Milagres de Jesus
Os Evangelhos registram dezenas de milagres realizados por Jesus — curas, ressurreições, domínio sobre a natureza e libertações. Cada milagre revelava sua divindade e compaixão.
Curas de cegos e surdos
Jesus devolveu a visão aos cegos e a audição aos surdos, manifestando seu poder sobre toda enfermidade e deficiência.
A cura de dois cegos
Partindo Jesus dali, dois cegos o seguiram; e clamavam: Tem compaixão de nós, Filho de Davi.
E, tendo ele entrado em casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus perguntou-lhes: Credes que eu posso fazer isso? Eles lhe responderam: Sim, Senhor.
Então Jesus lhes tocou os olhos, dizendo: Seja feito conforme a vossa fé.
E seus olhos foram abertos. E Jesus lhes ordenou terminantemente: Cuidado para que ninguém saiba disso.
Eles, porém, saíram e divulgaram a sua fama por toda aquela terra.
Os dois cegos de Jericó
Saindo eles de Jericó, uma grande multidão seguiu Jesus.
Dois cegos estavam sentados à beira do caminho e, ouvindo que Jesus passava, clamaram: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós.
E a multidão os repreendia para que se calassem; eles, porém, clamavam ainda mais alto: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós.
Jesus então parou, chamou-os e perguntou: Que quereis que eu vos faça?
Eles lhe disseram: Senhor, que nossos olhos sejam abertos.
Comovido, Jesus tocou os olhos deles; e eles imediatamente passaram a ver e o seguiram.
A cura de um cego de Betsaida
Então chegaram a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, rogando-lhe que o tocasse.
Jesus tomou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado e cuspiu-lhe nos olhos. Depois, impondo-lhe as mãos, perguntou: Vês alguma coisa?
E, levantando os olhos, ele disse: Vejo os homens andando, como se fossem árvores.
Então Jesus voltou a colocar as mãos sobre os olhos dele, e ele começou a ver claramente e ficou restabelecido, pois enxergava todas as coisas com nitidez.
Em seguida, Jesus mandou-o para casa, dizendo: Não entres no povoado.
A cura de um surdo e gago de Decápolis
Depois de partir da região de Tiro, Jesus foi através de Sidom até o mar da Galileia, passando pela região de Decápolis.
E trouxeram-lhe um surdo, que também falava com dificuldade, rogando-lhe que lhe impusesse a mão.
Jesus tirou-o do meio da multidão e, em particular, colocou-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou-lhe a língua.
Então, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: Efatá (que quer dizer: Abre-te!).
E seus ouvidos se abriram, a língua se soltou, e ele começou a falar perfeitamente.
Então Jesus lhes ordenou que a ninguém contassem aquilo; mas, quanto mais ele proibia, mais eles o divulgavam.
E maravilhavam-se grandemente, dizendo: Ele faz bem todas as coisas; faz até mesmo os surdos ouvirem e os mudos falarem.
O cego de Jericó
E foram para Jericó. Quando ele, seus discípulos e uma grande multidão saíam de Jericó, junto do caminho estava sentado um mendigo cego chamado Bartimeu, filho de Timeu.
Quando ouviu que era Jesus Nazareno, ele começou a gritar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!
Muitos o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava ainda mais: Filho de Davi, tem compaixão de mim!
Jesus parou e disse: Chamai-o. Chamaram o cego, dizendo-lhe: Coragem! Levanta-te, ele está te chamando!
Lançando de si a sua capa, levantou-se de um salto e dirigiu-se a Jesus.
E Jesus lhe perguntou: Que queres que te faça? O cego respondeu: Mestre, que eu volte a ver.
Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. Imediatamente ele recuperou a visão e foi seguindo Jesus pelo caminho.
O cego de Jericó
Quando chegava a Jericó, havia um cego sentado, que mendigava à beira do caminho.
Ouvindo passar a multidão, o cego perguntou de que se tratava.
Disseram-lhe que Jesus, o Nazareno, ia passando.
Então ele começou a gritar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!
E os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse; ele, porém, gritava ainda mais: Filho de Davi, tem compaixão de mim!
Jesus, então, parou e mandou que o trouxessem. Quando ele chegou, Jesus lhe perguntou:
Que queres que eu te faça? Ele respondeu: Senhor, que eu volte a ver!
Disse-lhe Jesus: Vê! A tua fé te salvou.
Na mesma hora, ele recuperou a visão; e, glorificando a Deus, foi seguindo Jesus. E, vendo isso, todo o povo dava glória a Deus.
A cura de um cego de nascença
Passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
E seus discípulos lhe perguntaram: Rabi, quem pecou para que ele nascesse cego: ele ou seus pais?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus.
Enquanto é dia, é necessário que realizemos as obras daquele que me enviou; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
Tendo dito isso, cuspiu no chão e fez barro com a saliva; e aplicou-o sobre os olhos do cego.
E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou enxergando.
Curas de paralíticos e enfermos
Paralíticos caminharam, leprosos ficaram limpos e todo tipo de doença foi curada pelo toque e pela palavra de Jesus.
Então veio um leproso e, ajoelhando-se, disse: Senhor, se quiseres, podes purificar-me.
Jesus estendeu a mão e o tocou, dizendo: Quero; sê purificado. No mesmo instante ele foi purificado da lepra.
Então Jesus lhe disse: Olha, não contes isso a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés estipulou, para que lhes sirva de testemunho.
E trouxeram-lhe um paralítico deitado em uma maca. Vendo a fé que possuíam, Jesus disse ao paralítico: Ânimo, filho; os teus pecados estão perdoados.
Mas alguns escribas disseram consigo mesmos: Este homem está blasfemando.
