao mesmo tempo

Esta é a pergunta que fica depois de ler a lista de autores. Se Moisés, Davi e Paulo escreveram com as próprias palavras, em que sentido o texto é de Deus? Pedro responde, e a imagem que ele usa é a melhor que existe para entender o assunto:

Primeiramente, porém, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.(2 पतरस 1:20,21, NAA)

"Movidos" traduz um verbo grego que Lucas usa em Atos 27 para um navio sendo levado pelo vento. A tripulação continua a bordo, as velas são de verdade, o casco é de madeira — mas quem decide a direção é o vento. É assim que Pedro vê os profetas: homens de verdade, com a própria linguagem e o próprio estilo, mas levados por Deus para onde Deus queria.

Isso evita dois erros opostos.

O primeiro é imaginar a inspiração como ditado: Deus falando e o autor anotando como secretário, sem participar. Não é o que o texto mostra. Lucas começa o Evangelho dizendo que investigou tudo com cuidado e consultou testemunhas (Lucas 1). Paulo escreve com o temperamento de Paulo; João, com o vocabulário de João. Davi derrama nos Salmos uma angústia que é dele. Deus não apagou os autores — usou quem eles eram.

O segundo erro é o contrário: achar que a Bíblia é só o registro da experiência religiosa de pessoas sinceras, e que Deus entra depois, quando o leitor se emociona. Pedro fecha essa porta logo no versículo 20: a profecia não brotou da ideia particular do profeta. A origem é Deus.

A teologia evangélica histórica chama isso de inspiração verbal e plenária — "verbal" porque alcança as palavras, não só as ideias; "plenária" porque alcança toda a Escritura, não só as partes que soam mais espirituais. Para esta tradição, o que o texto afirma, Deus afirma.

Vale dizer que outras tradições cristãs chegam perto do mesmo lugar por caminhos próprios. A Igreja Católica, no Concílio Vaticano II, afirmou no documento Dei Verbum que Deus escolheu homens que agiram como "verdadeiros autores", usando suas próprias faculdades, e que mesmo assim o que escreveram foi consignado pelo Espírito Santo. A ênfase muda entre as tradições — algumas destacam a autoridade da Escritura sozinha, outras a leitura dela dentro da igreja —, mas a convicção de que Deus falou por meio de autores humanos de verdade é patrimônio comum do cristianismo.

E Jesus? Ele não teorizou sobre inspiração, mas mostrou como tratava o texto. Tentado no deserto, respondeu três vezes com "está escrito", citando Deuteronômio como palavra final (Mateus 4). Ele não dizia "Moisés escreveu"; dizia "está escrito", como quem aponta para algo que não se discute. É nesse mesmo espírito que a carta aos Hebreus descreve a palavra de Deus como viva, capaz de alcançar o que a pessoa esconde de si mesma (Hebreus 4).

Em que língua a Bíblia foi escrita

Em três. A maior parte do Antigo Testamento está em hebraico, a língua de Israel. Alguns trechos estão em aramaico, a língua comum do Oriente Próximo depois do exílio na Babilônia — partes de Daniel e de Esdras, principalmente. O Novo Testamento inteiro está em grego, que era a língua internacional do Império Romano, como o inglês é hoje. Jesus falava aramaico no dia a dia, mas os Evangelhos registraram suas palavras em grego para que o mundo todo pudesse ler.

Isso importa para quem lê hoje por um motivo simples: toda Bíblia em português é tradução. Por isso existem versões diferentes — ACF, NVI, NAA, entre outras — e por isso às vezes um versículo soa diferente de uma para outra. Não é que uma esteja certa e a outra errada; são escolhas sobre como passar o hebraico e o grego para a nossa língua. Quando a diferença muda o sentido, vale comparar.

Como os 66 livros foram reunidos

Uma pergunta que surge naturalmente: quem decidiu quais livros entram? A resposta curta é que ninguém "decidiu" no sentido de inventar uma lista. A igreja reconheceu o que já circulava com autoridade.

