Nova Aliança: o que é e seus efeitos na vida
O que é a Nova Aliança
A Nova Aliança é o compromisso definitivo de reconciliação que Deus estabeleceu com a humanidade por meio de Jesus Cristo. Diferente do pacto firmado no monte Sinai — gravado em pedras e mantido por sacrifícios de animais —, a Nova Aliança transforma o interior do ser humano, concede perdão total dos pecados e garante acesso direto a Deus pela graça.
Séculos antes da vinda de Cristo, o profeta Jeremias anunciou que o modelo antigo, quebrado constantemente pelo povo, seria substituído por uma aliança gravada na própria consciência e no coração de quem crê.
Estão a chegar os dias, diz o Senhor, em que farei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá,
diferente da aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, aliança que eles violaram. (Por isso) fiz sentir sobre eles o meu poder, diz o Senhor.
Eis a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor; Imprimirei a minha lei no seu íntimo. escrevê-la-ei nos seus corações; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
Ninguém ensinará mais o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor - porque todos me conhecerão, desde o mais pequeno até ao maior, diz o Senhor, pois perdoarei a sua maldade e não me lembrarei mais do seu pecado.(Jeremias 31:31-34)
A carta aos Hebreus explica que essa mudança não foi um improviso, mas o plano definitivo de Deus. Jesus assumiu o papel de fiador dessa aliança superior, tornando o antigo sistema cerimonial superado e desnecessário.
Jesus tornou-se por isso mesmo o fiador de uma aliança melhor.(Hebreus 7:22)
Mas (Cristo) recebeu um ministério tanto mais elevado quanto melhor a aliança de que é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas.
De facto, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, não se buscaria lugar para uma segunda.(Hebreus 8:6,7)
Falando de aliança nova, Deus declarou antiquada a primeira. Ora o que envelhece e se torna antiquado, está prestes a perecer.(Hebreus 8:13)
Como a Nova Aliança foi selada
Na noite anterior à sua crucificação, durante a Última Ceia, Jesus apresentou aos discípulos o sentido de sua morte. Ao erguer o cálice com vinho, Ele associou diretamente o seu sangue ao cumprimento da aliança prometida pelos profetas.
Depois, tomando um cálice, deu graças, e deu-lho, dizendo: "Bebei dele todos.
Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por muitos para remissão dos pecados.(Mateus 26:27,28)
Tomou da mesma sorte o cálice, depois de cear, dizendo: "Este cálice é a nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós.(Lucas 22:20)
Na tradição bíblica, nenhuma aliança era inaugurada sem derramamento de sangue. O sistema mosaico dependia de sacrifícios diários no tabernáculo, que serviam apenas como lembrete temporário do pecado, sem poder para purificar a consciência. A morte de Jesus encerrou esse ciclo: Ele ofereceu um sacrifício perfeito, único e eterno.
quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência das obras de morte para servir a Deus vivo!
Por isso ele é mediador do novo testamento, a fim de que, intervindo a sua morte para o perdão daquelas prevaricações que havia sob o antigo, os chamados recebam a herança eterna que lhes foi prometida.(Hebreus 9:14,15)
De facto, onde há um testamento, é necessário que intervenha a morte do testador,
porque o testamento só produz seu efeito em caso de morte, não tendo força enquanto vive o testador.
Por isso nem mesmo o primeiro testamento foi inaugurado sem sangue.
Efetivamente Moisés, tendo lido a todo o povo todos os preceitos da lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, com lã tinta de escarlate e com hissopo aspergiu o mesmo livro (que continha a lei) assim como todo o povo,
dizendo: Este é o sangue da aliança que Deus contraiu convosco (Ex. 24, 8).(Hebreus 9:16-20)
Efetivamente a lei, tendo apenas a sombra dos bens futuros, não a própria realidade, nunca pode, com aquelas mesmas vítimas que se oferecem incessantemente, cada ano, tornar perfeitos os que se aproximam de Deus.
Doutra sorte não teriam cessado de as oferecer, porque os sacrificadores, uma vez purificados, não mais teriam tido consciência de pecado?
Mas nestes sacrifícios faz-se memória dos pecados, todos os anos,
porque é impossível que, com o sangue dos touros e dos bodes, se tirem os pecados.(Hebreus 10:1-4)
Os efeitos da aliança na vida diária
A Nova Aliança traz consequências práticas para a vida de quem confia em Cristo. O apóstolo Paulo contrastou a lei escrita — que apontava a falha humana mas não dava poder para superá-la — com a ação do Espírito Santo, que vivifica e capacita o crente a viver de forma agradável a Deus.
E temos esta confiança em Deus, por Cristo.
Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa (sobrenaturalmente boa), como vinda de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus,
o qual também nos fez idôneos ministros da nova Aliança, não pela letra (da lei), mas pelo Espírito, porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.(2 Coríntios 3:4-6)
Por meio do sacrifício de Jesus, barreiras étnicas e espirituais foram desfeitas: quem estava distante das promessas de Deus foi acolhido na mesma família de fé. O resultado desse pacto não é a mera observância de ritos, mas uma nova criação espiritual e o ministério contínuo de reconciliação com o próximo.
Se algum, pois, está em Cristo (por meio do batismo), é uma nova criatura: passaram as coisas velhas; eis que tudo se fez novo.
Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos deu a nós o ministério da reconciliação,
porque era Deus que reconciliava consigo o mundo em Cristo, não Ihes imputando os seus pecados e encarregando-nos a nós da palavra de reconciliação,
Logo, nós desempenhamos as funções de embaixadores por Cristo, exortando-voe Deus por meio de nós. Por Cristo vos rogamos, reconciliai-vos com Deus.
Aquele que não tinha conhecido pecado, (Deus) o fez pecado por nós, para que nos tornássemos nele justiça de Deus.(2 Coríntios 5:17-21)
Por isso lembrai-vos, vós, os gentios de origem, chamados incircuncidados pelos que se chamam circuncidados na sua carne por mão de homem,
(lembrai-vos) que estáveis nesse tempo sem Cristo, separados da sociedade de Israel, estranhos às alianças, sem esperança da promessa e sem Deus neste mundo.
Mas agora (que viveis espiritualmente) em Jesus Cristo, vós, que outrora estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.(Efésios 2:11-13)
A caridade (de Deus) consiste nisto: em não termos sido nós os que amamos a Deus, mas em ter sido ele que nos amou e enviou o seu Filho, como vítima de propiciação pelos nossos pecados.(1 João 4:10)
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