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Tipos de amor na Bíblia: o grego, o hebraico e as 6 palavras

Redação Bíblia Online Publicado em

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Quatro palavras gregas, duas hebraicas, um só "amor" em português

Casal se abraça sorrindo, encostando as testas, ao lado de um homem com mochila e uma Bíblia aberta.

A Bíblia não traz uma lista de "tipos de amor", mas as línguas em que ela foi escrita tinham mais de uma palavra para o que em português cabe inteiro num termo só. Do grego vêm os quatro que quase todo mundo já ouviu: ágape, o amor que decide buscar o bem do outro; philía, a amizade; éros, o desejo e o romance; e storgé, o afeto de família. Do hebraico do Antigo Testamento vêm outras duas que ficam de fora da conversa e não deviam: ahavah, o amor em geral, e hesed, a lealdade de quem fez uma aliança e não volta atrás.

Dessas palavras, a que o Novo Testamento mais usa para falar de Deus é ágape. É ela que está em João 3:16, em 1 Coríntios 13 e na frase mais curta — e mais ousada — que a Bíblia diz sobre quem Deus é:

Shɔgbete au ji ɔri zɔ ɓa, ji zɛ Ɗalapa ɓa ko fɛ̃ɛ̃, aruviya ɔrinɛ Pɛ Ɗalapa ɓɛɛ.

Vale saber uma coisa antes de seguir: a divisão em quatro ficou famosa por um livro, não por um versículo. C. S. Lewis publicou Os Quatro Amores em 1960, organizando o assunto em storgé, philía, éros e ágape, e o esquema pegou nos púlpitos e nas escolas dominicais. Ele ajuda a enxergar nuances que o português esconde. Mas o grego do Novo Testamento é menos arrumado do que o esquema sugere, e isso vai aparecer mais adiante.

Este artigo faz parte de Dúvidas e Explicações Significado de Palavras

Ágape: o amor que decide

Ágape é o substantivo, agapáo é o verbo. No grego comum do século 1 era uma palavra de uso corrente, sem muita cor própria — e talvez por isso os autores do Novo Testamento a adotaram em peso: dava para enchê-la de um sentido novo. Nas mãos deles, ágape passou a nomear o amor que não espera merecimento, que escolhe o bem do outro e paga o preço disso.

A definição mais clara não está num dicionário, está em Paulo:

Ama Ɗalapa tasiu nɔgbete au ɔriuyɛ tɛttɔ sidi jo ɗagbete u doo shɔ ruuvini Kirisi vɔ au yuu!(Rooma 5:8)

Olha o detalhe: "sendo nós ainda pecadores". Não foi depois da mudança, foi antes. É isso que distingue esse amor: ele não é resposta a algo bom que viu no outro, é iniciativa. É o padrão que Jesus deu aos discípulos em João 13:34 — "como eu vos amei" — e é o verbo que ele usa quando manda amar quem persegue, em Mateus 5:44.

Também é o verbo que Paulo escolhe para o marido em relação à esposa:

Ɔ Shɔwɛrɛyi ɔ ɔri mɛsoyitɔ ji nagbete Kirisi ɔri shɔ gbeteyi ã sisɨn a Ɗabiiyɛ a ãu suru ai yuuni.(Afisawayi 5:25)

O capítulo inteiro sobre esse amor é 1 Coríntios 13. Paulo escreveu para uma igreja brigando por dons espirituais e, em vez de arbitrar a briga, descreveu o que falta quando o amor falta. Os versículos 4 a 7 são uma lista do que o amor faz e não faz — é paciente, é bondoso, não inveja, não se vangloria, não guarda rancor, suporta tudo. Leia a lista inteira em 1 Coríntios 13 e repare: quase todos os verbos são de comportamento, não de sentimento. O capítulo fecha assim:

Vi taati miyi i ɔ̃ jinankɔ: ukɔ sisɨn ãnɛ, sisɨn pɔ̃nɛ a ɔrinɛ; a shɔgbete ɔ̃ pẽnibayɛ ukɔ ɔrinɛ.(1 Koranti 13:13)

Isso não quer dizer que ágape seja frio. Deus se compadece, se alegra, se entristece. Mas o centro dele não é a emoção, é a direção da vontade: para o bem do outro, sempre.