Todavia, conhecendo-lhes os pensamentos, Jesus disse: Por que pensais o mal no coração?
O que é mais fácil dizer? Os teus pecados estão perdoados, ou levanta-te e anda?
Mas, para que saibais que o Filho do homem tem autoridade na terra para perdoar pecados, disse então ao paralítico: Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa.
Ele se levantou e foi para casa.
E estava ali um homem que tinha uma das mãos atrofiada; e, procurando uma razão para acusar Jesus, eles o interrogaram: É permitido curar aos sábados?
E ele lhes disse: Quem de vós é o homem que, se tiver uma só ovelha e num sábado ela cair num buraco, não a pegará e a tirará de lá?
Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado.
Então, Jesus disse àquele homem: Estende a mão. E ele a estendeu, e foi restaurada como a outra.
A sogra de Simão estava de cama, com febre, e logo lhe falaram a respeito dela.
Então, Jesus aproximou-se, tomou-a pela mão e a levantou. A febre a deixou, e ela começou a servi-los.
A cura de um leproso
Aproximou-se dele um leproso, que lhe suplicou, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me.
Jesus, movido por compaixão, estendeu a mão, tocou-o e disse: Quero; fica purificado.
Imediatamente a lepra desapareceu, e ele ficou purificado.
Então, chegaram alguns homens, trazendo-lhe um paralítico, carregado por quatro deles.
Impedidos de aproximar-se dele por causa da multidão, removeram parte da cobertura da casa, abrindo passagem pelo teto, acima do lugar em que Jesus estava. Então baixaram a maca em que o paralítico estava deitado.
Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.
Estavam sentados ali alguns escribas, que pensavam no coração:
Por que esse homem fala dessa maneira? Ele está blasfemando! Quem pode perdoar pecados senão um só, que é Deus?
Mas Jesus logo percebeu em seu espírito que eles pensavam assim no íntimo e perguntou-lhes: Por que pensais desse modo no coração?
O que é mais fácil dizer ao paralítico: Os teus pecados estão perdoados, ou: Levanta-te, toma a tua maca e anda?
Mas, para que saibais que o Filho do homem tem autoridade para perdoar pecados na terra (disse ao paralítico),
eu te digo: Levanta-te, toma a tua maca e vai para casa.
Então ele se levantou e, pegando logo a maca, saiu à vista de todos; de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: Nunca vimos coisa igual!
Jesus cura um homem no sábado
Outra vez Jesus entrou numa sinagoga, e estava ali um homem com uma das mãos atrofiada.
E o observavam com atenção para ver se ele curaria o homem no sábado, a fim de o acusarem.
E Jesus disse ao homem cuja mão era atrofiada: Levanta-te e vem para o meio.
Então lhes perguntou: É permitido fazer o bem ou o mal no sábado? Salvar a vida ou matar? Eles, porém, ficaram calados.
Olhando para eles ao redor, indignado e muito triste por causa da dureza do coração deles, disse ao homem: Estende a tua mão. Ele a estendeu, e ela lhe foi restaurada.
A cura de um leproso
Quando ele estava numa das cidades, apareceu um homem tomado pela lepra, que, vendo Jesus, prostrou-se com o rosto em terra e suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me.
Jesus estendeu a mão e o tocou, dizendo: Quero; fica purificado. No mesmo instante, a lepra desapareceu.
Então alguns homens, trazendo um paralítico em uma maca, tentavam levá-lo para dentro e colocá-lo diante de Jesus.
Mas, não achando por onde o pudessem levar para dentro por causa da multidão, subiram ao terraço e o baixaram na maca por meio de uma passagem até o meio da multidão, diante de Jesus.
E, vendo-lhes a fé, Jesus disse: Homem, os teus pecados estão perdoados.
Então os escribas e os fariseus começaram a pensar: Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus?
Percebendo, porém, os seus pensamentos, Jesus lhes perguntou: Por que pensais assim no coração?
O que é mais fácil dizer? Os teus pecados estão perdoados; ou: Levanta-te e anda?
Mas, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa.
Imediatamente ele se levantou diante deles, pegou a maca em que estivera deitado e foi para casa, glorificando a Deus.
A cura de um homem no sábado
Em outro sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Estava ali um homem que tinha a mão direita atrofiada.
Os escribas e os fariseus o observavam com atenção para ver se ele curaria em dia de sábado, para terem de que o acusar.
Mas, sabendo de seus pensamentos, Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te e fica em pé aqui no meio. E ele, levantando-se, ficou em pé.
Então, Jesus lhes disse: Eu vos pergunto: É permitido fazer o bem ou o mal no sábado? Salvar a vida, ou tirá-la?
E olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu, e a sua mão foi restaurada.
O centurião de Cafarnaum
Quando Jesus acabou de dizer todas essas palavras, sendo ouvido pelo povo, entrou em Cafarnaum.
E um servo de certo centurião, a quem seu senhor muito estimava, estava doente, à beira da morte.
Tendo ouvido falar de Jesus, o centurião enviou algumas autoridades dos judeus a pedir-lhe que viesse curar o seu servo.
E aproximando-se de Jesus, eles lhe rogavam com insistência, dizendo: Ele é digno de que lhe concedas isso;
porque ama nossa nação e ele mesmo construiu para nós a sinagoga.
Jesus foi com eles; mas, quando já estava perto da casa, o centurião enviou alguns amigos para dizer-lhe: Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres debaixo do meu teto;
por isso não me julguei digno nem mesmo de ir ao teu encontro; dize, porém, uma palavra, e o meu servo será curado.
Pois eu também sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele faz.
Ouvindo isso, Jesus ficou admirado com ele e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: Eu vos afirmo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.