O Novo Testamento deixa ver esse processo em andamento. Paulo pede que sua carta aos colossenses seja lida também na igreja vizinha, e que eles leiam a que foi enviada para lá (Colossenses 4). As cartas eram copiadas e passadas de igreja em igreja. E Pedro, ainda no primeiro século, já coloca os escritos de Paulo ao lado das Escrituras antigas:

…como também o nosso amado irmão Paulo escreveu a vocês, com a sabedoria que Deus lhe deu. Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. As suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como fazem também com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.(2 पतरस 3:15b,16, NVI)

"Demais Escrituras" — ou seja, as cartas de Paulo já estavam na mesma categoria. Isso é um apóstolo tratando o texto de outro apóstolo como Palavra de Deus, décadas antes de qualquer concílio.

Para o Antigo Testamento, Jesus herdou um conjunto já fechado. Quando acusa os líderes de Jerusalém de carregar a culpa de todo sangue inocente "desde Abel até Zacarias" (Lucas 11), ele percorre a Bíblia hebraica de ponta a ponta: Abel morre em Gênesis, o primeiro livro, e o Zacarias apedrejado no templo morre em 2 Crônicas, que era o último livro na ordem judaica. Uma leitura comum entre estudiosos evangélicos é que Jesus está falando "de Gênesis a Crônicas" como nós diríamos "de Gênesis a Apocalipse" — o conjunto que ele reconhecia era o mesmo que temos hoje no Antigo Testamento.

Os critérios que a igreja antiga usou para o Novo Testamento eram basicamente três: o livro vinha de um apóstolo ou de alguém ligado diretamente a um apóstolo; o conteúdo batia com o que os apóstolos tinham ensinado; e as igrejas, de Roma a Alexandria, já o liam no culto havia gerações. Os concílios de Hipona (393) e Cartago (397) publicaram listas dos 27 livros, mas não para criar o cânon: para confirmar o que as igrejas já usavam e para barrar escritos tardios que tentavam entrar.

Por que a Bíblia católica tem 73 livros

A Bíblia católica tem sete livros a mais que a protestante: Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque, além de trechos acrescentados a Daniel e Ester. Os católicos os chamam de deuterocanônicos ("segundo cânon"); os protestantes, de apócrifos.

A diferença está só no Antigo Testamento, e a história é esta. Esses livros foram escritos entre o fim do Antigo Testamento e o nascimento de Jesus, quase todos em grego, e circulavam na tradução grega da Bíblia hebraica (a Septuaginta) que os judeus de fala grega usavam. Os judeus da Palestina, porém, nunca os aceitaram como Escritura, e a Bíblia hebraica não os contém.

Na igreja antiga, a situação ficou dividida por séculos. Jerônimo, que traduziu a Bíblia para o latim por volta do ano 400, considerava esses livros úteis para edificação, mas não para fundamentar doutrina, e preferia o cânon hebraico. Outros, como Agostinho, os aceitavam. Na Reforma, no século XVI, os protestantes voltaram ao critério de Jerônimo e ao cânon que Jesus e os apóstolos usavam. Em resposta, o Concílio de Trento (1546) declarou oficialmente os sete livros como canônicos para a Igreja Católica.

Nenhum dos sete é citado como Escritura no Novo Testamento, e nenhum muda a espinha dorsal da história que a Bíblia conta. A diferença é real e merece respeito dos dois lados, mas o Novo Testamento, onde está o centro da mensagem, é idêntico nas duas Bíblias.

O texto que temos hoje é o mesmo que foi escrito?

Nenhum original sobreviveu — nem o rolo de Isaías, nem a carta que Paulo mandou para Roma. O que temos são cópias, feitas à mão por séculos. A pergunta honesta é: dá para confiar nas cópias?

Para o Antigo Testamento, a resposta mudou de patamar em 1947, quando pastores encontraram nas cavernas de Qumran, perto do Mar Morto, centenas de manuscritos escondidos por uma comunidade judaica no tempo de Jesus. Entre eles, um rolo quase completo de Isaías, copiado por volta de 125 a.C. Até ali, o manuscrito hebraico mais antigo que se conhecia de Isaías era de cerca do ano 1000 d.C. — mil anos de distância. Comparados, os dois textos são essencialmente o mesmo: as diferenças são de grafia e de detalhe, não de conteúdo. Mil anos de cópia manual, e o texto não se moveu.