Philía: a amizade

Philía é o amor da amizade, do afeto entre pessoas que se escolheram e caminham juntas. O verbo é philéo; o adjetivo phílos é simplesmente "amigo". A palavra entra em dezenas de compostos que você reconhece: philadelphia (amor fraternal), philosophia (amor à sabedoria), philoxenia (hospitalidade, literalmente amor ao estranho).

O retrato mais forte dessa amizade no Antigo Testamento é Jônatas e Davi:

"Como à sua própria alma" é expressão hebraica para dizer "como a si mesmo". Jônatas era o herdeiro do trono; Davi, o pastor que acabava de matar Golias e que o próprio pai de Jônatas iria querer morto. Mesmo assim, eles fizeram aliança naquele mesmo dia, e Jônatas sustentou a amizade até custar o trono. O livro de Provérbios descreve esse tipo de amigo em uma linha:

No Novo Testamento, Romanos 12:10 manda os cristãos se dedicarem uns aos outros com philadelphia, amor de irmãos. E Jesus usa a família de palavras de phílos num momento importante: em João 15:13-15, depois de dizer que ninguém tem maior amor do que dar a vida pelos amigos, ele chama os discípulos de amigos, não mais de servos. Philía não é um amor menor, então. É o amor da intimidade, da confiança, de quem conta as coisas.

Vale notar que Paulo usa philéo até para o amor ao Senhor: em 1 Coríntios 16:22, quem "não ama ao Senhor" é quem não tem philía por ele. Isso já é uma pista de que as fronteiras entre as palavras não são tão rígidas quanto parecem.

Éros: o desejo e o romance

Éros é o amor do desejo — a atração, a paixão, o encantamento entre um homem e uma mulher. É a palavra que a cultura grega usava para o amor romântico e sexual, e também o nome do deus que o personificava.

Aqui tem um dado curioso: a palavra éros não aparece nenhuma vez no Novo Testamento. Os autores evitaram o termo, carregado de associações com os cultos de fertilidade e a imoralidade sexual do mundo greco-romano. Mas evitar a palavra não é evitar o assunto. A Bíblia trata do desejo entre homem e mulher sem rodeio, e trata como coisa boa, feita por Deus.

O lugar onde isso fica mais evidente é o Cântico dos Cânticos, um livro inteiro de poesia de amor entre dois apaixonados. Lá o noivo diz à noiva, em Cânticos 4:10, que os amores dela são melhores do que vinho — e segue elogiando cabelo, olhos, lábios, perfume. Perto do fim, a amada descreve o que esse amor é:

Fora do Cântico, o amor romântico aparece na vida de gente real. Jacó trabalhou sete anos para casar com Raquel e, segundo Gênesis 29:20, "lhe pareceram poucos dias, pelo muito que a amava". E Provérbios 5:18-19 manda o marido se alegrar com a mulher da sua mocidade em termos que não deixam dúvida de que fala do corpo.

O que a Bíblia faz com o éros, então, não é condená-lo — é dar a ele um lugar: a aliança do casamento. Dentro dela, o desejo é celebrado; fora dela, o mesmo desejo vira adultério e prostituição, que a Escritura condena do começo ao fim. O problema nunca foi o fogo; foi o fogo fora da lareira.

Storgé: o afeto de família

Storgé é o quarto amor, e o mais esquecido, talvez porque é o mais natural. É o afeto que não escolhe: o de pais por filhos, de filhos por pais, de irmãos entre si. Ninguém decide amar a mãe; a pessoa simplesmente ama, porque é da mãe que se trata.

