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4 mulheres que tocaram em Jesus e tiveram a vida transformada

Por Bíblia Online  - 
Três mulheres ajoelhadas, uma chorando, tocam o braço de um homem barbudo numa vila de pedra.

As 4 mulheres que tocaram em Jesus e tiveram a vida transformada

As quatro mulheres dos Evangelhos que tocaram em Jesus ou foram tocadas por Ele são a mulher com a hemorragia crônica, a mulher que lavou Seus pés na casa do fariseu, a mulher encurvada na sinagoga e Maria de Betânia. Em uma época em que normas religiosas e convenções sociais impunham isolamento e estigma a muitas mulheres, cada um desses encontros resultou em cura física, perdão de pecados e restauração pública da dignidade pessoal.

1. A mulher com o fluxo de sangue: a cura que rompeu o isolamento

Por doze anos, essa mulher enfrentou uma hemorragia constante que esgotou seus recursos com médicos sem trazer alívio. Além do desgaste físico, a lei cerimonial descrita em Levítico classificava essa condição como impureza ritual contínua: ela não podia participar do culto no Templo nem ter contato físico com a comunidade sem transmitir essa impureza a outros.

Ao saber que Jesus passava, ela enfrentou a multidão decidida a tocar apenas na barra do Seu manto, crendo que isso bastaria.

Nas proximidades estava certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de hemorragia e já tinha gasto tudo o que podia com os médicos, mas ninguém fora capaz de curá-la. Ela conseguiu se aproximar de Jesus, por trás, e tocou na borda de seu manto, quando no mesmo instante se lhe cessou completamente a hemorragia.(Lucas 8:43,44)

O milagre aconteceu na hora, mas Jesus não permitiu que ela saísse em segredo. Ao parar e perguntar quem O havia tocado, Jesus não queria repreendê-la, mas reintegrá-la diante de todos. Ao chamá-la carinhosamente de "filha" em Lucas 8:48, Ele assegurou publicamente à comunidade que ela estava sã, limpa e restaurada em sua dignidade.

2. A mulher pecadora na casa de Simão: lágrimas, unção e perdão

Durante uma refeição na casa de Simão, um líder fariseu, uma mulher da cidade com fama de pecadora entrou no recinto. Ela carregava um frasco de alabastro com óleo perfumado de alto valor e aproximou-se por trás de Jesus, chorando.

Seu gesto de arrependimento e devoção foi marcante: lavou os pés de Jesus com as próprias lágrimas, enxugou-os com os cabelos, beijou-os repetidamente e os ungiu, conforme relata Lucas 7:37-38.

Simão julgou a cena com desprezo, concluindo que Jesus não conhecia a reputação daquela mulher. O Senhor, porém, ensinou que quem reconhece o peso da própria dívida ama muito mais ao receber o perdão. Em resposta à entrega dela, Jesus confirmou a absolvição dos seus pecados:

Por tudo isso, te asseguro: o grande amor por ela demonstrado prova que seus muitos pecados já foram todos perdoados. Mas onde há necessidade de pouco perdão, pouco amor é revelado.

Em seguida, Jesus afirmou à mulher: "Perdoados estão todos os teus pecados!"(Lucas 7:47,48)

3. A mulher encurvada: a imposição de mãos que libertou no sábado

Durante o sábado, Jesus ensinava em uma sinagoga quando viu uma mulher que vivia havia dezoito anos presa a uma enfermidade física que a impedia de se endireitar. Diferente de outros casos, ela não fez nenhum pedido a Jesus: foi o Mestre quem a chamou para a frente e tocou diretamente o corpo dela.

Ao observá-la, Jesus pediu que viesse à frente e lhe afirmou: "Mulher, estás livre da tua enfermidade".

Em seguida, lhe impôs as mãos; e naquele mesmo instante ela se endireitou, e passou a glorificar a Deus. Entretanto, o dirigente da sinagoga, indignado ao ver Jesus curando no sá-bado, admoestou a multidão: "Há seis dias em que se deve trabalhar; vinde, portanto, nesses dias para serdes curados e não no sábado!"

Então o Senhor exclamou: "Hipócritas! Porventura, cada um de vós não desamarra, no sábado, o seu boi ou jumento do estábulo e o leva dali para servir-lhe água?

Sendo assim, por qual motivo não se deveria libertar, em dia de sábado, esta mulher, uma filha de Abraão, a quem Satanás escravizava por dezoito anos?"(Lucas 13:12-16)

A imposição das mãos de Jesus desfez de imediato a opressão daquela doença. Quando o chefe da sinagoga protestou contra a cura no dia de descanso religioso, Jesus defendeu a mulher perante todos, chamando-a de "filha de Abraão" em Lucas 13:16 — reafirmando o valor dela e o seu lugar legítimo no povo da aliança de Deus.

4. Maria de Betânia: o toque de adoração e sepultamento

Às vésperas da crucificação, Jesus estava à mesa na casa de Simão, o leproso, na aldeia de Betânia. Maria, irmã de Lázaro e Marta, entrou com um vaso de alabastro contendo nardo puro, um unguento caríssimo equivalente a quase um ano de salário de um trabalhador da época.

Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça e os pés de Jesus, enxugando-os com os cabelos. Judas Iscariotes e outros discípulos criticaram o ato, chamando-o de desperdício financeiro. Jesus, no entanto, interrompeu a censura e revelou o valor espiritual do gesto:

"Deixai-a em paz!"- ordenou-lhes Jesus. "Por que causais problemas a esta mulher? Ela realizou uma boa ministração para comigo".

Quanto aos pobres, sempre os tendes ao vosso lado, e os podeis ajudar todas as vezes que o desejardes, todavia a mim nem sempre me tereis. A mulher fez tudo que estava ao seu alcance. Derramou o bálsamo sobre mim, antecipando a preparação do meu corpo para o sepultamento. Com toda a certeza Eu vos asseguro: onde quer que o Evangelho for pregado, por todo o mundo, será também proclamada a obra que esta mulher realizou, e isso para que ela seja sempre lembrada".(Marcos 14:6-9)

Aquele toque não era extravagância: era adoração pura e um ato profético de preparação para o sepultamento de Cristo, eternizado como testemunho onde quer que a mensagem do Evangelho fosse anunciada.

Perguntas frequentes sobre as mulheres que tocaram em Jesus

Por que desatar os cabelos em público era um escândalo cultural?

Na sociedade judaica do primeiro século, soltar os cabelos diante de estranhos era considerado ato impróprio e humilhante para uma mulher. O fato de a mulher em Lucas 7 e Maria de Betânia usarem os próprios cabelos para enxugar os pés de Jesus evidencia a renúncia total ao orgulho e a entrega absoluta ao Mestre.

Por que a mulher com fluxo de sangue evitou falar abertamente com Jesus?

Pelas prescrições cerimoniais de pureza, o sangue tornava a mulher cerimonialmente impura e transmitia impureza a qualquer pessoa que ela tocasse. Ela temia ser rejeitada, expulsa ou punida publicamente pela multidão, mas acreditava convictamente que tocar na vestimenta de Jesus traria sua cura.

Como as atitudes de Jesus transformaram o valor da mulher na sociedade da época?

Jesus acolheu mulheres no círculo de Seus seguidores, ensinou-lhes as Escrituras em pé de igualdade espiritual, defendeu-as da hipocrisia de líderes religiosos e as escolheu para serem as primeiras testemunhas oculares da Sua ressurreição.

Eneilson Silva
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