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Jesus e Barrabás: por que a multidão escolheu o prisioneiro?

Por Bíblia Online  - 
Homem ferido com coroa de espinhos e mãos algemadas, cercado por soldados romanos e multidão.

A escolha entre Jesus e Barrabás

Na festa da Páscoa em Jerusalém, o governador romano Pôncio Pilatos ofereceu ao povo a escolha de libertar um prisioneiro: Jesus de Nazaré ou Barrabás. A multidão pediu a soltura de Barrabás — um homem preso por homicídio e insurreição — e exigiu a crucificação de Jesus, a quem o próprio governador declarava inocente.

Quem era Barrabás

Os Evangelhos não descrevem Barrabás como um ladrão comum, mas como um prisioneiro político violento. Em Marcos 15:7, o texto afirma que ele estava preso com os amotinados que haviam cometido homicídio durante uma rebelião.

Na Judeia sob ocupação romana, revoltas armadas eram frequentes. Para as autoridades de Roma, Barrabás era um rebelde perigoso e merecedor da cruz; para parte da população, representava a resistência militar contra o domínio estrangeiro.

A tentativa de Pilatos de soltar Jesus

Pilatos percebeu que as lideranças religiosas haviam entregado Jesus por inveja e não viu nele nenhuma ameaça militar ao Império. O próprio governador afirmou aos acusadores em João 18:38: "Não acho nele crime algum."

Aproveitando o costume romano de conceder a liberdade a um prisioneiro na festa da Páscoa, Pilatos colocou a decisão diante da multidão, como registra Mateus 27:17: "Qual quereis que vos solte: Barrabás ou Jesus?"

A intenção de Pilatos era evidente: contrastar Jesus com um criminoso confesso e violento para que o povo naturalmente escolhesse soltar o inocente.

Por que a multidão escolheu Barrabás

A manobra do governador falhou porque os principais sacerdotes instigaram o povo a pedir o oposto. Em Lucas 23:18, a multidão gritou: "Solta-nos Barrabás."

Essa decisão revela o conflito entre duas expectativas sobre quem deveria ser o libertador de Israel:

  • Barrabás representava a força física e a espada, a tentativa de derrubar a opressão romana pela violência imediata.

  • Jesus anunciava um Reino que não era deste mundo, recusava armas, curava os enfermos e chamava ao arrependimento.

Diante da escolha, o povo reunido no pretório preferiu o homem da espada ao homem que pregava o amor aos inimigos.

O significado da troca: o inocente no lugar do culpado

O episódio de Barrabás e Jesus expõe a falha da justiça humana: Pilatos cedeu à pressão popular mesmo sabendo que cometia uma injustiça, soltando o culpado e condenando o inocente.

Ao mesmo tempo, na teologia cristã, essa troca ilustra o núcleo do evangelho: a doutrina da substituição. Barrabás merecia a cruz pelos crimes que cometeu, mas saiu livre sem pagar nada. Jesus não tinha culpa alguma, mas assumiu a condenação e caminhou para o Gólgota. A cena resume visualmente a mensagem da redenção: Cristo assumindo o lugar que pertencia ao réu para conceder a ele liberdade.

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