Deus nos chamou: o sentido e o propósito do chamado
Redação Bíblia Online Publicado em
O que significa ser chamado por Deus
Ser chamado por Deus é ter sido buscado por ele antes de buscá-lo. Quando a Bíblia diz que Deus chamou alguém, está dizendo que a iniciativa partiu dele: foi Deus quem viu, quem veio buscar e quem trouxe a pessoa para si — para salvá-la, fazê-la pertencer a Cristo e ensiná-la a viver de um jeito novo. O chamado não é, em primeiro lugar, uma tarefa ou um ministério. É Deus dizendo "você é meu".
A frase que melhor resume isso Paulo escreveu de uma prisão em Roma, para Timóteo, um pastor jovem que estava com medo de ter vergonha do evangelho:
eyatulokola n’atuyita tubeere babe. Ekyo yakikola nga tasinziira ku bikolwa byaffe, wabula ng’asinziira mu kuyitibwa okutukuvu, si ng’ebikolwa byaffe bwe biri, naye olw’ekigendererwa kye ye, n’ekisa kye, kye yatukwatirwa ng’ayita mu Kristo Yesu okuva edda n’edda Lyonna.
Olha o que está dentro dessa frase. Primeiro, dois verbos lado a lado: "salvou" e "chamou". Na cabeça de Paulo não são coisas separadas — ser salvo é ser chamado, e ser chamado é ser salvo. Depois, o chamado tem um nome: "santa vocação". A palavra grega é klēsis, de onde vem a nossa "vocação", e aqui ela não é profissão nem talento. É o chamado para pertencer a Deus.
Depois vem a parte que muda tudo. O chamado não veio por causa das nossas obras, mas pelo propósito e pela graça do próprio Deus. A razão de Deus chamar alguém está nele, não na pessoa. E essa graça foi dada em Cristo Jesus antes de o tempo começar — antes de a pessoa nascer, antes de o mundo existir.
Quem procurou "Deus nos chamou" talvez tenha em mente uma missão, um lugar para servir. A Bíblia fala disso também, e este artigo chega lá. Mas ela começa de outro lugar: Deus chamou você, primeiro, para ser dele. O resto decorre daí.
Este artigo faz parte de Versículos por Tema Vida e Salvação
"Chamado" tem dois sentidos na Bíblia
Vale notar uma coisa logo de início, porque ela evita confusão. Jesus termina a parábola do banquete de casamento com uma frase conhecida: muitos são chamados, poucos escolhidos (Mateus 22:14). Na história, o rei manda convidar todo mundo que os servos encontram nas estradas — e mesmo assim nem todo convidado fica na festa.
Ali, "chamado" é o convite aberto: a pregação do evangelho, que alcança muita gente e que muita gente recusa. Paulo fala desse mesmo convite quando diz que Deus chamou os tessalonicenses por meio do evangelho que ele pregou (2 Tessalonicenses 2:14). O chamado tem uma forma audível: alguém abriu a boca e anunciou Cristo.
Mas em Romanos 8 Paulo usa a mesma palavra num sentido mais fechado. Ele monta uma corrente: os que Deus conheceu de antemão, predestinou; os que predestinou, chamou; os que chamou, justificou; os que justificou, glorificou (Romanos 8:29-30). Nessa corrente ninguém se perde no meio: todo chamado é justificado. A tradição cristã deu nome a isso — "chamado eficaz" — para distinguir do convite geral, que pode ser recusado.
Então, quando este artigo fala de "Deus nos chamou", está falando do segundo sentido: o chamado que chega ao coração e produz resposta. O primeiro sentido explica por que o evangelho é pregado a todos. O segundo explica por que alguns ouvem de um jeito que muda a vida.
Quem dá o primeiro passo: Deus ou a pessoa?
A pergunta parece filosófica, mas é prática: quem busca a Deus, foi ele quem veio primeiro ou fui eu? Jesus responde de maneira direta, num debate com uma multidão em Cafarnaum que queria mais pão do que queria a ele:
Tewali ayinza kujja gye ndi wabula nga Kitange eyantuma amuyise, era Nze ndimuzuukiza ku lunaku olw’enkomerero.(Yokaana 6:44)
Repare na força do verbo. Algumas traduções dizem "trouxer" (ACF, NAA), outras "atrair" (NVI); no grego é helkō, o mesmo verbo que João usa, no capítulo 21, para os discípulos puxarem uma rede cheia de peixes. Não é um empurrãozinho de incentivo. É puxar com força algo que, sozinho, não viria.
Isaías já tinha dito isso de outro jeito, falando pela boca de Deus: ele se deixou achar por gente que não perguntava por ele nem o buscava (Isaías 65:1). E Jesus, na noite antes de morrer, lembra os discípulos de que não foram eles que o escolheram, mas ele a eles (João 15:16).