Como substantivo isolado, a palavra não aparece no Novo Testamento. Mas ela está lá dentro de outras duas. A primeira é positiva: aquele mesmo Romanos 12:10 que fala de philadelphia também pede que os cristãos sejam philóstorgoi — algo como "ternos uns com os outros como família". Paulo junta ali, numa frase só, a amizade e o afeto de casa, e pede que a igreja trate seus membros com os dois.

A segunda é negativa. Em Romanos 1:31 e em 2 Timóteo 3:3, entre os sinais de uma humanidade em decadência, aparece a palavra ástorgos: "sem afeição natural". Para Paulo, perder o afeto de família não é uma preferência pessoal; é sintoma de algo quebrado por dentro.

Também está no pedido de Tito 2:4, para que as mulheres mais velhas ensinem as mais novas a amar os maridos e os filhos — e as palavras ali são philándros e philótekna, amor de esposa e amor de mãe. E a história de Rute, que deixa a própria terra para não abandonar a sogra viúva, em Rute 1:16-17, é um dos retratos mais bonitos de afeto de família da Bíblia inteira.

Esse amor é bom, mas a Bíblia não o coloca no topo. Em Mateus 10:37, Jesus diz que quem ama pai, mãe ou filho mais do que a ele não é digno dele. Não é um ataque à família. É um lembrete de que até o afeto mais natural do mundo precisa de algo acima dele para não virar ídolo.

O amor no Antigo Testamento: ahavah e hesed

Quase todo artigo sobre tipos de amor fica só no grego, mas dois terços da Bíblia foram escritos em hebraico, e o hebraico tem seu próprio vocabulário.

A palavra geral é ahavah (verbo ahav). Ela cobre tudo: o amor de Jacó por Raquel, o de Jônatas por Davi, o de Israel por Deus e o de Deus por Israel. É ela que está no mandamento que Jesus chamou de maior de todos:

"Coração, alma e forças" não são três departamentos da pessoa; é um jeito hebraico de dizer "tudo o que você é". E é a mesma ahavah que Deus declara ao seu povo exilado, por meio de Jeremias:

A outra palavra é hesed, e ela é difícil de traduzir — por isso aparece nas versões em português ora como "misericórdia", ora como "benignidade", ora como "amor leal" ou "fidelidade". Hesed é o amor que mantém a palavra dada. É o que Deus faz quando continua fiel a uma aliança que a outra parte quebrou. É o que Rute faz por Noemi e o que Deus pede ao homem em Miqueias 6:8: praticar a justiça, amar o hesed, andar humildemente.

O texto que mais ensina sobre essa palavra foi escrito no meio das ruínas de Jerusalém:

Quando o Novo Testamento, escrito em grego, quer falar desse amor fiel de Deus, a palavra que ele pega é ágape. Então ágape não é uma invenção dos apóstolos: é a tradução de uma ideia que Israel já conhecia há mil anos.

Ágape e philía são tão diferentes quanto se diz?

Aqui é onde o esquema dos quatro amores precisa de um aviso. Uma leitura popular — repetida em sermões e em muitos livros devocionais — diz que ágape é sempre o amor divino, elevado e sacrificial, e philía é sempre o amor humano, menor, sentimental. Dessa leitura saem conclusões como "amar os inimigos é ágape, não philía: Deus não exige que você goste deles".

A conclusão até pode ser boa pastoralmente, mas a base dela é frágil. Olha o que os próprios textos fazem:

Na Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento que os apóstolos liam, o verbo agapáo descreve a paixão de Amnom por Tamar, em 2 Samuel 13:1 — e Amnom em seguida a violenta e passa a odiá-la. Não há nada de divino ali. No Novo Testamento, Paulo diz que Demas o abandonou porque "amou o presente século", em 2 Timóteo 4:10 — com agapáo. Jesus repreende os fariseus porque "amam os primeiros assentos", em Lucas 11:43 — agapáo de novo.

Do outro lado, João usa philéo para o amor do Pai pelo Filho em João 5:20, e agapáo para a mesma coisa em João 3:35. O "discípulo a quem Jesus amava" é descrito com agapáo em João 13:23 e com philéo em João 20:2. As irmãs de Lázaro mandam dizer "aquele que tu amas está doente" com philéo, em João 11:3, e dois versículos depois o narrador diz que Jesus amava os três com agapáo.