E quando os emissários voltaram para casa, encontraram o servo com saúde.
E estava ali uma mulher que tinha um espírito que lhe causava uma enfermidade já por dezoito anos; ela andava encurvada e não conseguia endireitar-se de modo algum.
Vendo-a, Jesus a chamou e lhe disse: Mulher, estás livre da tua enfermidade;
e impondo-lhe as mãos, ela se endireitou na mesma hora e passou a glorificar a Deus.
A cura de um doente no sábado
Certo sábado, Jesus entrou na casa de um dos chefes dos fariseus para comer, e eles o observavam.
Achava-se ali, diante dele, um homem que sofria de hidropisia.
Tomando a palavra, Jesus perguntou aos doutores da lei e aos fariseus: É correto curar no sábado, ou não?
Mas eles ficaram calados. Jesus, então, tocando no homem, curou-o e o mandou para casa.
A cura de dez leprosos
Aconteceu que, indo ele para Jerusalém, passou pela divisa entre Samaria e a Galileia.
Ao entrar em um povoado, dez leprosos saíram-lhe ao encontro, pararam de longe
e gritaram: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!
Logo que os viu, ele lhes disse: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram purificados.
Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz
e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano.
Então Jesus perguntou: Não foram dez os purificados? E os outros nove, onde estão?
Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?
E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.
A cura do paralítico de Betesda
Passado certo tempo, houve uma festa dos judeus; e Jesus subiu para Jerusalém.
Em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, há um tanque, chamado Betesda na língua dos hebreus, o qual tem cinco pórticos.
Neles ficava deitada uma grande multidão de doentes: cegos, mancos e paralíticos [esperando o movimento da água.
Pois um anjo do Senhor descia de tempos em tempos ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali entrasse, depois do movimento da água, sarava de qualquer doença.]
Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos.
Vendo-o deitado e sabendo que vivia assim havia muito tempo, Jesus lhe perguntou: Queres ser curado?
O enfermo lhe respondeu: Senhor, não há ninguém que me ponha no tanque quando a água é agitada; por isso, enquanto eu vou, outro desce antes de mim.
E Jesus lhe disse: Levanta-te, pega a tua maca e anda.
Imediatamente o homem ficou curado; e, pegando a maca, começou a andar. E aquele dia era sábado.
E foi novamente para Caná da Galileia, onde havia transformado água em vinho. Havia ali um oficial do rei, e o seu filho estava doente em Cafarnaum.
Quando ele soube que Jesus viera da Judeia para a Galileia, dirigiu-se a ele e rogou-lhe que fosse e curasse seu filho, que estava à beira da morte.
Então Jesus lhe disse: Se não contemplardes sinais e prodígios jamais crereis!
E o oficial suplicou-lhe: Senhor, vá antes que meu filho morra.
Jesus lhe respondeu: Vai, o teu filho viverá. O homem creu na palavra que Jesus lhe dissera e partiu.
Enquanto se dirigia para casa, seus servos foram ao encontro dele e lhe disseram que seu filho estava vivo.
E ele lhes perguntou a que hora ele havia melhorado; ao que lhe responderam: A febre o deixou ontem, à hora sétima.
O pai reconheceu que naquela mesma hora Jesus lhe afirmara: O teu filho viverá. E ele creu com toda a sua família.
Este foi o segundo sinal que Jesus fez, ao voltar da Judeia para a Galileia.
A mulher com fluxo de sangue
Uma mulher que sofria há doze anos tocou a orla do manto de Jesus e foi curada instantaneamente pela sua fé.
E certa mulher, que por doze anos sofria de uma hemorragia, aproximou-se por trás de Jesus e tocou-lhe a borda do manto;
porque dizia consigo mesma: Se eu tão somente tocar o seu manto, ficarei boa.
Mas Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou boa.
Estava ali uma certa mulher que por doze anos sofria de uma hemorragia.
Ela havia sofrido muito nas mãos de vários médicos, tendo gastado tudo quanto possuía, sem obter melhora alguma; pelo contrário, piorava.
Tendo ouvido a respeito de Jesus, veio por trás dele, no meio da multidão, e tocou-lhe o manto,
pois pensava: Se tão somente tocar-lhe as vestes, serei curada.
Sua hemorragia estancou imediatamente, e ela sentiu no corpo que já estava curada do seu mal.
E uma mulher, que sofria de uma hemorragia havia doze anos e gastara todos os seus bens com os médicos, mas não havia conseguido ser curada por ninguém,
aproximando-se por trás, tocou a borda do manto de Jesus; e a sua hemorragia estancou imediatamente.
E Jesus perguntou: Quem me tocou? Como todos negassem, Pedro lhe disse: Mestre, a multidão te aperta e te comprime.
Mas Jesus disse: Alguém me tocou; pois percebi que saiu poder de mim.
Então, vendo que não passara despercebida, a mulher aproximou-se trêmula; e, prostrando-se diante dele, declarou-lhe perante todo o povo o motivo por que o havia tocado e como fora imediatamente curada.
E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
Ressurreições
Jesus ressuscitou mortos — a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim e Lázaro. Ele é Senhor sobre a morte.
A cura da filha de Jairo e de uma mulher com hemorragia
Enquanto ainda lhes dizia essas coisas, chegou um dos chefes da sinagoga e, ajoelhando-se, disse: Minha filha acaba de morrer; mas vem, impõe-lhe a mão, e ela viverá.
Então Jesus se levantou e o acompanhou, ele e seus discípulos.
Quando Jesus chegou à casa daquele chefe e viu os flautistas e a multidão em alvoroço,
disse: Retirai-vos, pois a menina não está morta, mas dormindo. E riam dele.
