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Espaços mal ocupados: o entendimento iluminado em Efésios 4

Redação Bíblia Online Publicado em

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  • Reúne os devocionais de 5 de setembro de 2024, 30 de agosto de 2025, 31 de agosto de 2025, 1 de setembro de 2025 e 29 de janeiro de 2026.

A gaveta que enche sozinha

Mulher ajoelhada limpa o piso de madeira com um pano em sala vazia com caixas de papelão.

A gaveta que você esvaziou no sábado. Na quarta-feira já tem pilha velha, dois carregadores, um recibo, a tampa de alguma coisa. Ninguém decidiu guardar nada ali — só sobrou espaço, e espaço vazio enche sozinho.

Efésios 4 fala disso. A vida nova em Cristo não é uma gaveta vazia: é uma gaveta ocupada de propósito. Paulo não pede só que a gente tire o que é velho. Ele pede que coloque outra coisa no lugar.

Quanto à antiga maneira de viver, dispam-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, para serem renovados no modo de pensar e se vestirem do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e santidade provenientes da verdade.

Este artigo faz parte de Devocionais

Tirar a roupa velha é só metade

Repare nos dois verbos. "Dispam-se" e "se vistam". Quem só tira fica no meio do caminho, e no meio do caminho é frio.

Antes disso, Paulo descreve de onde vem o velho homem. Os versículos 17 a 19 de Efésios 4 falam de gente vivendo "na inutilidade dos seus pensamentos", com o entendimento obscurecido e o coração endurecido. Não é retrato de monstro. É retrato de quem vive no automático, sem nunca parar para perguntar o que está fazendo da vida. A gente conhece esse modo.

A diferença, diz o versículo 20, é que "não foi isso que vocês aprenderam de Cristo". E a renovação começa "no modo de pensar". A mente é a primeira gaveta a ser arrumada — não porque pensar certo salva alguém, mas porque é dali que o dia é decidido.

Com o que ocupar o espaço

Daí Paulo desce para o concreto, e o capítulo fica parecido com uma segunda-feira. Cada coisa que ele manda tirar vem com o que colocar no lugar. Em vez da mentira, a verdade. Em vez da palavra que apodrece, a palavra que constrói. Em vez da amargura, perdão — o mesmo que a gente recebeu.

E, no meio da lista, uma frase curta:

"Lugar", aqui, é espaço mesmo — a palavra grega é a de terreno, de brecha. A raiva que passa a noite sem ser resolvida vira um canto da casa cedido. Não precisa de um ato terrível; basta deixar vazio o que deveria estar ocupado.

O exemplo mais claro vem no versículo seguinte:

O que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo o que é bom com as próprias mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.(Efésios 4:28, nvi)

Repare na ordem. Não é só "pare de roubar". É: trabalhe, e trabalhe para ter o que dar. A mão que tomava passa a ser a mão que reparte. O espaço foi ocupado inteiro — não ficou brecha.

O que cabe hoje

Você não vai arrumar a vida inteira hoje. Mas pode olhar uma gaveta só.

Pense em uma coisa velha que você costuma apenas "tirar": uma raiva que engole, uma conversa que evita, uma palavra dura que segura. Agora pergunte o que vai no lugar dela. Não o vazio — a conversa feita antes de o sol se pôr, a palavra que constrói, o pedido de perdão. É esse o novo homem de que Paulo fala: não um sentimento, mas o que ocupa o seu dia.

A gaveta vai querer encher de novo. Tudo bem — Paulo escreveu para gente que ainda tinha mentira e amargura para tirar. A diferença é que agora você sabe o que colocar nela.

Espaço vazio enche sozinho. Espaço ocupado não sobra para mais nada.

Senhor, hoje eu tiro o que é velho — e te peço que não me deixes parar aí. Ocupa o lugar. Põe a verdade onde eu colocaria a mentira, a palavra boa onde sairia a palavra que fere, o perdão onde eu guardaria raiva. Renova o meu modo de pensar, para que o meu dia se pareça com o teu. Amém.

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