Ou seja: no grego do século 1 as duas palavras se sobrepõem bastante. Ágape tende a destacar a vontade e o compromisso; philía, a afeição e a proximidade. Essa tendência é real e útil. Mas é tendência, não muro. O que torna o amor de Deus único não é a palavra escolhida, é o que o texto diz sobre ele: que ele amou primeiro, que amou pecadores, que amou até a cruz.

Isso é importante para quem quer ler a Bíblia por conta própria. Quando alguém disser "aqui o grego usa ágape, então é amor divino", a pergunta certa é: o que o versículo em volta está dizendo? É o contexto, não a etiqueta, que carrega o sentido.

Pedro e Jesus na beira do lago: o caso de João 21

O lugar onde essa discussão esquenta mais é o diálogo depois da ressurreição, quando Jesus pergunta três vezes a Pedro se ele o ama. Vale ler a cena inteira em João 21:15-17.

Dois homens de túnica conversam na praia, ao lado de peixes assando e de redes.

O que acontece no grego: nas duas primeiras perguntas Jesus usa agapáo ("tu me amas?"), e Pedro responde com philéo ("eu te amo", ou "eu te tenho afeição"). Na terceira, Jesus troca e pergunta com philéo. Pedro responde de novo com philéo:

Toti ɓa taati Yesɔ geli Siman nɛ, <<Siman Yɔhana ɓɛɛ jaa, a ɔritɛ ya?>>

Bituru sisɨn lɛsirɛ aru nɛ Yesɔ hɨu ruu gbetenkɔ ɓaa taati, Yesɔ hɨu sɔ̃n nɛ, <<A ɔrintɛ ya?>> Siman kasi Yesɔ nyanɛ, <<Uɓeyelapa, a zɛ ko iviya tɛttɔ; a zɛ tɛttɔ nɛn ɔraatɛǃ>>

Yesɔ geliunɛ, <<Kɔsin jamɛrɛ̃yitɔ.(Yɔhana 21:17)

A leitura popular enxerga aí um drama: Jesus pede o amor supremo, Pedro — que negou o Mestre três vezes — não tem coragem de prometer tanto e responde com um amor menor, e Jesus, na terceira vez, se abaixa até o nível de Pedro. É uma leitura bonita, e tem pregador que a defende com convicção.

Mas a maioria dos comentaristas evangélicos de hoje — D. A. Carson e Leon Morris, por exemplo — não acha que o texto sustente isso. Os motivos são três. Primeiro, João varia sinônimos o tempo todo nesse mesmo trecho: "apascenta" aparece com dois verbos diferentes (bósko e poimaíno), as ovelhas aparecem como arnía e probátia, e "tu sabes" aparece como oída e ginósko. Se a troca de verbos para "amar" fosse carregada de sentido, as outras também teriam de ser, e ninguém defende isso. Segundo, como vimos, João usa agapáo e philéo como sinônimos em todo o evangelho. Terceiro, o texto diz que Pedro ficou triste porque Jesus perguntou "pela terceira vez" — não porque ele mudou de palavra.

Qual é o ponto, então? As três perguntas correspondem às três negações. Jesus está restaurando Pedro, publicamente, diante dos mesmos homens que o viram fugir. Isso é o que a passagem ensina. A troca de verbos, provavelmente, é estilo.

Esta é a leitura da tradição evangélica histórica a que este texto pertence, e há quem leia diferente. O que não dá é apresentar a versão dramática como "o que o grego diz", porque o grego não diz isso sozinho.

Como esses amores aparecem na vida de quem lê

Mesmo com as fronteiras borradas, o vocabulário ajuda a enxergar três coisas que a Bíblia ensina.

