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Família de Deus: o que é e como fazemos parte dela

Redação Bíblia Online Publicado em

O que é a família de Deus

Idoso abraça jovem com mochila na porta enquanto a família janta dentro da casa.

A família de Deus é o conjunto de todas as pessoas que, pela fé em Jesus Cristo, foram recebidas por Deus como filhos — e que, por isso mesmo, são irmãs umas das outras. Não é uma denominação, não é um povo, não é a família de sangue de ninguém. É um parentesco novo, que começa quando alguém crê, e que a Bíblia descreve com as palavras mais domésticas que existem: Pai, filhos, irmãos, casa, herança.

Entra-se nela de um jeito só: crendo em Cristo. Quem crê é adotado — a Bíblia usa exatamente essa palavra — e passa a ter os direitos de um filho da casa.

Paulo escreve a expressão com todas as letras aos cristãos de Éfeso, em grande parte gentios, gente que até pouco antes não tinha nada a ver com o Deus de Israel:

Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus,

Olha a sequência: estrangeiros, forasteiros, concidadãos, família. É uma escada. Estrangeiro é quem não é daqui; forasteiro é quem está de passagem; concidadão já pertence à cidade; membro da família é quem mora na casa. Paulo está dizendo que gente do lado de fora foi trazida para dentro — e não ficou na sala de visitas, sentou à mesa. A palavra grega que ele escolhe, oikeioi, carrega a raiz oikos, "casa": são "os da casa de Deus".

Este artigo faz parte de Estudos Bíblicos Doutrinas e Teologia

Como se entra na família de Deus: pela fé, não pelo nascimento

O Evangelho de João, logo na abertura, explica quem são os filhos de Deus — e começa descartando a resposta mais intuitiva.

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.(João 1:12,13)

Dois detalhes. Primeiro, o verbo: as pessoas se tornam filhos (ou "são feitas" filhos, conforme a tradução). Ninguém começa lá; chega lá. Segundo, as três negações do versículo 13: não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade de homem algum. João fecha todas as portas que alguém do primeiro século usaria para se declarar filho de Deus — a linhagem (ser descendente de Abraão), o esforço próprio, a decisão de um pai terreno. Sobra uma origem: Deus.

E a condição, no versículo 12, é dita de dois jeitos que querem dizer a mesma coisa: "receberam" a Cristo e "creem no seu nome". Receber e crer. Não há um rito de entrada separado da fé; a fé é a entrada.

A palavra que Paulo escolheu: adoção

Paulo pega esse mesmo fato e dá a ele um nome jurídico: adoção. Em grego, huiothesia — literalmente "colocação como filho". Ele usa o termo em Romanos, em Gálatas e em Efésios, sempre para falar do que acontece com quem crê.

E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,(Efésios 1:5,6)

Vale saber como funcionava a adoção no mundo romano, porque era esse o quadro na cabeça dos leitores de Paulo. O adotado costumava ser adulto; saía por completo da autoridade do pai antigo; as dívidas e os vínculos anteriores deixavam de valer; e ele se tornava herdeiro legítimo, com o nome e os direitos de quem tinha nascido ali. Não existia filho adotivo de segunda classe. É essa figura que Paulo tem à mão quando diz que o cristão não é um agregado tolerado na casa de Deus, mas um filho com direito a tudo.

Em Gálatas 4:4-7 ele mostra o mecanismo: Deus enviou o Filho, nascido de mulher e nascido sob a lei, para resgatar quem estava sob a lei, "para que recebêssemos a adoção de filhos"; e, porque somos filhos, enviou o Espírito do Filho ao nosso coração, que clama "Aba, Pai". A conclusão é direta: você não é mais escravo, é filho; e, se é filho, é herdeiro. O Filho se fez um de nós para que nós fôssemos feitos filhos como ele.

Sobre o "predestinou" de Efésios 1:5, é honesto dizer que cristãos evangélicos leem de modos diferentes. A tradição reformada entende uma escolha livre e anterior de Deus sobre cada pessoa; a tradição arminiana e wesleyana entende uma escolha ligada à presciência de Deus ou dirigida ao grupo de quem crê. O que o texto afirma nas duas leituras: a iniciativa é de Deus, e o motivo é "o bom propósito da sua vontade", não o mérito de quem foi adotado.

