Namoro e sexo: o limite da pureza e o perdão
O que a Bíblia ensina sobre sexo no namoro
A Bíblia reserva a relação sexual exclusivamente para o casamento, tratando o sexo não como algo vergonhoso, mas como uma aliança sagrada. Por isso, no namoro, a orientação bíblica é o domínio próprio e a pureza, guardando a intimidade física para quando houver o compromisso matrimonial.
Em Tessalônica, uma cidade imersa na liberdade sexual do Império Romano, Paulo precisou lembrar aos novos convertidos que seguir a Cristo exigia uma postura diferente da cultura ao redor:
Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra, não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.(1 Tessalonicenses 4:3-5)
A mentalidade comum da época defendia que os apetites do corpo não tinham relação com a fé. Em Corinto, Paulo rebateu essa separação ensinando que o corpo não foi feito para a imoralidade, mas para o Senhor:
Os manjares são para o ventre, e o ventre, para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.(1 Coríntios 6:13)
Essa busca pela integridade moral não é um mero conjunto de proibições, mas a resposta de quem orienta a própria vida pela esperança em Jesus:
E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.(1 João 3:3)
O que fazer quando os limites foram ultrapassados
Quando limites são rompidos no namoro, o caminho bíblico não é o encobrimento do erro nem o peso da culpa contínua, mas a confissão honesta. O Salmo 32 descreve o desgaste físico e emocional de quem tenta disfarçar a falha, comparado ao alívio da restauração:
Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá) Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá)
Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão.(Salmos 32:1-6)
O arrependimento genuíno reconhece a santidade de Deus e assume a responsabilidade sem transferir culpas:
Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.(Salmos 51:2-4)
A graça de Deus não apenas perdoa o passado, mas renova a mente e as decisões do casal para recomeçar com limites claros e propósitos firmes:
Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário.(Salmos 51:7-12)
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