Depois que a multidão foi retirada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.
Então chegou um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, e logo que viu Jesus, prostrou-se aos seus pés,
e lhe rogava com insistência: Minha filhinha está prestes a morrer; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que seja curada e viva.
E Jesus foi com ele.
Uma grande multidão o seguia e o comprimia.
Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu o alvoroço dos que choravam e lamentavam muito.
E, entrando, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não está morta, mas dormindo.
E começaram a rir dele. Ele, porém, fez com que todos saíssem, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que o haviam acompanhado, e entrou onde a menina estava.
E, tomando-a pela mão, disse-lhe: Talita cumi, que quer dizer: Menina, eu te ordeno, levanta-te.
Então a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se imediatamente e começou a andar. E todos foram tomados de grande espanto.
A que, pois, compararei os homens desta geração? A que são semelhantes?
São semelhantes a crianças que, sentadas nas praças, gritam umas às outras: Tocamos flauta para vós, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes.
Porque João Batista veio, não comendo pão nem bebendo vinho, e dizeis: Tem demônio;
e veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizeis: É um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores.
Mas a sabedoria é comprovada por todos os seus filhos.
A pecadora que ungiu os pés de Jesus
Certa vez, um dos fariseus convidou Jesus para comer com ele; Jesus, então, entrando na casa do fariseu, sentou-se à mesa.
E havia uma mulher pecadora na cidade. Quando soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu, ela trouxe um vaso de alabastro com perfume;
Então veio um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga; e, prostrado aos pés de Jesus, implorava-lhe que fosse até sua casa;
porque tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à beira da morte.
E, enquanto ele se dirigia para lá, a multidão o comprimia.
Enquanto Jesus ainda falava, alguém da casa do chefe da sinagoga veio avisar: A tua filha já está morta; não incomodes mais o Mestre.
Ouvindo-o, porém, Jesus disse a Jairo: Não temas; crê somente, e ela será curada.
Tendo chegado à sua casa, Jesus não permitiu que entrassem com ele, com exceção de Pedro, João, Tiago, e o pai e a mãe da menina.
E todos choravam e se lamentavam; ele, porém, disse: Não choreis; ela não está morta, mas dormindo.
E riam dele, sabendo que ela estava morta.
Então ele, pegando-a pela mão, exclamou: Menina, levanta-te.
E o espírito dela voltou; e ela se levantou imediatamente; e Jesus mandou que lhe dessem de comer.
E seus pais ficaram maravilhados; mas ele ordenou que a ninguém contassem o que havia acontecido.
A ressurreição de Lázaro
Certo homem chamado Lázaro estava doente. Ele era de Betânia, povoado de Maria e de sua irmã Marta.
Maria, cujo irmão Lázaro estava doente, era a mesma que derramara bálsamo perfumado sobre o Senhor e lhe enxugara os pés com os cabelos.
Então as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: Senhor, aquele a quem amas está doente.
Mas, ao ouvir isso, Jesus disse: Essa doença não é para a morte, mas para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela.
Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro.
Mas, ao saber que ele adoecera, permaneceu ainda dois dias no lugar onde estava.
Depois disse aos discípulos: Vamos outra vez para a Judeia.
Eles lhe disseram: Rabi, há pouco os judeus procuravam apedrejar-te, e mesmo assim voltas para lá?
Jesus respondeu: O dia não tem doze horas? Se alguém anda de dia, não tropeça, pois vê a luz deste mundo;
mas se anda de noite, tropeça, pois nele não há luz.
E, tendo dito isso, acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu; mas vou despertá-lo do sono.
E os discípulos lhe disseram: Senhor, se ele está dormindo, ficará bom.
Jesus havia se referido à morte de Lázaro; mas eles entenderam que ele falava do sono.
Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.
Domínio sobre a natureza
Jesus acalmou a tempestade, andou sobre as águas e multiplicou pães. A natureza obedece à voz do seu Criador.
Jesus acalma a tempestade
Depois que entrou no barco, seus discípulos o seguiram.
E levantou-se no mar tão grande tempestade, que o barco estava sendo coberto pelas ondas; Jesus, porém, estava dormindo.
Os discípulos se aproximaram e o despertaram, dizendo: Salva-nos, Senhor! Vamos morrer.
Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pequena fé? Então Jesus se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e houve grande calmaria.
E aqueles homens se admiraram, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?
Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora já está avançada; manda embora as multidões, para que possam ir aos povoados comprar algo para comer.
Jesus, porém, lhes disse: Eles não precisam ir embora; vós mesmos dai-lhes de comer.
Então eles lhe disseram: Temos aqui apenas cinco pães e dois peixes.
E ele disse: Trazei-os aqui.
Depois de ordenar que as multidões se sentassem na grama, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os e partiu os pães. Depois os entregou aos discípulos, e eles os entregaram às multidões.
Todos comeram e se fartaram; e recolheram-se doze cestos com os pedaços que sobraram.
Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.
Já alta madrugada, Jesus foi até eles, andando sobre o mar.
Então, Jesus chamou os discípulos e disse: Tenho compaixão desta multidão, porque já faz três dias que está comigo; eles não têm o que comer, e não quero mandá-los embora sem comer, para que não desfaleçam pelo caminho.
Os discípulos lhe disseram: Onde arranjaríamos tantos pães num lugar deserto para alimentar tamanha multidão?
Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? Eles responderam: Sete, e alguns peixinhos.
Então ele ordenou ao povo que se sentasse no chão,
tomou os sete pães e os peixes e, tendo dado graças, partiu-os e os entregou aos discípulos, e estes os entregaram à multidão.