Aqui é preciso ser honesto sobre a premissa. A leitura que este texto segue é a da teologia evangélica histórica, especialmente na linha reformada: o ser humano, por causa do pecado, não busca a Deus por iniciativa própria, e por isso é o Pai quem atrai — e quem é atraído desse modo vem. A tradição arminiana e wesleyana lê João 6:44 de forma um pouco diferente: Deus atrai a todos por uma graça que vem antes (a chamada graça preveniente), mas a pessoa pode resistir a essa atração. As duas correntes concordam no essencial do versículo — ninguém chega a Cristo sem que Deus se mova primeiro. Diferem sobre se esse movimento pode ser recusado.
Para quem lê, a consequência é a mesma nas duas leituras: se você tem alguma vontade de buscar a Deus hoje, essa vontade não nasceu de você. Alguém a plantou.
Com que critério Deus escolhe quem chama
Se o chamado não vem por causa das nossas obras, vem por causa do quê? Paulo responde olhando para a própria igreja de Corinto — cidade portuária rica, cheia de gente obcecada por posição social — e lembra os cristãos de lá de quem eles eram quando foram chamados:
Kubanga mulabe okuyitibwa kwammwe abooluganda, bangi ku mmwe temwali bagezi mu mubiri, era nga bangi temuli b’amaanyi, era nga bangi temwazaalibwa nga muli ba kitiibwa. Naye Katonda yalonda ebisirusiru eby’ensi, akwase abagezi ensonyi; era Katonda yalonda ebinafu eby’ensi, akwase ab’amaanyi ensonyi,(1 Abakkolinso 1:26,27)
O critério, se é que dá para chamar assim, é o avesso do critério do mundo. Deus escolheu o que o mundo considera louco para envergonhar os sábios, e o que o mundo considera fraco para envergonhar os fortes. E dois versículos depois Paulo diz o motivo: para que ninguém se orgulhe diante dele (1 Coríntios 1:28-29). Se Deus escolhesse os melhores, os escolhidos teriam do que se vangloriar. Escolhendo quem não tem nada a oferecer, a glória fica só com ele.
Tiago diz o mesmo do seu jeito, repreendendo igrejas que davam o melhor lugar a quem chegava bem vestido: não foi Deus quem escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé? (Tiago 2:5).
E o momento da escolha é anterior a qualquer mérito. Quando Deus chama Jeremias, começa dizendo que o conhecia antes de formá-lo no ventre (Jeremias 1:5). Esse é o chamado específico de um profeta, não uma promessa feita a todos — mas mostra o padrão de como Deus trabalha. Ele conhece e separa antes de a pessoa ter feito ou dito qualquer coisa.
Isso responde à pergunta de quem se sente pequeno demais, atrasado demais ou errado demais para ter sido chamado. O texto não diz que Deus chama apesar da fraqueza. Diz que a fraqueza nunca foi obstáculo, porque nunca foi critério.
Para que Deus chama: o propósito do chamado
Chamar é tirar de um lugar e levar para outro. Paulo descreve o movimento assim: Deus nos tirou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho (Colossenses 1:13-14). O verbo "transportar", ali, era usado para transferir populações inteiras de um território para outro. É uma mudança de jurisdição: a pessoa passa a viver sob outro governo.
Esse é o propósito de fundo. Mas o Novo Testamento desdobra o "para que" do chamado em várias direções, e vale ver cada uma, porque é aqui que o chamado deixa de ser ideia e vira vida.
Chamados para a comunhão com Cristo
Paulo diz aos coríntios que foram chamados para a comunhão com o Filho de Deus (1 Coríntios 1:9). A primeira finalidade não é uma tarefa. É uma relação. Antes de qualquer serviço, Deus chama para perto.
Chamados para a santidade
Pedro, escrevendo a cristãos espalhados pela Ásia Menor que viviam como estrangeiros em terra hostil, tira a conclusão prática do chamado:
Kale, nga Katonda eyabayita bw’ali omutukuvu, nammwe mubeerenga batukuvu mu byonna bye mukola. Nga bwe kyawandiikibwa nti, "Mubenga batukuvu, kubanga nze ndi mutukuvu."(1 Peetero 1:15,16)
O raciocínio é simples: quem chamou é santo, logo quem foi chamado vive conforme quem o chamou. Pedro cita Levítico — "sede santos, porque eu sou santo" — uma frase dita a Israel no deserto, e a aplica à igreja. Santidade aqui não é perfeição nem isolamento. É pertencer a Deus de um modo que aparece na conduta inteira, "em toda a vossa maneira de viver" (1 Pedro 1:15, ACF). É exatamente a "santa vocação" de 2 Timóteo 1:9.
