Casamento: barreira contra a prostituição segundo Paulo
Redação Bíblia Online Publicado em
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- Reescrito do devocional de 5 de junho de 2025.
A novela que a gente assiste
digo que, por causa da imoralidade sexual, cada homem deve ter relação sexual com a sua própria esposa, e cada esposa, com o seu próprio marido. O marido deve cumprir os deveres conjugais para com a sua mulher, e, da mesma forma, a mulher, para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o próprio corpo, mas sim a mulher.
Nove da noite, o sofá, a novela no ar. Mais um casamento desabando na tela: traição, grito, porta batendo. No intervalo, o programa de humor faz piada do marido enganado. A gente assiste, às vezes ri, e vai para a cama com a mesma ideia de sempre: casamento é uma instituição falida.
A Bíblia conta outra história. O casamento não é o problema; é a proteção. Paulo diz isso sem rodeio: por causa da imoralidade, cada um tenha o seu cônjuge, e os dois se entreguem um ao outro. A barreira contra a prostituição tem endereço: o lar.
O que Paulo respondia
Corinto era cidade de porto, onde a prostituição era comum e aceita. Alguns cristãos de lá, assustados, concluíram que o mais santo seria não tocar em mulher nenhuma — nem na própria esposa. Paulo responde: não. Para quem casou, viver o casamento por inteiro é obedecer ao plano de Deus, não fugir dele.
Repare: o texto não fala do direito de exigir; fala do dever de se dar. Nenhum dos dois é dono do próprio corpo sozinho. É esse pertencer um ao outro que fecha a porta para o que fica lá fora.
Se o mundo ridiculariza justamente isso, lembre o aviso de João: o mundo e os seus desejos passam (1 João 2:15-17). O casamento foi a primeira estrutura que Deus criou para a vida humana; não é de estranhar que seja a primeira a virar piada.
O que de fato blinda
Agora, a parte que a novela também não mostra. Vida sexual ativa, sozinha, não protege: casais com cama cheia também traem. O que blinda é o amor fiel e inteiro ao cônjuge, do jeito que Paulo descreve algumas páginas depois (1 Coríntios 13:1-7): paciente, sem inveja, sem rancor.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.(1 Ŵakolinto 13:7, NVI)
Casar não é mar de rosas nem comunhão sem conflito. É assumir o compromisso de amar, suportar e se sacrificar pelo outro (1 Coríntios 13:7). Quem ama assim suporta a privação — a fase difícil, a distância, o cansaço — mas não se entrega à traição.
O que cabe no seu dia
Se você é casado, a barreira se constrói em gesto pequeno. Hoje, antes de dormir, faça uma coisa que seja só para o seu cônjuge: a conversa adiada, o pedido de perdão, a mão no ombro quando a casa já silenciou. Não para consertar tudo. Para dizer, com o corpo, que você pertence a ele.
Se você é solteiro, a barreira começa antes. Honre o casamento dos outros: não ria do lar que caiu, ore pelo casal que está no limite. E peça a Deus que a sua escolha seja a dele — não um príncipe de novela, mas alguém com quem valha a pena suportar.
E se o seu casamento está frio, a palavra de Paulo cobra de você o que cobra do outro: dar-se primeiro. O outro pode demorar a responder. O amor que tudo suporta é para esse tempo.
Hoje à noite, quando a tela mostrar mais um lar desabando, desligue um minuto. Olhe para o seu. Deus presenteou a humanidade com o casamento — e esse presente está no sofá ao seu lado, ou ainda por chegar.
Quem ama de verdade suporta a privação, mas não se entrega à traição.
Ó Deus, Tu que és amor, fizeste do amor entre homem e mulher o sustento do casamento e a base da família. Guarda os lares dos perigos que nascem da falta de amor. Dá a quem é casado a coragem de se dar primeiro, e a quem espera a paciência de aguardar a Tua escolha. Amém.
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