Assim, todos comeram e se fartaram; e encheram-se sete cestos com os pedaços que sobraram.
Os que comeram foram quatro mil homens, além de mulheres e crianças.
Jesus paga o imposto
Quando chegaram a Cafarnaum, os fiscais do imposto de duas dracmas aproximaram-se de Pedro e lhe perguntaram: O vosso mestre não paga o imposto de duas dracmas?
Ele disse: Paga. Quando Pedro entrou em casa, Jesus antecipou-se, perguntando: Que te parece, Simão? De quem os reis da terra cobram imposto ou tributo? Dos seus súditos ou dos estrangeiros?
Ele respondeu: Dos estrangeiros. Jesus lhe disse: Então os súditos estão isentos.
Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que pegares e, ao abrires a boca dele, encontrarás um estáter; toma-o e entrega-o por mim e por ti.
A figueira infrutífera
De manhã, ao voltar à cidade, teve fome;
e, avistando uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela e achou somente folhas; então lhe disse: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente.
Quando os discípulos viram isso, perguntaram, admirados: Como a figueira secou assim, de imediato?
Jesus, porém, lhes respondeu: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se disserdes a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito;
e tudo o que pedirdes em oração, crendo, recebereis.
Levantou-se então um grande vendaval, e as ondas arremessavam-se contra o barco, de modo que ele já estava inundando.
Jesus, porém, estava na popa, dormindo sobre uma almofada. Os discípulos o despertaram e lhe perguntaram: Mestre, não te importas que pereçamos?
E, levantando-se, ele repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te! Aquieta-te! E o vento cessou, e fez-se grande calmaria.
Então lhes perguntou: Por que estais tão amedrontados? Ainda não tendes fé?
Eles ficaram apavorados e diziam uns aos outros: Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?
Como já era tarde, seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: O lugar é deserto, e já é muito tarde.
Manda-os embora, para que possam ir aos campos e povoados em redor e comprem algo para comer.
Ele, porém, lhes respondeu: Dai-lhes de comer vós mesmos. Então eles lhe perguntaram: Compraremos duzentos denários de pão para dar-lhes de comer?
Ao que ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver. Tendo-se informado, eles responderam: Cinco pães e dois peixes.
Então lhes ordenou que fizessem todos se assentar em grupos sobre a grama verde.
E eles se sentaram em grupos de cem e de cinquenta.
E, tomando os cinco pães e os dois peixes, Jesus ergueu os olhos ao céu, abençoou os pães e os partiu. Em seguida, entregou-os aos discípulos para que os servissem; e também repartiu os dois peixes para todos.
E todos comeram e ficaram satisfeitos.
Em seguida, recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
O número dos que comeram os pães foi de cinco mil homens.
E, vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, foi ao encontro deles andando sobre o mar, pela quarta vigília da noite; e queria passar adiante deles.
Mas, ao vê-lo andando sobre o mar, eles pensaram que fosse um fantasma e gritaram,
pois todos o viram e se assustaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende coragem! Sou eu! Não temais!
Então subiu para junto deles no barco, e o vento cessou. E os discípulos ficaram extremamente impressionados entre si,
A segunda multiplicação dos pães e peixes
Naqueles dias, aglomerando-se de novo uma grande multidão e não tendo eles o que comer, Jesus chamou os discípulos e disse-lhes:
Tenho compaixão desta multidão, porque já faz três dias que estão comigo, e não têm o que comer.
Se eu mandá-los para casa sem comer, desfalecerão pelo caminho, e alguns vieram de longe.
Então os discípulos lhe perguntaram: Onde alguém poderia arranjar pão para satisfazê-los aqui neste lugar deserto?
Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? Responderam: Sete.
Então mandou ao povo que se sentasse no chão; e tomando os sete pães, havendo dado graças, partiu-os e os entregou a seus discípulos para que os distribuíssem; e eles os distribuíram entre a multidão.
Tinham também alguns peixinhos, pelos quais deu graças, ordenando que fossem distribuídos.
Todos comeram e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.
Cerca de quatro mil homens estavam ali. E Jesus mandou-os para casa.
A figueira seca A purificação do templo
No dia seguinte, depois de saírem de Betânia, Jesus sentiu fome.
Avistando de longe uma figueira com folhas, foi verificar se acharia nela alguma coisa. Aproximando-se, nada achou, senão folhas, pois não era época de figos.
Então Jesus disse à figueira: Ninguém jamais coma do teu fruto. E seus discípulos ouviram isso.
Quando passavam na manhã seguinte, viram que a figueira havia secado desde as raízes.
Então Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, olha; a figueira que amaldiçoaste secou.
Jesus lhes respondeu: Tende fé em Deus.
Em verdade vos digo que se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no coração, mas crer que se fará o que diz, assim lhe será feito.
Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que já o recebestes, e o tereis.
Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que também o vosso Pai que está no céu vos perdoe as vossas ofensas.
A pesca maravilhosa Os primeiros discípulos
Certa vez, às margens do lago de Genesaré, quando a multidão se comprimia junto a Jesus para ouvir a palavra de Deus,
ele viu dois barcos junto à praia do lago; os pescadores haviam desembarcado e estavam lavando as redes.
Entrando ele num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, sentando-se, do barco ensinava as multidões.
Quando acabou de falar, disse a Simão: Vai mais para dentro do lago; e lançai as vossas redes para a pesca.
Simão disse: Mestre, trabalhamos a noite toda e nada pescamos; mas, por causa da tua palavra, lançarei as redes.
Feito isso, apanharam uma grande quantidade de peixes, tantos que as redes começaram a se romper.
Acenaram então aos companheiros que estavam no outro barco, para virem ajudá-los. Eles foram e encheram ambos os barcos, tanto que quase iam a pique.