Aba, Pai: a marca do Espírito nos filhos

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, verdadeiramente herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.(Romanos 8:15-17)

Paulo contrasta dois espíritos: o de escravidão, que produz medo, e o de adoção, que produz clamor. "Aba" é aramaico — a língua falada na casa de Jesus — e era a palavra com que o filho se dirigia ao pai no dia a dia. Jesus a usou no Getsêmani (Marcos 14:36). Paulo diz que o Espírito põe a mesma palavra na boca de quem crê. A evidência interna de que alguém está na família não é um documento; é que essa pessoa, quando se volta para Deus, diz "Pai" e espera ser ouvida.

O versículo 17 dá o fecho: filho, logo herdeiro, coerdeiro com Cristo. E a frase seguinte lembra que a herança passa pelo sofrimento com ele. Família de Deus não é isenção de dor; é dor compartilhada com o Filho, e glória compartilhada com ele.

Todo mundo é filho de Deus?

É a pergunta que vem logo em seguida, e a Bíblia responde em dois níveis.

No primeiro, sim. Todo ser humano é criatura de Deus, feito à imagem dele (Gênesis 1:26-27). Em Atenas, Paulo chega a citar um poeta grego para dizer aos pagãos que "somos geração dele" (Atos 17:28-29). Nesse sentido, Deus é Pai de toda a humanidade como origem e dono. Paulo também escreve que é do Pai que toda família, nos céus e na terra, recebe o nome (Efésios 3:14-15). Há aí um jogo de palavras no grego entre patēr, pai, e patria, família ou linhagem: toda paternidade é reflexo da dele. Algumas traduções trazem "toda a família", lendo a família única de Deus; outras, "toda família", qualquer que seja. Nas duas, a fonte é a mesma.

No segundo nível, não. A relação de filho — aquela em que João 1:12 diz que a pessoa se torna — é dada "aos que creem no seu nome". E Jesus foi direto sobre isso. Em João 8, os que discutem com ele afirmam: "temos um só Pai: Deus". A resposta está em João 8:42: se Deus fosse de fato o Pai de vocês, vocês me amariam, porque eu vim dele. O critério que Jesus estabelece para saber se alguém tem Deus por Pai é a relação com o próprio Jesus. Não dá para ser filho da casa rejeitando o Filho da casa.

Isso é duro de ouvir, e o cuidado aqui é não suavizar nem endurecer além do texto. A Bíblia não ensina que quem não crê é "filho de ninguém": é criatura amada, a quem Deus deu o seu Filho (João 3:16). Mas também não ensina que o parentesco de filho é automático. Ele é oferecido a todos e recebido pela fé.

O que Jesus ensinou: a família de Deus e a família de sangue

Marcos 3 traz a cena em que Jesus fala disso com mais clareza. O capítulo conta que os parentes dele saíram para buscá-lo achando que tinha perdido o juízo, e, mais adiante, que a mãe e os irmãos chegaram à casa onde ele ensinava e ficaram do lado de fora, mandando chamá-lo (Marcos 3:21,31-32). Jesus está dentro, com gente sentada ao redor dele.

Homem sentado fala a uma multidão em casa de pedra, enquanto outro aponta para a porta.

E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos?

E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.

Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.(Marcos 3:33-35)

Repare no gesto antes da frase. Ele olha em volta, para quem estava ali sentado ouvindo, e diz: aqui estão minha mãe e meus irmãos. Depois dá o critério: quem faz a vontade de Deus. Não é quem tem o mesmo sangue, nem quem está dentro da casa por acaso; é quem está ali porque quer fazer o que Deus quer.

Vale dizer o que Jesus não está fazendo: ele não despreza Maria nem rompe com os irmãos. Na cruz, entrega a mãe aos cuidados de João (João 19:26-27), e Tiago, seu irmão, acaba liderando a igreja em Jerusalém. O que ele faz é reordenar. Existe um parentesco que vem antes do sangue, e é o de quem se submete à vontade do Pai. Para quem foi rejeitado pela própria família por causa da fé — e isso acontecia no primeiro século e acontece hoje —, essa frase é a certidão de que não ficou sem família.

Escravos e filhos na mesma casa

Em João 8, Jesus usa outra imagem de casa:

O escravo não tem lugar permanente na família, mas o filho pertence a ela para sempre.(João 8:35, NVI)

A palavra que a NVI traduz por "família" é, no grego, oikia, casa — a ACF e a NAA traduzem assim. A imagem é a de uma casa grande, onde escravos e filhos moram sob o mesmo teto em condições diferentes: o escravo pode ser vendido, transferido, dispensado; o filho fica. Jesus diz isso num debate sobre quem é de verdade filho de Abraão, e o ponto dele é que a posição na casa não é dada pelo endereço, mas pela relação com o dono dela. No versículo seguinte ele completa: é o Filho quem liberta de verdade.

