O perdão e a vitória sobre o mal: a lição de Paulo
Redação Bíblia Online Publicado em
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- Reescrito do devocional de 22 de setembro de 2025.
Perdoar diante de quem viu tudo
Ngma ayɔng fi iyin ku fuut yin ne, imi ku fuut e bà. Wat ikyɛng fi imi fuut ide, ki iyet ifi fuut, in nye anɔng akuce yin, i sɛ kusonong ashon Anet-Isheshek, kɔn aShetan bi nye ikyɛng fɛ̀ a da ki borok yit mo; nek iyit yet yit batsen ni irèn iras nkyɔrɔk wu awo.(2 BaKorinti 2:10,11)
O nome aparece na tela e o estômago aperta. Você não vai responder. Não hoje. A conversa que ficou pela metade, a palavra que machucou, o pedido de desculpas que nunca veio — tudo volta no segundo em que aquele nome acende. E a gente guarda. Não porque quer, mas porque soltar parece dar razão a quem errou.
Paulo escreve para uma igreja que estava nesse ponto. Alguém em Corinto tinha causado um estrago, a comunidade reagiu com dureza, e agora a pergunta era: até quando? A resposta dele é curta: perdoem. E o motivo não é "deixa para lá".
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Quem assiste ao perdão
Paulo diz que perdoou "na presença de Cristo". É dizer que, quando duas pessoas se reconciliam, há uma terceira presença ali — e é a de Jesus. Ele é a testemunha do ato. Como um tabelião que confere o documento e assina embaixo: está registrado. A reconciliação não acontece só entre você e a outra pessoa; acontece diante de Deus, e Ele a reconhece.
Muitos cristãos leem nessa direção a promessa de Jesus a Pedro sobre ligar e desligar na terra e no céu (Mateus 16:19). Seja qual for o alcance daquelas palavras, o ponto de Paulo é claro: perdão aqui embaixo tem peso lá em cima.
Por isso o perdão é um dos momentos mais fortes da vida de uma igreja. Estudo, louvor, dons: tudo isso é bom. Mas nada se compara a um ofendido e um ofensor se olhando de novo nos olhos. É ali que a vida de Deus aparece em gente comum.
O que o rancor entrega
O versículo 11 explica por que isso importa tanto: Paulo perdoa para que Satanás não leve vantagem. Ele vê o não perdão como uma brecha. Uma igreja dividida, um irmão esmagado pela culpa sem ninguém que o levante, uma mágoa alimentada por anos — tudo isso é terreno em que o mal trabalha. Paulo diz que não ignora as intenções do inimigo. Ele conhece o ardil: transformar uma ferida em muro.
Jesus foi ainda mais direto. No Sermão do Monte, logo depois do Pai Nosso, ele liga o perdão que recebemos ao perdão que damos (Mateus 6:14 e Mateus 6:15). A leitura mais comum não vê aí uma troca — graça não se compra — mas um sinal: quem foi perdoado de verdade não consegue ficar com a mão fechada por muito tempo. Negar perdão depois de ter recebido o de Deus na cruz é recusar a própria vida que Ele quis dar.
A vitória sobre o mal não é um evento espetacular. É você perdoando. Cada vez que isso acontece, o plano de dividir, isolar e adoecer perde terreno. O texto não diz que a dor some na hora, nem que a relação volta a ser o que era. Diz que ele não ganha.
O gesto que cabe hoje
Perdoar não é sentir carinho de novo. É decidir não cobrar mais a dívida. Isso cabe no dia: talvez seja responder àquela mensagem com duas linhas. Talvez seja dizer em voz baixa, antes de dormir: "eu solto". Talvez seja só pedir a Deus a vontade de perdoar, porque ela ainda não existe — e isso também é começo.
O nome continua lá na tela. Mas agora não é só você e ele. Cristo está na sala, olhando. E o que você fizer com esse perdão, Ele reconhece.
O perdão aplicado a quem nos ofende é a forma mais elegante de envergonhar Satanás.
Deus perdoador, se não fosse o teu perdão, estaríamos perdidos sem remédio. Dá-nos coragem para perdoar como tu perdoas — hoje, essa pessoa, essa ofensa. Amém.
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