Ao ver isso, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.
Pois, com a pesca que haviam feito, a admiração tomara conta dele e de todos os que o acompanhavam,
bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão. Jesus disse a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens.
E, depois de levar os barcos para a terra, eles deixaram tudo e o seguiram.
Jesus acalma a tempestade
Certo dia, Jesus entrou num barco com seus discípulos e disse-lhes: Vamos para a outra margem do lago. E partiram.
Enquanto navegavam, ele adormeceu; e caiu um vendaval sobre o lago; e o barco foi se enchendo de água, a ponto de estarem em perigo.
E, aproximando-se dele, despertaram-no, dizendo: Mestre, Mestre, vamos morrer! E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e estes cessaram, e veio a calmaria.
Então lhes perguntou: Onde está a vossa fé? Atemorizados, eles se admiraram e diziam uns aos outros: Quem é este, que dá ordens até aos ventos e à água, e eles lhe obedecem?
Jesus acalma a tempestade
Certo dia, Jesus entrou num barco com seus discípulos e disse-lhes: Vamos para a outra margem do lago. E partiram.
Enquanto navegavam, ele adormeceu; e caiu um vendaval sobre o lago; e o barco foi se enchendo de água, a ponto de estarem em perigo.
E, aproximando-se dele, despertaram-no, dizendo: Mestre, Mestre, vamos morrer! E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e estes cessaram, e veio a calmaria.
Então lhes perguntou: Onde está a vossa fé? Atemorizados, eles se admiraram e diziam uns aos outros: Quem é este, que dá ordens até aos ventos e à água, e eles lhe obedecem?
O endemoninhado geraseno
E chegaram à terra dos gerasenos, defronte da Galileia.
Quando o dia começava a declinar, os Doze aproximaram-se dele e disseram: Manda embora a multidão, para que possa ir aos povoados e campos próximos hospedar-se e achar o que comer; pois estamos em lugar deserto.
Mas ele lhes disse: Vós mesmos dai-lhes de comer. Eles responderam: Temos apenas cinco pães e dois peixes, a não ser que compremos comida para todo este povo.
Pois eram cerca de cinco mil homens. Então ele disse a seus discípulos: Fazei-os sentar-se em grupos de cerca de cinquenta.
Eles assim fizeram, mandando que todos se sentassem.
E, tomando os cinco pães e os dois peixes, Jesus ergueu os olhos ao céu, abençoou-os e os partiu. Depois entregou-os aos discípulos para que os servissem à multidão.
Todos comeram e ficaram satisfeitos; e dos pedaços que sobraram foram recolhidos doze cestos.
Em Caná, Jesus transforma água em vinho
Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galileia. E a mãe de Jesus estava ali;
Jesus e seus discípulos também foram convidados para o casamento.
E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho.
Jesus lhe respondeu: Mulher, que tenho eu contigo? A minha hora ainda não chegou.
Então sua mãe disse aos atendentes: Fazei tudo o que ele vos disser.
Perto dali havia seis talhas de pedra, usadas para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam entre oitenta e cento e vinte litros.
Jesus lhes ordenou: Enchei de água as talhas. E eles as encheram completamente.
Então lhes disse: Tirai agora um pouco e levai ao responsável pela festa. E eles assim fizeram.
Quando o responsável pela festa provou a água transformada em vinho, não sabendo de onde viera, embora o soubessem os atendentes que haviam tirado a água, chamou o noivo
e lhe disse: Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados já beberam bastante, servem o inferior; mas tu guardaste até agora o melhor vinho.
Esse sinal, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus fez. Ele manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
Ele, porém, disse isso para colocá-lo à prova, pois sabia bem o que estava para fazer.
Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não são suficientes para que todos recebam um pouco.
Disse-lhe André, um dos discípulos, irmão de Simão Pedro:
Aqui está um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas o que é isso para tanta gente?
E Jesus ordenou: Fazei o povo assentar-se. Havia muita grama naquele lugar. Sentaram-se os homens em número de quase cinco mil.
Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os à vontade entre os que estavam sentados; e fez o mesmo com os peixes.
E quando todos ficaram satisfeitos, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram para que nada se perca.
Eles recolheram os pedaços e encheram doze cestos com pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram aos que haviam comido.
Depois de remarem cerca de vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus, que andava sobre o mar e aproximava-se do barco; e ficaram com muito medo.
Mas ele lhes disse: Sou eu; não temais.
Então o receberam prontamente no barco; e este logo chegou ao seu destino.
A pesca maravilhosa no mar de Tiberíades
Depois disso, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, junto ao mar de Tiberíades, do seguinte modo:
Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos.
E Simão Pedro lhes disse: Vou pescar. Eles responderam: Nós também vamos contigo. Então foram e entraram no barco, mas naquela noite nada apanharam.
Mas logo ao amanhecer, Jesus estava na praia. Todavia, os discípulos não sabiam que era ele.
Disse-lhes, então, Jesus: Filhos, não tendes nada para comer? Eles lhe responderam: Não.
E ele lhes disse: Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Então lançaram a rede e não conseguiam puxá-la por causa da grande quantidade de peixes.
Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Ouvindo Simão Pedro que era o Senhor, amarrou sua túnica à cintura, porque estava despido, e lançou-se ao mar.
Mas os outros discípulos vieram no barquinho, arrastando a rede com os peixes, porque estavam a cerca de apenas duzentos côvados da terra.
Ao desembarcarem, viram ali pão e um peixe sobre brasas.
E Jesus lhes disse: Trazei alguns dos peixes que apanhastes.
Simão Pedro entrou no barco e puxou a rede para a terra, cheia de cento e cinquenta e três peixes grandes. Apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.
