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Colheita: o princípio bíblico da semeadura e do sustento

Por Bíblia Online

O princípio da colheita espiritual

A colheita na Bíblia representa o resultado inevitável das escolhas humanas e da soberania de Deus sobre a história. O princípio central é simples: o que uma pessoa semeia com as próprias atitudes, isso mesmo ela irá colher mais adiante.

O apóstolo Paulo utiliza a agricultura para ilustrar que ninguém engana a Deus com aparências, pois a vida invariavelmente revela o que foi plantado:

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.(Gálatas 6:7)

Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.(Gálatas 6:8)

A semeadura exige paciência. Ao contrário do esforço imediato, a colheita espiritual costuma levar tempo, e o desânimo é o maior obstáculo antes do resultado:

E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.(Gálatas 6:9)

O texto bíblico também esclarece que o ser humano não produz virtude sozinho. Deus é quem supre os recursos tanto para o plantio quanto para a colheita da justiça:

Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça;(2 Coríntios 9:10)

Esse fruto espiritual se consolida em paz, retidão e maturidade gerada pela disciplina:

Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.(Tiago 3:18)

E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.(Hebreus 12:11)

Abundância, sustento e escassez

No contexto bíblico, a colheita dos campos era o sustento direto das famílias. Nas leis de Israel, a fertilidade da terra e a chuva na estação própria estavam ligadas à aliança e à obediência ao Senhor:

Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes, Então eu vos darei as chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua colheita, e a árvore do campo dará o seu fruto;(Levítico 26:3,4)

Entregar as primícias — os primeiros frutos recolhidos — era a demonstração prática de que a terra e a provisão pertencem a Deus, antes de pertencerem a quem plantou:

Honra ao Senhor com os teus bens,

e com a primeira parte

de todos os teus ganhos;(Provérbios 3:9)

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.(Malaquias 3:10)

A Bíblia, contudo, não promete que as colheitas materiais nunca serão frustradas. Períodos de seca, pragas e perdas atingem a existência humana, como relatou o profeta Joel:

A vide se secou,

a figueira se murchou,

a romeira também,

e a palmeira e a macieira;

todas as árvores do campo

se secaram,

e já não há alegria

entre os filhos dos homens.(Joel 1:12)

Quando o resultado esperado na lavoura ou no trabalho falha, o cristão é chamado a lembrar que o sustento não depende unicamente das circunstâncias, mas do Criador:

Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?(Mateus 6:26)

Mesmo quando a terra seca e o celeiro permanece vazio, a fé bíblica repousa em Deus, e não apenas no produto dos campos:

Porque ainda que a figueira

não floresça,

nem haja fruto na vide;

ainda que decepcione

o produto da oliveira,

e os campos não produzam

mantimento;

ainda que as ovelhas da malhada

sejam arrebatadas,

e nos currais não haja gado;

Todavia eu me alegrarei

no Senhor;

exultarei no Deus

da minha salvação.(Habacuque 3:17,18)

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