A primeira é sobre o casamento. A Escritura fala dele com as três palavras ao mesmo tempo: éros no Cântico, philía em Tito 2 (a esposa é philándros, amiga do marido) e ágape em Efésios 5. Um casamento que vive só do desejo acaba quando o desejo oscila; um que vive só de companheirismo perde o que o distingue de uma boa amizade; um que vive só de dever fica correto e seco. A Bíblia não escolhe um dos três. Ela espera os três, em proporções que mudam com os anos.

A segunda é sobre inimigos. Jesus manda amar quem persegue, e não há como contornar o mandamento trocando de palavra grega. Mas o conteúdo do mandamento está no versículo seguinte, Mateus 5:45: fazer como o Pai, que dá sol e chuva a bons e maus. Ou seja, fazer o bem, orar, não retribuir o mal. O mandamento é sobre o que a pessoa faz; ele não exige fingir um afeto que não existe. Isso vem do contexto, não da etimologia — e por isso é mais sólido.

A terceira é sobre Deus. Quando João escreve "Deus é amor", ele não está dizendo que Deus é um sentimento. Dois versículos depois, em 1 João 4:10, ele explica o que quer dizer: nisto está o amor, em que Deus enviou o Filho como propiciação pelos nossos pecados. O amor de Deus tem um fato por trás. É hesed cumprido, ahavah eterna, ágape que foi até a cruz — e dentro dele cabe até o afeto de amigo com que Jesus chama os discípulos de "amigos" e chora na porta do túmulo de Lázaro.

Quem quiser ver tudo isso num lugar só tem dois capítulos para ler inteiros: 1 Coríntios 13, que descreve o que o amor faz, e 1 João 4, que diz de onde ele vem. É nesse segundo que está a frase com que tudo começa: quem não ama não conheceu a Deus, porque Deus é amor.

Quantos tipos de amor existem na Bíblia?

A Bíblia não dá um número. A lista de quatro — ágape, philía, éros e storgé — vem do vocabulário grego e ficou famosa pelo livro Os Quatro Amores, de C. S. Lewis. Se contar o hebraico do Antigo Testamento, entram pelo menos ahavah (amor em geral) e hesed (amor leal de aliança), além de rachamim, a compaixão de entranhas. O mais honesto é dizer que a Bíblia tem várias palavras para amor, e não uma classificação oficial.

Qual é o maior tipo de amor segundo a Bíblia?

O Novo Testamento aponta para o ágape, o amor que escolhe o bem do outro sem exigir merecimento. É a palavra de João 3:16, de Romanos 5:8 e de 1 Coríntios 13:13, onde Paulo diz que, entre fé, esperança e amor, "a maior destes é o amor". Mas vale lembrar que o grego não separa as palavras com rigor: o que torna esse amor o maior é o que a Bíblia diz sobre ele, não a palavra em si.

A palavra éros aparece na Bíblia?

No Novo Testamento, nenhuma vez. Os autores evitaram o termo, ligado aos cultos pagãos de fertilidade. Mas o amor romântico e o desejo sexual aparecem com clareza, especialmente no Cântico dos Cânticos, em Gênesis 29 (Jacó e Raquel) e em Provérbios 5. A Bíblia os trata como dádivas boas de Deus para dentro do casamento.

O que significa amor philía?

Philía é o amor de amizade, o afeto entre pessoas que se escolheram e compartilham a vida. Está na raiz de palavras como philadelphia (amor fraternal, em Romanos 12:10) e no nome que Jesus dá aos discípulos em João 15:15: amigos. O exemplo mais conhecido no Antigo Testamento é a amizade de Davi e Jônatas, em 1 Samuel 18:1.

Storgé aparece na Bíblia?

Não como palavra solta, mas dentro de compostos. Romanos 12:10 pede que os cristãos sejam philóstorgoi, ternos como família; Romanos 1:31 e 2 Timóteo 3:3 listam, entre os sinais de uma geração corrompida, ser ástorgos, "sem afeição natural". É o afeto espontâneo entre pais, filhos e irmãos, e a Bíblia o trata como algo que deveria ser normal — e cuja ausência é sinal de problema.

Stefhany PavanatoCamila Cristina Silva farias
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