Libertações
Jesus expulsou demônios com autoridade. Os espíritos impuros não resistiam à sua palavra e saíam imediatamente.
O centurião de Cafarnaum
Assim que Jesus entrou em Cafarnaum, um centurião aproximou-se dele rogando:
Senhor, o meu servo está em casa, deitado, paralítico e sofrendo horrivelmente.
Jesus lhe disse: Eu irei e o curarei.
O centurião, porém, lhe respondeu: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu teto; mas somente dize uma palavra, e o meu servo será curado.
Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele faz.
Ouvindo isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que não encontrei ninguém com tamanha fé em Israel.
Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino do céu;
mas os cidadãos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.
Então disse Jesus ao centurião: Vai, e te seja feito conforme creste. E naquela mesma hora o seu servo foi curado.
Os endemoninhados gadarenos
Quando Jesus chegou ao outro lado do mar, à terra dos gadarenos, dois endemoninhados foram ao seu encontro, vindos dos sepulcros. Eles eram tão perigosos que ninguém podia passar por aquele caminho.
E gritaram: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui nos atormentar antes do tempo devido?
A alguma distância deles, uma grande manada de porcos estava pastando.
E os demônios rogavam-lhe, dizendo: Se nos expulsas, manda-nos entrar naquela manada de porcos.
E Jesus lhes disse: Ide. Então eles saíram e entraram nos porcos; e toda a manada se precipitou pelo despenhadeiro no mar e morreu nas águas.
Os que cuidavam da manada fugiram e, chegando à cidade, divulgaram todas essas coisas e o que acontecera aos endemoninhados.
E toda a cidade saiu ao encontro de Jesus; e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.
A cura de um mudo endemoninhado
Enquanto eles se retiravam, levaram a Jesus um homem mudo e endemoninhado.
Logo que o demônio foi expulso, o mudo falou, e as multidões se admiraram, dizendo: Nunca se viu coisa igual em Israel.
A blasfêmia dos fariseus
Então lhe trouxeram um endemoninhado cego e mudo; e Jesus o curou, de modo que ele passou a falar e a ver.
A mulher cananeia
Partindo dali, Jesus seguiu para a região de Tiro e Sidom.
Uma mulher cananeia, vindo daquelas redondezas, pôs-se a gritar: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada.
Contudo, ele não lhe respondeu. Seus discípulos aproximaram-se dele e rogaram-lhe: Manda-a embora, porque vem gritando atrás de nós.
Ele lhes respondeu: Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Então ela veio e, prostrando-se diante dele, disse: Senhor, socorre-me!
Ele, porém, respondeu: Não é justo tomar o pão dos filhos e jogá-lo para os cachorrinhos.
Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa do dono.
Então Jesus respondeu: Mulher, grande é a tua fé! Seja feito a ti como queres. E desde aquela hora sua filha ficou boa.
A cura de um menino endemoninhado
Quando chegaram junto à multidão, aproximou-se de Jesus um homem. E, ajoelhando-se diante dele, disse:
Senhor, tem compaixão de meu filho, porque ele tem convulsões e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes, na água.
Eu o trouxe aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo.
Então respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportar-vos? Trazei-me o menino.
Então Jesus repreendeu o demônio, que saiu do menino; desde aquela hora ele ficou curado.
Havia na sinagoga um homem possesso de um espírito impuro, que gritou:
Que temos nós contigo, Jesus nazareno? Vieste para destruir-nos? Sei quem tu és, o Santo de Deus.
Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai dele.
Então o espírito impuro o agitou causando-lhe convulsões e, gritando, saiu dele.
O endemoninhado geraseno
Chegaram então ao outro lado do mar, à terra dos gerasenos.
Assim que Jesus saiu do barco, um homem possesso de um espírito impuro veio dos sepulcros ao seu encontro.
Esse homem morava nos sepulcros; nem mesmo com correntes alguém era capaz de prendê-lo,
porque ele havia sido preso muitas vezes com algemas e correntes, mas as correntes eram quebradas por ele, e as algemas, despedaçadas. Ninguém tinha força para dominá-lo.
Noite e dia, ele andava sempre gritando e se ferindo com pedras pelos sepulcros e pelos montes.
Ao ver Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele,
clamando em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te por Deus que não me atormentes.
Pois Jesus lhe dissera: Sai desse homem, espírito impuro.
E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Meu nome é Legião, porque somos muitos.
E rogava-lhe muito que não os enviasse para fora da região.
Uma grande manada de porcos pastava perto dali num monte.
E os demônios rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.
E ele assim lhes permitiu. Então os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. A manada, que era de uns dois mil animais, precipitou-se pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram.
Os que cuidavam dos porcos fugiram e anunciaram essas coisas na cidade e nos campos.
E muitos foram ver o que havia acontecido.
Mas dizeis: Se alguém disser a seu pai ou sua mãe: O que de mim poderias receber como benefício é corbã, isto é, oferta dedicada ao Senhor,
vós o desobrigais de fazer alguma coisa por seu pai ou por sua mãe.
Dessa forma, invalidais a palavra de Deus pela vossa tradição que transmitistes, como também fazeis muitas outras coisas semelhantes.
E, chamando outra vez a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, vós todos, e entendei.
Fora do homem não há nada que, entrando nele, possa torná-lo impuro; mas o que sai do homem, isso o torna impuro.
A mulher cananeia
Jesus saiu dali e foi para as regiões de Tiro e Sidom. Entrou numa casa e não queria que ninguém soubesse disso, mas não pôde passar despercebido.
