Custamos um alto preço: o valor que a cruz nos dá
Redação Bíblia Online Publicado em
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- Reescrito do devocional de 4 de junho de 2025.
Hold dere derfor borte fra all seksuell løssluppenhet. Andre synder skjer utenfor kroppen, men den som lar seg bruke til seksuell løssluppenhet, synder mot sin egen kropp. Vet dere ikke at kroppen deres er et tempel for Guds Hellige Ånd som bor i dere, og som dere har fått av Gud? Kroppen tilhører altså ikke dere selv, men Gud. Han har jo kjøpt dere fri fra slaveriet under synden, og har allerede betalt løsepengene for dere. Se derfor til å ære Gud med kroppen.(1. Korinter 6:18-20)
O que sobra no fim da feira
Fim de feira. As barracas já estão sendo desmontadas, e num canto fica a caixa do que ninguém quis: a banana escura, a manga amassada, o tomate que amanhã não serve mais. O feirante grita um preço de quase nada — leva tudo por uma moeda — e, se não sair, vai para o lixo mesmo.
A gente conhece essa conta por dentro. Tem dia em que você se olha assim: o cansaço, a falha que se repete, aquela área da vida que não acerta nunca. O valor vai caindo. E quem se sente barato cuida mal do que tem — do corpo, do tempo, de si mesmo.
Este artigo faz parte de Devocionais
Paulo faz a conta ao contrário
É nessa conta que Paulo mexe. Ele escreve para uma igreja em Corinto, cidade de porto, onde o corpo era tratado como coisa descartável: dava-se a quem quisesse, por quanto quisesse. E a resposta dele não é só "parem com isso". É lembrar de quem é o dono: «foram comprados por um preço» (1 Coríntios 6:20, NVI).
Repare na ordem. Primeiro o preço, depois o uso. O corpo não é seu para gastar como quiser porque alguém já pagou por ele — e pagou caro. Em Romanos, Paulo diz quando foi isso: Cristo morreu por nós «quando ainda éramos pecadores» (Romanos 5:8-9, NVI). Não depois que a gente melhorou. Enquanto ainda estávamos na caixa do fim da feira.
Isso vira a lógica do mercado de cabeça para baixo. No mundo, o preço acompanha o valor: coisa boa custa caro, coisa estragada sai de graça. Na cruz é o preço que cria o valor. Não é que você valia muito e por isso foi comprado. Você foi comprado por muito — e é isso que diz quanto vale.
E qual foi o preço? O próprio sangue de Jesus. Não foi barato. Foi muito além do que valíamos.
O que se faz com o que foi pago
Daí Paulo tira a parte prática, e ela cabe num verbo: fujam. Da imoralidade sexual — o sexo fora do lugar que Deus desenhou —, mas o princípio vale para tudo que trata o corpo como se fosse barato. O apelo dessas coisas é forte, quase irresistível; por isso o conselho não é encarar, é correr (2 Timóteo 2:22). Ninguém discute com o fogo. Sai de perto.
Mas o verbo seguinte não é "escondam-se": é "glorifiquem a Deus com o corpo". O que foi comprado não vai para a gaveta; vai para o serviço de quem pagou. E é Deus quem termina a obra — Paulo pede que o Deus da paz santifique por inteiro espírito, alma e corpo (1 Tessalonicenses 5:23). O esforço é nosso; a conclusão, dele.
Hoje, na hora em que a conta antiga voltar — na frente do espelho, antes de uma escolha que você sabe que vai te deixar menor —, pare um segundo e diga baixo, para você mesmo: "fui comprado por um preço". Não é frase mágica. É lembrar de quem é o dono.
A caixa do fim da feira continua existindo. A diferença é que você não está mais nela.
"Jesus foi à feira, quando sobraram apenas frutos podres; e, por amor a esses frutos condenados a ir para o lixo, Ele os comprou por alto preço e os recuperou, um a um, preparando com eles uma linda salada de frutos para servir no seu próprio banquete." — Aureliano Jr.
Senhor, como é bom saber do esforço que fizeste, por meio de Cristo, para nos recuperar e nos tornar novas criaturas. Quando eu me sentir barato, lembra-me do preço que pagaste. Queremos te servir com o corpo e com a vida inteira. Amém.
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