Chamados para seguir o exemplo de Cristo, inclusive no sofrimento
Na mesma carta, Pedro fala a servos que apanhavam injustamente de seus senhores e diz que foram chamados para isto: Cristo sofreu por eles e deixou o exemplo (1 Pedro 2:21). Um capítulo depois, repete a fórmula ao tratar de quem é maltratado: não devolver mal com mal, porque para isto foram chamados — para herdar a bênção (1 Pedro 3:9).
Isso desmonta uma expectativa comum. O chamado de Deus não é a garantia de uma vida sem dor. Pedro diz o oposto: faz parte do chamado reagir à dor do jeito que Cristo reagiu.
Chamados para um corpo, não para uma carreira solo
Paulo lembra os efésios de que há um só corpo, um só Espírito e uma só esperança para a qual foram chamados (Efésios 4:4). O chamado é pessoal, mas não é individual. Ninguém é chamado para ficar sozinho; é chamado para dentro de um povo.
Chamados para dar fruto
Em João 15:16, depois de dizer "eu vos escolhi", Jesus completa o motivo: para que vão e deem fruto. Escolhido para produzir algo. No contexto da videira, fruto é o que aparece naturalmente num ramo ligado ao tronco — amor, obediência, pessoas alcançadas. É o sinal visível de que a ligação existe.
Juntando tudo: Deus chama para si, para a santidade, para seguir Cristo mesmo quando custa, para viver em comunidade e para dar fruto. Nenhum desses propósitos é um emprego. Todos são um jeito de viver.
Como responder ao chamado de Deus
Se Deus toma a iniciativa, o que sobra para a pessoa fazer? Responder. E a Bíblia descreve essa resposta com verbos bem concretos. No dia de Pentecostes, uma multidão em Jerusalém acaba de ouvir Pedro dizer que Jesus, a quem eles crucificaram, é o Senhor — e pergunta, atingida, o que deve fazer. Pedro responde:
Peetero n’abagamba nti, "Mwenenye, buli omu ku mmwe abatizibwe mu linnya lya Yesu Kristo musonyiyibwe ebibi byammwe, olwo nammwe mujja kufuna ekirabo ekya Mwoyo Mutukuvu.(Ebikolwa by’Abatume 2:38)
Três coisas, nessa ordem: arrepender-se, ser batizado e receber o Espírito. Arrepender-se (metanoeō) é mudar de direção — reconhecer que se estava andando para o lado errado e virar. O batismo é a resposta pública, o ato que diz diante de todos "eu pertenço a Cristo agora". E o Espírito Santo é o dom que Deus dá a quem respondeu, não um prêmio por bom comportamento.
No versículo seguinte, Pedro faz a ligação com o tema do chamado: a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe — para todos quantos Deus chamar (Atos 2:39). O chamado de Deus e a resposta humana estão na mesma frase, sem conflito. Deus chama; a pessoa se arrepende e crê; o Espírito é dado.
Mas responder não é um ato único. Pedro, anos depois, escreve que os cristãos devem se empenhar em confirmar a própria vocação e eleição (2 Pedro 1:10-11). Nos versículos anteriores ele acabou de listar o que isso significa na prática: acrescentar à fé virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, amor fraternal, amor. O chamado não se "confirma" por uma experiência especial, mas por uma vida que vai ficando parecida com a de quem chamou.
Paulo descreve a resposta como um atleta descreve a corrida: ele prossegue para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo (Filipenses 3:14). Quem foi chamado não fica parado esperando. Corre na direção de quem chamou.
Há um detalhe que vale guardar aqui. Paulo ora para que os efésios tenham os olhos do entendimento iluminados, para saberem qual é a esperança do chamado de Deus (Efésios 1:18-19). Ou seja: entender o próprio chamado é algo que se pede a Deus em oração, não algo que se descobre só pensando. Faz parte da resposta pedir para ver.
A segurança de quem foi chamado
A pergunta que fica, para muita gente, é esta: e se eu não aguentar? Se o chamado depende da minha resposta, e a minha resposta falha, o chamado se perde? Paulo responde isso aos tessalonicenses numa frase curta, logo depois de pedir que Deus os santifique por inteiro:
Oyo eyabayita mwesigwa era alikituukiriza.(1 Basessaloniika 5:24)
Repare onde Paulo coloca a garantia: não na fidelidade de quem foi chamado, mas na de quem chamou. "Fiel é o que vos chama" (1 Tessalonicenses 5:24, ACF) — e porque é fiel, "também o fará". O "fará" se refere ao versículo anterior: santificar completamente e guardar até a volta de Cristo. Quem começou é quem termina.
Aos filipenses ele diz a mesma coisa com outra imagem: aquele que começou a boa obra em vocês vai completá-la até o dia de Jesus Cristo (Filipenses 1:6). E Pedro, falando a cristãos sob perseguição, promete que o Deus de toda a graça, que os chamou à sua glória eterna em Cristo, depois de um pouco de sofrimento vai ele mesmo aperfeiçoar, confirmar e fortalecer (1 Pedro 5:10). Note a sequência: chamado, sofrimento, glória. O sofrimento está no caminho, não fora dele — mas o destino é fixado por quem chamou.
