Juntos, porém, separados: evitando as contendas na mesa
Redação Bíblia Online Publicado em
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- Reúne os devocionais de 18 de junho de 2025 e 20 de junho de 2025.
A mesa cheia, cada um na sua
Almoço de domingo. Mesa posta, casa cheia, todo mundo chegou. E ainda assim duas pessoas não se olham desde a discussão do mês passado, uma terceira não larga o celular, e o assunto que ninguém queria puxar aparece antes da sobremesa. Quando o café chega, alguém já foi embora. Estavam todos ali. Juntos, porém, separados.
A gente conhece essa mesa. Ela existe em casa, no grupo da família e na igreja — e é dela que Paulo fala em 1 Coríntios 11.
Ede bi tai fenfulane giesande tai ulie kuaine. Ta hhantulase haochu uwo, zinie huaichu wo. Ji 1 gieshi bi chenliese ta nie jiohuinughunla libai giene giezhi hhantulakude tai dunda danlinraku shiqin wine. Ene kielienyi bi gouji xianxin giezho.
Este artigo faz parte de Devocionais
Reunir-se para pior
Paulo não diz que Corinto parou de se reunir. Eles se reuniam toda semana. O problema era o que acontecia quando estavam juntos: a igreja se juntava, nas palavras dele, não para melhor, mas para pior. Dá para estar na mesma sala e cada um sair menor do que entrou.
A cena parece a do nosso almoço. Era a Ceia do Senhor, a mesa que lembra o corpo partido e o sangue derramado por todos (1 Coríntios 11:25). Os que tinham mais chegavam cedo e comiam o que trouxeram; os que não tinham nada chegavam depois do trabalho e saíam com fome. A refeição que a igreja antiga chamava de festa de amor (Judas 1:12) virava retrato de corações divididos. Ninguém faltou. E mesmo assim não houve comunhão.
É isso que o almoço de domingo ajuda a ver: estar perto não é estar unido. A mesa pode estar cheia e a comunhão, vazia. Deus não quer um ajuntamento bonito por fora; quer um corpo vivendo de forma digna da vocação que recebeu (Efésios 4:1-3).
As brigas que não valiam a briga
O que dividia Corinto não era heresia. Era coisa pequena. Logo antes da Ceia, Paulo trata de como homens e mulheres deviam cuidar do cabelo e da cabeça no culto — um assunto secundário, sobre o qual ele mesmo confia que eles têm maturidade para julgar (1 Coríntios 10:15). Mas conhecia aquela igreja: os da casa de Cloé já tinham contado das divisões (1 Coríntios 1:11). E onde há divisão, qualquer assunto vira motivo.
Por isso ele fecha o tema assim:
Niezhan kunla jianjindune giese bijiende intu xigon uwo, Hudai jiohuiladeye intu xigon uwo.(Gelindo Kunlade Huaisan Ji 1 Hui Xin 11:16)
Repare no que Paulo não faz. Ele não decide a polêmica. Diz que polemizar não é costume das igrejas de Deus. O problema não é o cabelo; é o gosto de ter razão, de responder, de não deixar passar. O salmo diz que é bom e agradável quando os irmãos vivem unidos (Salmos 133:1). Não é bom nem agradável quando cada um vive para ganhar a discussão.
O que cabe no próximo almoço
Se Corinto se desfez em coisas pequenas — quem come primeiro, quem está certo sobre o cabelo —, a resposta também começa pequena. Não é resolver a família nem a igreja inteira. É o gesto de hoje.
Da próxima vez que o assunto aparecer na mesa, no grupo ou no corredor da igreja, faça uma pergunta antes de responder: isso vale mais do que a pessoa do outro lado? Quase nunca vale. Então deixe passar. Espere o outro chegar antes de se servir. Olhe quem ficou quieto e puxe conversa. É o que Paulo chama de suportar uns aos outros com humildade e paciência, guardando a unidade pelo vínculo da paz (Efésios 4:2-6).
A pessoa que não olha para você talvez continue sem olhar. O assunto difícil talvez volte domingo que vem. Mas a mesa que você arruma pode ser outra: cheia, e unida.
Unidade é mais do que estar perto: é viver como um só.
Deus de paz, nós sabemos nos reunir, mas não sabemos ficar unidos. Livra-nos das brigas que não valem a briga. Ensina-nos a esperar, a ceder e a amar como tu amas. Amém.
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