Paulo tira a consequência disso em Gálatas:

Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.(Gálatas 3:26-28)

"Todos vocês são filhos de Deus pela fé" — e por isso as divisões que organizavam o mundo antigo (judeu e grego, escravo e livre, homem e mulher) deixam de definir quem tem lugar na casa. Não é que as diferenças desapareçam; é que nenhuma delas dá ou tira a condição de filho. Na família de Deus não existe filho mais filho que outro.

Como a família de Deus vive na igreja local

Tudo isso seria bonito e inútil se ficasse na ideia. Mas o Novo Testamento desce ao chão: a família de Deus tem endereço, e o endereço é a comunidade concreta de cristãos onde a pessoa vive. Em Efésios 2:19-22, depois de chamar os crentes de membros da família de Deus, Paulo muda a imagem para um edifício: fundamento dos apóstolos e profetas, Cristo como pedra angular, e cada crente como pedra "edificada junto" com as outras para ser morada de Deus. Família e casa se misturam de propósito. A família é a casa.

Em Romanos 12:5 a imagem é o corpo: muitos, um só corpo em Cristo, membros uns dos outros. E a consequência prática disso está em Coríntios:

De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele.(1 Coríntios 12:26)

Isso é descrição de família, não de clube. Numa família, quando um adoece, a casa inteira muda a rotina; quando um passa numa prova, todo mundo comemora. Paulo diz que a igreja funciona assim por natureza, não por esforço: o sofrimento de um é sofrimento de todos, a honra de um é alegria de todos.

Tratar os irmãos como parentes

Paulo chega a dar instruções domésticas a Timóteo, um pastor jovem numa igreja com gente de todas as idades. Em 1 Timóteo 5:1-2, ele orienta: não repreenda com dureza o homem mais velho, mas exorte-o como a um pai; trate os mais jovens como irmãos, as mulheres mais velhas como mães e as moças como irmãs, com toda a pureza. Note que ele não inventa uma etiqueta de igreja — ele importa a etiqueta da família. Você não grita com o seu pai; você não trata a sua irmã como alvo. É assim que se vive na casa de Deus.

A prioridade de cuidado também segue a lógica de casa:

Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.(Gálatas 6:10)

"A todos" — o bem não tem cerca. Mas "especialmente aos da família da fé": como numa casa, você cuida do mundo sem deixar de cuidar primeiro de quem está sob o seu teto. Não é fechamento; é ordem de responsabilidade.

Por isso o autor de Hebreus insiste, em Hebreus 10:25, que ninguém abandone o costume de se reunir. Família que não se encontra deixa de funcionar como família. Dá para ser filho de Deus sozinho numa ilha; não dá para viver como irmão sem irmãos por perto.

Quando a família de Deus decepciona

É preciso falar disso, porque é a experiência de muita gente: a igreja feriu. Irmãos fofocaram, líderes falharam, alguém foi tratado como estranho onde devia ser tratado como filho. A Bíblia não esconde isso. Paulo escreve a Corinto justamente porque a família de lá estava rachada em facções (1 Coríntios 1:11-12), e Gálatas 6:10 só precisou ser escrito porque fazer o bem aos da fé não era automático.

O texto bíblico oferece duas coisas. A primeira: a condição de filho não depende da qualidade dos irmãos. João 1:12 diz que a adoção vem de Deus, não da igreja; a igreja é onde ela se vive, não quem a concede. Quem foi ferido numa comunidade não deixou de ser filho.

A segunda é mais desconfortável: parte do que incomoda na vida de igreja é disciplina do Pai. Hebreus 12:7-10 argumenta que suportar correção é exatamente o que mostra que Deus trata alguém como filho — que filho há a quem o pai não corrige? — e que os pais da terra corrigem como acham melhor, mas Deus corrige para o nosso bem. Isso não justifica abuso nem pecado de líderes, e o texto não diz isso. Diz que, dentro da casa, nem todo desconforto é sinal de que você não pertence; às vezes é sinal de que pertence.

