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Licitude e conveniência: os limites da liberdade cristã

Redação Bíblia Online Publicado em

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  • Reescrito do devocional de 2 de junho de 2025.

Pode, mas convém?

Homem sentado na beira de uma cama desarrumada, olhando o celular e alcançando um copo d'água

Lícito é o que você pode fazer sem que ninguém o acuse de nada. Conveniente é o que faz bem — a você e a quem vive ao seu lado. Paulo não discute a primeira coluna; ele quer que você olhe a segunda.

"ನನಗೆ ಎಲ್ಲಾ ಕಾರ್ಯಗಳನ್ನು ಮಾಡುವುದಕ್ಕೂ ಹಕ್ಕಿದೆ" ಎಂದು ನೀವು ಹೇಳುತ್ತೀರಿ. ಆದರೆ ಎಲ್ಲವೂ ನನಗೆ ಪ್ರಯೋಜನಕರವಾಗಿರುವುದಿಲ್ಲ. ನನಗೆ ಎಲ್ಲಾ ಕಾರ್ಯಗಳನ್ನು ಮಾಡುವುದಕ್ಕೆ ಹಕ್ಕಿದೆ; ಆದರೆ ನಾನು ಯಾವುದಕ್ಕೂ ಗುಲಾಮನಾಗಿರುವುದಿಲ್ಲ. "ಆಹಾರವು ಹೊಟ್ಟೆಗಾಗಿಯೂ, ಹೊಟ್ಟೆಯು ಆಹಾರಕ್ಕಾಗಿಯೂ ಇದೆ," ಎಂದು ನೀವು ಹೇಳುತ್ತೀರಿ. ಆದರೆ ದೇವರು ಇವೆರಡನ್ನೂ ನಾಶಮಾಡುವರು. ದೇಹವು ಲೈಂಗಿಕ ಅನೈತಿಕತೆಗಾಗಿರುವಂಥದ್ದಲ್ಲ, ಆದರೆ ಕರ್ತ ದೇವರಿಗೋಸ್ಕರವಾಗಿದೆ. ಕರ್ತದೇವರು ದೇಹಕ್ಕೋಸ್ಕರ ಇದ್ದಾರೆ.

Dez e meia da noite. A louça está na pia, e a mão já achou o celular sozinha. Nada de errado ali: você trabalhou, tem direito a descansar, e aquele vídeo não faz mal a ninguém. Meia hora depois, o polegar continua deslizando, e você já não sabe se está descansando ou só não conseguindo parar.

A pergunta que a gente faz nesse momento é "pode?". E a resposta é sim. É por isso que a cena ajuda a ler Paulo: ele não escreve para quem está fazendo algo proibido. Escreve para quem está fazendo o que pode — e, mesmo assim, perde alguma coisa no caminho.

Este artigo faz parte de Devocionais

O que Paulo respondeu em Corinto

"Tudo me é permitido" (1 Coríntios 6:12, NVI) não nasceu com Paulo. Era um lema que circulava na igreja de Corinto, e ele o repete para responder. Cristãos recém-saídos do paganismo tinham descoberto a liberdade do evangelho e usavam a frase para encerrar qualquer conversa sobre comida, festa e corpo. Paulo concorda com o lema — e põe duas peneiras depois dele.

A primeira: nem tudo convém. A palavra fala do que edifica, do que constrói alguma coisa. A segunda: ele não vai deixar que nada o domine. Uma coisa pode ser permitida e, mesmo assim, mandar em você. O problema do cristão livre nunca foi a proibição; foi a liberdade que vira corrente sem avisar.

Isso não quer dizer que tudo o que o mundo faz é errado. Quer dizer que a régua do que é bom para você não é "todo mundo faz" — Jesus pediu uma justiça maior do que a de quem só cumpria a lista (Mateus 5:20). E Paulo lembra, mais adiante na mesma carta, que conveniente também é o que não faz o outro tropeçar: nem quem não crê, nem o irmão da igreja (1 Coríntios 10:32). "Convém" olha para dentro e para o lado.

A pergunta que muda o dia

Nada disso é vigilância. Você não é observado por um fiscal à espera do erro; é defendido por um Pai cuja graça é maior do que qualquer tropeço (Romanos 5:20,21). É justamente porque já está perdoado que você pode fazer a pergunta seguinte sem medo. Quem tem medo pergunta "pode?". Quem foi amado pergunta "me faz bem?".

O gesto de hoje é pequeno. Antes de algo que você tem todo o direito de fazer — a compra, a resposta no grupo, o vídeo seguinte —, troque a pergunta. Não "posso?", mas "isso constrói alguma coisa em mim ou em alguém?" e "quem está mandando aqui?". Dois segundos. É a liberdade de Paulo em tamanho de segunda-feira.

Nem sempre a resposta vai ser clara. Há coisas que convêm numa semana e pesam na outra, e você vai errar a conta algumas vezes. A graça que vem antes da pergunta continua lá depois dela.

Dez e meia da noite, o celular na mão. Pode. A pergunta agora é outra — e você já sabe fazê-la.

Livre é quem pode e ainda escolhe.

Deus sábio, há muita coisa que me é permitida, e nem tudo me faz bem. Dá-me discernimento para distinguir uma da outra, e coragem para deixar de lado o que não convém, mesmo quando ninguém vai reclamar. Que nada me domine além de ti. Amém.

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