Para o Novo Testamento, o problema é o inverso: há manuscrito demais, não de menos. Existem mais de cinco mil manuscritos gregos, além de milhares em latim, siríaco, copta, e os fragmentos mais antigos distam poucas décadas dos originais. Com tanta cópia, os erros de copista aparecem — uma letra trocada, uma palavra pulada — e exatamente por isso dá para corrigi-los: um erro que aparece numa cópia e não nas outras cem se denuncia sozinho. Nenhuma doutrina cristã depende de uma variante de texto incerta.

Por isso as traduções modernas trazem notas de rodapé dizendo "alguns manuscritos trazem…". Não é sinal de que o texto está bagunçado. É o contrário: é o leitor sendo informado de tudo, porque não há nada a esconder.

Para que serve tudo isso

Volto ao versículo de Paulo a Timóteo, porque ele não para na origem da Escritura. Depois de dizer que ela é soprada por Deus, ele diz para que ela existe: para ensinar, para repreender, para corrigir, para formar alguém pronto para toda boa obra (2 Timóteo 3:17).

Isso é o que torna a pergunta "o que é a Bíblia" diferente de perguntar o que é a Ilíada. Dá para saber tudo sobre a Ilíada e ela não espera nada de você. A Bíblia, segundo o que ela diz de si mesma, espera. Ela foi dada para fazer algo em quem lê — e, segundo Jesus, para levar quem lê até ele.

Leia 2 Timóteo 3 completo. Paulo escreve a um pastor jovem, numa época difícil, e a resposta que ele dá para tempos difíceis é essa: volte ao texto que Deus soprou.

Quantos livros tem a Bíblia?

A Bíblia protestante tem 66 livros: 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo. A Bíblia católica tem 73, porque inclui sete livros a mais no Antigo Testamento (Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque), além de acréscimos a Daniel e Ester. O Novo Testamento é o mesmo nas duas.

Qual foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito?

Pela datação tradicional, os livros de Moisés (o Pentateuco), por volta de 1400 a.C. Alguns estudiosos sugerem que Jó pode ser anterior, mas o livro não informa autor nem data, então isso é hipótese. Gênesis é o primeiro na ordem da Bíblia porque narra os eventos mais antigos, não necessariamente porque foi escrito primeiro.

Qual foi o último livro escrito?

Provavelmente Apocalipse, escrito pelo apóstolo João por volta do ano 95 d.C., durante o reinado de Domiciano. Alguns colocam o Evangelho de João ou as cartas de João na mesma faixa de tempo. De qualquer forma, o Novo Testamento ficou completo até o fim do primeiro século.

Quem dividiu a Bíblia em capítulos e versículos?

Os capítulos foram criados por Estêvão Langton, professor em Paris e depois arcebispo de Canterbury, por volta de 1227. Os versículos do Novo Testamento foram numerados por Robert Estienne, impressor francês, em 1551; os do Antigo Testamento seguiram uma divisão judaica mais antiga. Os autores originais não escreveram em capítulos nem versículos — é uma ferramenta para localizar o texto.

A Bíblia tem erros ou contradições?

Há passagens difíceis, e Pedro reconhece isso quando diz que as cartas de Paulo contêm coisas difíceis de entender (2 Pedro 3:16). A posição evangélica histórica é que a Escritura, no que ela de fato afirma e nos manuscritos originais, é verdadeira e confiável; muitas aparentes contradições se resolvem olhando o gênero do texto, o contexto histórico e a intenção do autor. Outras tradições cristãs tratam o tema com ênfases diferentes, mas a confiança na Bíblia como Palavra de Deus é comum a todas.

Por onde começar a ler a Bíblia?

Para quem nunca leu, o Evangelho de Marcos é um bom começo: é o mais curto e vai direto à vida de Jesus. Depois, Lucas e Atos formam uma sequência natural, e Gênesis dá o começo da história. Ler de Gênesis a Apocalipse em ordem funciona, mas muita gente desanima em Levítico; conhecer a espinha dorsal da história antes ajuda a atravessar as partes mais difíceis.

Maria Clara de Paula Istrisoski pastanaClaudio Martins de Souza
2 deram Amém

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