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Amar os inimigos: o que Jesus ensinou e como orar por eles

Por Bíblia Online  - 
Duas mãos seguram um coração de feltro vermelho costurado com linha preta ao meio.

Jesus ensinou que o amor não deve se limitar a quem retribui afeto, mas alcançar ativamente quem nos prejudica e se opõe a nós. Em Mateus 5:43,44, ele confrontou a tradição da época: "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.’ Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem."

Com isso, Jesus retirou o amor do campo do sentimento e o colocou no campo da decisão e da ação intencional.

O amor como reflexo do caráter de Deus

A exigência de Jesus não se baseia no merecimento do adversário, mas na conduta do próprio Deus. No mesmo sermão, Cristo explica a razão desse mandamento: o Pai faz o sol nascer sobre maus e bons e envia chuva sobre justos e injustos.

Amar quem nos odeia rompe o ciclo natural da retaliação humana. Não se trata de aprovar as ações de quem pratica o mal, mas de demonstrar uma graça semelhante à que Deus oferece diariamente à humanidade inteira.

O que acontece quando oramos por quem nos persegue

A oração pelos perseguidores é o teste prático desse mandamento. Diante de Deus, a intercessão sincera desmonta o ressentimento e impede que a amargura dite o comportamento de quem foi ferido.

Dois momentos do Novo Testamento mostram esse ensino vivido no limite:

  • Jesus na cruz: no momento da crucificação, orou pelos seus algozes: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo" (Lucas 23:34).

  • Estêvão no martírio: enquanto era apedrejado pelos líderes religiosos, clamou em favor deles: "Senhor, não os consideres culpados deste pecado" (Atos 7:60).

Em ambos os casos, a oração não ignorou o crime cometido, mas recusou a vingança pessoal e entregou o juízo final a Deus.

O que esse mandamento não significa

Amar o inimigo e orar por ele não significa ser conivente com abusos, tolerar a injustiça ou abrir mão de limites de proteção.

O mandamento exige abrir mão da vingança pessoal, do ódio silencioso e do desejo de destruição do outro, substituindo o mal por atitudes que busquem, concretamente, a redenção e a verdade. Para entender o ensino completo no contexto do Sermão do Monte, leia Mateus 5.

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