O que muda na prática para quem é da família de Deus

Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.(1 João 3:1,2)

João escreve como quem mal acredita no que está dizendo, de tão bom: vejam que grande amor. E marca dois tempos. "Agora somos filhos de Deus" — presente, feito, não meta a atingir. E "ainda não se manifestou o que haveremos de ser" — há herança pela frente, e ela é ser semelhante a Cristo quando o vermos como ele é.

Na prática, pelo menos quatro coisas mudam.

Muda a oração. Quem é filho não negocia com Deus como quem pede favor a um juiz; fala como quem tem lugar à mesa. É o "Aba, Pai" de Romanos 8:15 — e é por isso que Jesus ensinou os discípulos a começar com "Pai nosso" (Mateus 6:9).

Muda a identidade. A pergunta "quem sou eu" ganha uma resposta anterior a qualquer conquista ou fracasso: filho da casa. O mundo pode não reconhecer — João diz que ele "não nos conhece" —, mas isso não altera o fato.

Muda a relação com os outros cristãos. Ninguém escolhe os irmãos; eles vêm com a casa. O crente da outra denominação, o irmão difícil do banco da frente, o cristão do outro lado do mundo que você nunca vai conhecer — Gálatas 3:28 diz que estão todos à mesma mesa.

Muda a expectativa de futuro. Filho é herdeiro, e a herança não é desta vida. Romanos 8:17 liga a glória futura ao sofrimento presente com Cristo; 1 João 3:2 liga o que seremos ao momento em que o veremos. Família de Deus é também uma promessa de reunião.

No fim, tudo volta à frase de Paulo aos efésios: gente que era estrangeira passou a ser membro da família de Deus. Para ver o caminho inteiro — de "mortos em delitos" até "morada de Deus" —, leia Efésios 2 completo.

Jesus é irmão dos cristãos?

Sim, e a Bíblia usa essa linguagem sem constrangimento. Romanos 8:29 chama Jesus de "primogênito entre muitos irmãos", e Hebreus 2:11 diz que ele "não se envergonha de chamá-los irmãos". A diferença é que ele é Filho por natureza, eterno, e nós somos filhos por adoção, por meio dele. Irmão mais velho e herdeiro principal — e é com ele que somos coerdeiros, segundo Romanos 8:17.

O batismo faz parte de entrar na família de Deus?

Gálatas 3:26-27 coloca fé e batismo lado a lado: todos são filhos "pela fé", e os que foram batizados "vestiram-se de Cristo". A maioria das igrejas evangélicas entende o batismo como o sinal público de uma fé que já existe — é a fé que faz o filho, e o batismo declara isso diante da família. Outras tradições cristãs dão ao batismo um papel maior, como meio pelo qual Deus aplica a graça. O que todas afirmam é que não existe filho de Deus sem fé em Cristo, e que o batismo é o modo bíblico de a pessoa ser recebida visivelmente pela igreja.

Posso fazer parte da família de Deus sem frequentar uma igreja?

A condição de filho vem de Deus, pela fé, e não de uma instituição — João 1:12 é claro nisso. Mas a Bíblia não conhece um filho de Deus que viva sem irmãos por escolha. Hebreus 10:25 pede que não se abandone o costume de reunir-se, e 1 Coríntios 12:26 descreve uma vida em que o sofrimento de um é de todos — algo impossível à distância. Quem foi ferido numa igreja continua filho; o convite do texto é encontrar uma casa onde esse parentesco possa ser vivido.

A família de Deus substitui a família de sangue?

Não substitui; vem antes. Em Marcos 3:35 Jesus diz que quem faz a vontade de Deus é sua mãe e seus irmãos, mas na cruz ele cuida de Maria (João 19:26-27), e o mandamento de honrar pai e mãe continua de pé no Novo Testamento (Efésios 6:2). O que a Bíblia faz é ordenar: a lealdade ao Pai fica acima de qualquer outra, e a família da fé passa a ser família de verdade — especialmente para quem perdeu a de sangue por causa de Cristo.

O que significa chamar Deus de "Aba, Pai"?

"Aba" é a palavra aramaica para pai, usada em casa, na relação direta entre filho e pai. Jesus a usou no Getsêmani (Marcos 14:36), e Paulo diz em Romanos 8:15 e Gálatas 4:6 que o Espírito Santo leva o cristão a clamar da mesma forma. Não é fórmula para repetir; é a descrição de uma relação. Quem foi adotado por Deus fala com ele como filho que espera ser ouvido, e não como escravo com medo.

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