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Juízo de Deus: o que significa e como ele restaura a justiça

O que significa o juízo de Deus

O juízo de Deus é a avaliação justa e definitiva que Ele faz de todas as pessoas, obras e intenções humanas. Longe de ser apenas condenação ou castigo, o juízo bíblico é o acerto de contas que restabelece a verdade, corrige a injustiça e separa o mal do bem.

A Escritura ensina que nada fica encoberto diante dessa avaliação:

כִּ֤י אֶת־כָּל־מַֽעֲשֶׂ֔ה הָאֱלֹהִ֛ים יָבִ֥א בְמִשְׁפָּ֖ט עַ֣ל כָּל־נֶעְלָ֑ם אִם־ט֖וֹב וְאִם־רָֽע׃(Ecclesiastes 12:14)

No Novo Testamento, essa autoridade foi confiada a Jesus Cristo. Ele revela os corações e exerce a justiça de Deus tanto para salvação dos que creem quanto para discernimento dos que o rejeitam:

A cruz é o ponto central desse julgamento: ali o pecado foi julgado e o poder que escravizava a humanidade foi quebrado:

A prestação de contas de cada pessoa

A Bíblia ensina que ninguém passa despercebido diante de Deus. Cada indivíduo responderá pessoalmente por suas escolhas, atitudes e pela forma como lidou com a verdade revelada:

Esse exame criterioso começa pelo próprio povo de Deus. Por saber que todos estão debaixo do mesmo padrão reto, os cristãos são chamados a abandonar a censura hipócrita contra os outros:

O juízo como livramento e restauração

Para quem sofre a maldade e a opressão, o juízo divino não é ameaça, mas promessa de socorro. No Antigo Testamento, os juízos de Deus contra o Egito foram os atos concretos pelos quais Ele libertou o seu povo da escravidão:

לָכֵ֞ן אֱמֹ֥ר לִבְנֵֽי־יִשְׂרָאֵ֘ל אֲנִ֣י יְהוָה֒ וְהוֹצֵאתִ֣י אֶתְכֶ֗ם מִתַּ֨חַת֙ סִבְלֹ֣ת מִצְרַ֔יִם וְהִצַּלְתִּ֥י אֶתְכֶ֖ם מֵעֲבֹדָתָ֑ם וְגָאַלְתִּ֤י אֶתְכֶם֙ בִּזְר֣וֹעַ נְטוּיָ֔ה וּבִשְׁפָטִ֖ים גְּדֹלִֽים׃(Exodus 6:6)

וְעָבַרְתִּ֣י בְאֶֽרֶץ־מִצְרַיִם֮ בַּלַּ֣יְלָה הַזֶּה֒ וְהִכֵּיתִ֤י כָל־בְּכוֹר֙ בְּאֶ֣רֶץ מִצְרַ֔יִם מֵאָדָ֖ם וְעַד־בְּהֵמָ֑ה וּבְכָל־אֱלֹהֵ֥י מִצְרַ֛יִם אֶֽעֱשֶׂ֥ה שְׁפָטִ֖ים אֲנִ֥י יְהוָֽה׃(Exodus 12:12)

Reconhecer que Deus é o juiz legítimo leva tanto ao arrependimento sincero diante da própria culpa quanto à confiança de que o santuário e a honra de Deus não serão derrotados pelo mal:

הרבה כַּבְּסֵ֣נִי מֵעֲוֺנִ֑י וּֽמֵחַטָּאתִ֥י טַהֲרֵֽנִי׃(Psalms 51:4)

ועת פִּתּוּחֶ֣יהָ יָּ֑חַד בְּכַשִּׁ֥יל וְ֝כֵֽילַפֹּ֗ת יַהֲלֹמֽוּן׃ שִׁלְח֣וּ בָ֭אֵשׁ מִקְדָּשֶׁ֑ךָ לָ֝אָ֗רֶץ חִלְּל֥וּ מִֽשְׁכַּן־שְׁמֶֽךָ׃(Psalms 74:6,7)

שָׁמְעָ֬ה וַתִּשְׂמַ֨ח ׀ צִיּ֗וֹן וַ֭תָּגֵלְנָה בְּנ֣וֹת יְהוּדָ֑ה לְמַ֖עַן מִשְׁפָּטֶ֣יךָ יְהוָֽה׃(Psalms 97:8)

O desfecho da história humana culmina no triunfo final dessa justiça, quando todo engano e tirania são definitivamente julgados e removidos:

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