E certa mulher, cuja filha estava possessa de um espírito impuro, logo ouviu falar dele; então, foi e prostrou-se aos seus pés;
(a mulher era grega, de origem siro-fenícia) e suplicava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio.
Jesus lhe respondeu: Deixa que primeiro os filhos se fartem, pois não é justo tomar o pão dos filhos e jogá-lo para os cachorrinhos.
Ela, porém, prosseguiu, dizendo-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas dos filhos.
Então ele lhe disse: Por causa dessa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha.
Ao voltar para casa, ela achou a menina deitada sobre a cama; o demônio já havia saído.
E alguém dentre a multidão lhe respondeu: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo.
Onde quer que o apanhe, provoca-lhe convulsões, de modo que ele espuma pela boca, range os dentes e começa a se enrijecer. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.
E Jesus lhes respondeu: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportar-vos? Trazei-me o menino.
Então eles o trouxeram. Ao ver Jesus, o espírito imediatamente provocou-lhe uma convulsão, e o endemoninhado, caindo ao chão, rolava, espumando pela boca.
Jesus perguntou ao pai dele: Há quanto tempo isso lhe acontece? Ele respondeu: Desde a infância.
E muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para destruí-lo. Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.
Ao que lhe disse Jesus: Se podes? Tudo é possível ao que crê.
Imediatamente o pai do menino clamou: Eu creio! Ajuda-me na minha incredulidade.
Vendo que a multidão, correndo, aglomerava-se, Jesus repreendeu o espírito impuro, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele e nunca mais entres nele.
Então o espírito saiu, gritando e agitando-o muito. O menino ficou como se estivesse morto, de modo que muitos diziam: Ele morreu.
Mas Jesus, tomando-o pela mão, levantou-o, e ele ficou em pé.
A cura da sogra de Pedro
Jesus se levantou, saiu da sinagoga e foi para a casa de Simão; e estando a sogra de Simão enferma com muita febre, rogaram-lhe em favor dela.
E ele, inclinando-se para ela, repreendeu a febre, e esta a deixou. Imediatamente ela se levantou e começou a servi-los.
Logo que desembarcou, um homem da cidade saiu-lhe ao encontro. Possesso de demônios, havia muito tempo não vestia roupa, nem morava em casa, mas nos sepulcros.
Quando ele viu Jesus, gritou, prostrou-se diante dele e exclamou em voz alta: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Imploro-te que não me atormentes.
Porque Jesus ordenara ao espírito impuro que saísse do homem. Pois já havia muito tempo que se apoderara dele; e prendiam-no com algemas e correntes; mas ele, quebrando as correntes, era impelido pelo demônio para lugares desertos.
Jesus lhe perguntou: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião; porque muitos demônios haviam entrado nele.
E rogavam a Jesus que não os mandasse para o abismo.
Andava pastando ali no monte uma grande manada de porcos; rogaram-lhe, então, que lhes permitisse entrar neles, e ele permitiu.
E depois de saírem do homem, os demônios entraram nos porcos; e a manada precipitou-se pelo despenhadeiro no lago e afogou-se.
Quando os que cuidavam da manada viram o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e nos campos.
E o povo saiu para ver o que havia acontecido e foi ao encontro de Jesus. E acharam o homem de quem haviam saído os demônios sentado aos pés de Jesus, vestido e em perfeito juízo; e ficaram atemorizados.
Em verdade vos digo: Alguns dos que estão aqui de modo algum provarão a morte até que vejam o reino de Deus.
A transfiguração
Cerca de oito dias depois de dizer essas palavras, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte para orar.
Enquanto orava, a aparência do seu rosto mudou, e a sua roupa tornou-se branca e resplandecente.
E dois homens falavam com ele, a saber, Moisés e Elias;
eles apareceram em glória e falavam da partida dele, que estava para acontecer em Jerusalém.
Pedro e os que estavam com ele haviam sido vencidos pelo sono; despertando, porém, viram a sua glória e os dois homens que estavam com ele.
E, quando estes se afastavam dele, Pedro disse a Jesus: Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias, mas sem saber o que dizia.
E um homem na multidão clamou: Mestre, peço-te que olhes com atenção para meu filho, meu único filho,
pois um espírito o domina, fazendo-o gritar subitamente, provoca-lhe convulsões até fazê-lo espumar pela boca e, mesmo depois de o ferir, dificilmente o larga.
E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.
Jesus disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos suportarei? Traze-me aqui teu filho.
Quando ele vinha chegando, o demônio o derrubou e provocou-lhe uma convulsão; mas Jesus repreendeu o espírito impuro, curou o menino e o entregou a seu pai.
E todos se maravilhavam com a majestade de Deus.
E admirando-se todos com tudo o que Jesus fazia, ele disse a seus discípulos:
A blasfêmia dos fariseus
Jesus estava expulsando um demônio que era mudo; e, quando o demônio saiu, o mudo falou; e a multidão ficou admirada.
Então um deles feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita.
Mas Jesus disse: Basta, deixai-os. E, tocando-lhe a orelha, o curou.
Jesus dá testemunho de João
E, quando os mensageiros de João se retiraram, Jesus começou a dizer às multidões a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?
Mas, que fostes ver? Um homem trajado de roupas finas? Os que se vestem com pompa e vivem no luxo estão nos palácios dos reis.
Mas, que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo, muito mais que profeta.
Este é aquele sobre quem está escrito:
Estou enviando à tua frente o meu mensageiro, que preparará adiante de ti o teu caminho.
Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há outro maior que João; mas o menor no reino de Deus é maior que ele.
E todo o povo que o ouviu, até mesmo os publicanos, reconheceram a justiça de Deus e receberam o batismo de João.
Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o plano de Deus para si mesmos, pois não foram batizados por João.
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