É isso que dá peso à corrente de Romanos 8:29-30. Paulo escreve todos os verbos no passado, até "glorificou", que ainda não aconteceu. Do ponto de vista de Deus, a história de quem ele chamou já está concluída. Por isso, dois versículos antes, ele pode afirmar que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito (Romanos 8:28). A promessa não é que tudo será bom. É que tudo serve ao propósito de quem chamou.
De novo, é preciso dizer onde está a premissa. A tradição reformada entende esses textos como garantia de que quem foi verdadeiramente chamado não se perderá: a perseverança final é obra de Deus, não da pessoa. A tradição arminiana e wesleyana lê as mesmas passagens como promessa da fidelidade de Deus em sustentar quem permanece nele, mantendo que a pessoa pode, por escolha persistente, abandonar a fé. Nas duas leituras, porém, a segurança nunca está em olhar para dentro de si e medir a própria força. Está em olhar para fora e perceber quem é que chamou.
Para quem lê isto num dia de dúvida, esse é o ponto. A pergunta certa não é "eu vou conseguir?". É "ele é fiel?". E a resposta de Paulo é uma só.
Para quem estava com medo
Paulo não escreveu 2 Timóteo 1:9 como definição de dicionário. Escreveu acorrentado, sabendo que ia morrer, para um pastor jovem que via gente abandonando a fé e começava a se perguntar se valia a pena ficar. É nesse contexto que ele lembra Timóteo de quem o salvou e chamou — e de que a razão desse chamado nunca esteve em Timóteo, mas no propósito e na graça de Deus, dados em Cristo antes de o tempo começar.
Para alguém com medo, isso é o chão. O que começou antes do tempo não termina no meio do caminho. Vale ler 2 Timóteo 1 completo para ver em que situação essas palavras foram ditas — e por que elas foram, para Timóteo, um motivo para não se envergonhar.
Qual a diferença entre "chamado" e "vocação" na Bíblia?
Nenhuma, em termos de original. "Vocação" vem do latim vocatio, que traduz o grego klēsis, e as duas palavras significam "chamado". Em 2 Timóteo 1:9 e Efésios 4:4, por exemplo, algumas traduções usam "vocação" e outras "chamado" para a mesma palavra. O sentido de "vocação" como profissão ou talento é um uso posterior; no Novo Testamento, a vocação é o chamado de Deus para a salvação e para uma vida santa.
"Muitos são chamados, mas poucos escolhidos" quer dizer que Deus rejeita quem o busca?
Não. Em Mateus 22:14 a frase fecha a parábola do banquete, em que o rei convida todo mundo e muitos recusam ou chegam sem levar o convite a sério. O "chamado" ali é o convite aberto do evangelho, que alcança muita gente e que muita gente deixa de lado. Ninguém que respondeu sinceramente ficou de fora na história; quem ficou de fora foi quem recusou ou tratou o convite com desprezo.
Como posso saber se fui chamado por Deus?
A Bíblia não aponta para uma experiência especial, mas para sinais na vida. Pedro diz para confirmar o chamado acrescentando à fé virtudes concretas (2 Pedro 1:5-10). Jesus fala de fruto como marca de quem foi escolhido (João 15:16). E Paulo pede em oração que os efésios tenham os olhos abertos para entender a própria vocação (Efésios 1:18). Se há em você desejo de buscar a Deus, arrependimento do pecado e vontade de viver como Cristo, isso já é obra de quem chama — João 6:44 diz que esse desejo não nasce sozinho.
O chamado de Deus é só para pastores e missionários?
Não. Em todas as passagens citadas neste artigo — 2 Timóteo 1:9, 1 Pedro 1:15, 1 Coríntios 1:26, Romanos 8:30 — o chamado é dirigido a todos os cristãos, não a uma classe de líderes. A Bíblia conhece chamados específicos para tarefas (Jeremias, Paulo, os apóstolos), mas eles acontecem dentro do chamado comum: toda pessoa salva foi chamada para pertencer a Deus, ser santa e dar fruto onde está.
Quem foi chamado por Deus pode perder a salvação?
Os cristãos respondem de maneiras diferentes, e as duas leituras partem da Bíblia. A tradição reformada entende passagens como Filipenses 1:6, 1 Tessalonicenses 5:24 e Romanos 8:30 como garantia de que quem foi verdadeiramente chamado será levado até o fim por Deus. A tradição arminiana e wesleyana entende essas passagens como promessa de que Deus sustenta quem permanece nele, mas afirma que a pessoa pode abandonar a fé por decisão persistente. As duas concordam que a segurança não está na força da própria pessoa, e sim na fidelidade de quem chamou.
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