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Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha

Três homens barbados com mantos coloridos e véus na cabeça estão em pé entre chamas.

Quem foram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram jovens hebreus levados cativos para a Babilônia que foram jogados vivos em uma fornalha ardente por se recusarem a adorar a estátua de ouro do imperador. A história completa está registrada em Daniel 3.

Seus nomes hebraicos originais eram Hananias, Misael e Azarias (Daniel 1:6,7). Ao entrarem no serviço do palácio, a administração babilônica mudou seus nomes para homenagear divindades locais e apagar a ligação com o Deus de Israel — mas a convicção religiosa dos três permaneceu intacta.

A ordem de Nabucodonosor e o desafio da fornalha

O rei Nabucodonosor mandou erguer uma imagem de ouro com cerca de trinta metros de altura na planície de Dura. A ordem imperial determinava que, ao som dos instrumentos musicais, todos os oficiais do reino se prostrassem em adoração; quem desobedecesse seria imediatamente lançado em uma fornalha em chamas (Daniel 3:5,6).

Como a lei bíblica proíbe o culto a outros deuses e a imagens esculpidas, os três jovens permaneceram em pé. Denunciados por astrólogos babilônios, eles foram levados perante o rei, que lhes deu uma última oportunidade de se curvarem para evitar a execução.

A resposta diante da ameaça de morte

Diante da exigência de Nabucodonosor, os três responderam sem hesitar em Daniel 3:17,18:

Gei di maa bolo gaa hai hua beenaa, gei di God dela e hai hegau ginai gimaadou e mee di daa gimaadou gi daha mo di ahi. Go Mee labelaa dela gaa daa gimaadou gi daha mo lodo doo lima, meenei di king. Gei maa Mee ga hagalee hai beelaa, gei goe gi iloo bolo gimaadou hagalee hai hegau gi au god, ge hagalee pala hogi gi dau ada mee goolo dela ne haga duu kooe, meenei di king."(Daniel 3:17,18)

O ponto central da resposta está na frase "mesmo que ele não nos livre". Eles sabiam que o Senhor tinha poder para salvá-los do fogo, mas a obediência não dependia dessa garantia. A lealdade deles a Deus não era uma troca comercial por livramento físico.

O quarto homem dentro do fogo

Irritado com a recusa pública, o imperador mandou aquecer a fornalha sete vezes mais do que o habitual, e os soldados que amarraram os três morreram atingidos pelas labaredas. No entanto, ao olhar para o interior das chamas, Nabucodonosor constatou que os jovens caminhavam livres e acompanhados, como relata Daniel 3:25:

Gei mee ga heeu, "Gei di maa la e aha dela au e gidee nia daane dogohaa ala e heehee hua hagahumalia i tungaalodo di ahi? Digaula hagalee lawalawa, ge digi wwele, gei di togohaa dangada le e hai be tangada di langi."(Daniel 3:25)

Na teologia cristã tradicional, esse episódio costuma ser entendido como uma teofania — uma manifestação visível da presença divina, frequentemente associada à ação pré-encarnada de Cristo ao lado dos seus servos na provação. Para os próprios babilônios, a cena demonstrou que um mensageiro dos céus interveio para anular a ordem do monarca.

O decreto imperial e o desfecho

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram da fornalha ilesos: nenhum cabelo de suas cabeças foi chamuscado e suas roupas não tinham cheiro de fumaça. O impacto do milagre fez Nabucodonosor mudar de atitude e emitir uma nova ordem em Daniel 3:28,29:

Nebuchadnezzar ga helekai, "Hagaamuina di God o Shadrach, Meshach mo Abednego dela ne hagau mai dana dangada di langi dela ne haga dagaloaha ana dama hai hegau ala e hagadagadagagee gi de Ia. Digaula gu de hagahuodia nadau mouli gi lodo di hagaduadua i di nadau de haga gila aga taganoho di king, bolo ginaadou hagalee hai hegau anga be e pala gi di god gee, i daha mo di nadau God.

"Malaa, deenei ne hidi iei au, gaa hai dagu haga iloo deenei boloo: Be go ai i nia daangada mo nia henua mo nia hagadilinga helekai ala ma ga leelee haga balumee di God o Shadrach, Meshach mo Abednego, gei digaula ga hagihagi nadau dudaginga gi daha. Gei nadau hale le e ohooho labelaa gi lala, idimaa, deai di god i golo e mee di haga dagaloaha beenei ai!"(Daniel 3:28,29)

O rei que antes perguntara com arrogância qual deus seria capaz de livrá-los de suas mãos terminou reconhecendo publicamente que nenhum outro Deus tem autoridade para salvar como o Senhor de Israel.

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