Pular para o conteúdo
Publicidade

Como Jesus revelou Deus Pai? O ensino dos Evangelhos

Por Bíblia Online  - 
Homem barbudo de túnica aponta para o céu, cercado por dois outros numa colina.

Como Jesus revelou Deus Pai nos Evangelhos

Jesus revelou Deus não como uma força distante ou um soberano inacessível, mas como um Pai pessoal e presente. Nos Evangelhos, Cristo faz isso em três dimensões: pela intimidade com que se dirige a Deus chamando-o de Aba, pelas obras que manifestam o caráter divino na prática, e pela declaração direta de que quem vê o Filho vê o próprio Pai.

No judaísmo do primeiro século, o título "Pai" era aplicado a Deus quase sempre de forma corporativa: Ele era o criador e protetor da nação de Israel. Por reverência e temor, os mestres da época evitavam até pronunciar o nome divino, reforçando a distância entre o homem comum e o Altíssimo. Jesus rompeu com esse protocolo formal ao colocar a paternidade de Deus no centro de toda a sua pregação e oração cotidiana.

A intimidade doméstica de chamar Deus de Aba

A mudança mais radical de Jesus aparece na língua materna que Ele utilizou para falar com Deus. Em vez de recorrer aos títulos cerimoniais comuns nas sinagogas, Ele usou uma palavra do vocabulário familiar aramaico.

E rogava: "Abba, Pai, todas as coisas são possíveis para ti, afasta de mim este cálice; todavia, não seja o que Eu desejo, mas sim o que Tu queres".(Marcos 14:36)

O termo Aba era a forma com que crianças e filhos adultos se dirigiam afetuosamente ao próprio pai no ambiente doméstico. Ao usar essa palavra inclusive durante a agonia no Getsêmani, Jesus revelou que a relação com o Pai é marcada por total confiança, dependência e proximidade filial, mesmo diante do sofrimento e da morte.

A igualdade com o Pai no agir contínuo

Jesus também combateu a ideia de um Deus afastado do cotidiano humano. Para Ele, o Pai permanece ativamente envolvido na sustentação da vida e no resgate do ser humano a cada instante.

Mas Jesus respondeu a eles: "Meu Pai continua trabalhando até agora, e Eu também estou trabalhando."(João 5:17)

Ao declarar que trabalhava assim como o Pai trabalha, Jesus provocou a oposição imediata das autoridades religiosas de Jerusalém. Eles compreenderam o significado daquela fala: ao chamar Deus de Seu próprio Pai dessa maneira, Jesus afirmava igualdade de natureza e de propósito com o próprio Criador.

Ver o Filho é ver o Pai

Quando os discípulos pediram uma demonstração visível de Deus, Jesus respondeu apontando para a sua própria pessoa e ministério terreno.

Então Jesus ministrou-lhes: "Há tanto tempo estou convosco, e tu não me tens conhecido, Filipe? Aquele que vê a mim, vê o Pai; como podes dizer: ‘mostra-nos o Pai’?(João 14:9)

A resposta dada a Filipe mostra que Deus não possui um caráter oculto ou diferente daquele que Cristo viveu. Tudo o que Jesus fez nos Evangelhos — perdoar os arrependidos, curar os enfermos, confrontar a hipocrisia e acolher os marginalizados — é a demonstração visível e exata de como Deus Pai sente, pensa e age.

A distinção entre a filiação de Jesus e a dos discípulos

Embora Jesus ensinasse Seus seguidores a orar chamando Deus de Pai, Ele manteve uma distinção teológica precisa entre o Seu relacionamento com Deus e o dos demais seres humanos.

Recomendou-lhe Jesus: "Não me segures, pois ainda não voltei para o Pai. Mas vai, e ao encontrar meus irmãos, dize-lhes assim: ‘estou ascendendo ao meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus’."(João 20:17)

Jesus não disse "nosso Pai" ao falar com Maria Madalena após a ressurreição, mas "meu Pai e vosso Pai". A distinção preserva a verdade bíblica: Jesus é o Filho unigênito por natureza eterna, enquanto os discípulos se tornam filhos por graça e adoção, recebendo acesso ao Pai exclusivamente pelos méritos de Cristo.

A revelação acolhida pelos simples

O conhecimento de Deus como Pai não foi entregue como um quebra-cabeça intelectual para os mestres da Lei, mas como uma verdade acessível aos que reconhecem a própria pequenez.

Naquele mesmo momento, Jesus exultando no Espírito Santo exclamou: "Ó Pai, Senhor do céu e da terra! Louvo a ti, pois ocultaste estas verdades dos sábios e cultos e as revelaste aos pequeninos. Amém, ó Pai, porque Tu tiveste a alegria de proceder assim.(Lucas 10:21)

Os líderes religiosos que confiavam em sua própria justiça e erudição rejeitaram essa mensagem. A revelação de Deus Pai nos Evangelhos permanece disponível àqueles que, como crianças, aproximam-se de Deus com humildade, franqueza e total confiança na Sua provisão.

Seja o primeiro

Este artigo te tocou? Faça uma oração!

+581 estão orando agora.

Junte-se à corrente de oração.