Masturbação: o que a Bíblia diz e o caso de Onã
Redação Bíblia Online Publicado em
A Bíblia não fala de masturbação — nem para proibir, nem para liberar
A Bíblia não menciona a masturbação. Nenhum versículo, do Gênesis ao Apocalipse, usa a palavra ou descreve o ato para condená-lo ou para permiti-lo — e o único trecho que costuma ser citado nesse sentido, a história de Onã, trata de outra coisa, como você vai ver adiante.
O que a Bíblia faz é falar, com insistência, de três coisas que cercam o assunto: o que a pessoa faz com o corpo, o que ela alimenta na mente e quem está no controle — ela ou o impulso. É a partir dessas três coisas que os cristãos, ao longo de dois mil anos, construíram uma resposta.
E a resposta, na maior parte da tradição cristã, foi esta: o problema raramente está no gesto físico isolado, e quase sempre está no que vem junto com ele — a fantasia com alguém que não é seu cônjuge, a pornografia, o hábito que toma conta. Há cristãos sérios que vão mais longe e consideram o ato errado em qualquer circunstância; há outros que entendem que, sem esses acompanhantes, a Bíblia não autoriza ninguém a chamá-lo de pecado. As duas posições têm nome e têm argumentos, e este texto apresenta as duas.
Se há um versículo que resume por onde a Bíblia entra no assunto, é este, escrito por Paulo a uma igreja recém-formada numa cidade pagã, em 1 Tessalonicenses 4:3-5:
A vontade de Deus é que sejam santificados e que se abstenham da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que não conhecem a Deus.
Repare na ordem das ideias. Primeiro a vontade de Deus: santificação. Depois o que isso exclui: a imoralidade sexual. Depois o que isso exige: que cada um "saiba controlar o próprio corpo". A palavra grega que a ACF traduz por "vaso" (skeuos) é discutida — alguns leem "esposa", a maioria das traduções modernas lê "corpo" —, mas o ponto não muda: a sexualidade é algo que o cristão governa, não algo que o governa. E o contraste é com "os gentios que não conhecem a Deus", gente que vivia o desejo como força sem dono.
É esse o enquadramento. Tudo o que vem a seguir é desdobramento dele.
Este artigo faz parte de Dúvidas e Explicações Perguntas Frequentes
O pecado de Onã não foi masturbação
Se você já ouviu que a Bíblia condena a masturbação, provavelmente ouviu junto o nome de Onã. A palavra "onanismo" virou sinônimo do ato em vários idiomas, e muita gente assume que a história de Gênesis 38 é uma condenação direta. Não é.
O contexto é uma lei israelita antiga chamada levirato, descrita em Deuteronômio 25:5-10: quando um homem morria sem filhos, o irmão dele devia casar com a viúva, e o primeiro filho desse casamento seria contado como filho do falecido — herdeiro do nome e da terra dele. Era o jeito de uma família não desaparecer.
Er, o irmão mais velho de Onã, morre sem filhos. Judá, o pai, manda Onã cumprir a obrigação com Tamar, a viúva. Onã se deita com ela, mas "derramava o sêmen no chão" para não dar um filho que seria contado como do irmão — porque esse filho também ficaria com a herança que, de outro modo, cairia nas mãos do próprio Onã. O texto diz que ele fazia isso "sempre que" se deitava com ela: era um padrão, não um lapso. E o Senhor o fez morrer por isso.
Olha o que está em jogo ali: um homem que usa a cunhada para o próprio prazer enquanto nega a ela e ao irmão morto exatamente o que a lei e a família exigiam dele, por ganância. É traição de dever familiar e exploração de uma mulher vulnerável. Não há masturbação na cena — há uma relação sexual interrompida de propósito, dentro de um casamento imposto por lei.
Vale notar que a leitura tradicional católica usou essa passagem por séculos como base para condenar qualquer ato sexual que evitasse a concepção, e daí veio a associação com a masturbação. Mas o próprio texto não dá esse passo. Lido no seu contexto, Gênesis 38 ensina sobre justiça, herança e cuidado com a viúva — não sobre o que uma pessoa faz sozinha.
O que Jesus disse sobre o desejo no coração
O trecho que realmente pesa nessa conversa não fala de masturbação, mas fala do que costuma acompanhá-la. Está no Sermão do Monte, quando Jesus retoma o mandamento "não adulterarás" e o leva para dentro da pessoa, em Mateus 5:27-30:
Mas eu digo que qualquer que olhar para uma mulher e desejá-la já cometeu adultério com ela no coração.(Mateus 5:28)
Duas palavras importam aqui. A primeira é o verbo traduzido por "cobiçar" ou "olhar com intenção impura" — no grego, epithymeō, desejar intensamente, querer para si. Não é notar que alguém é bonito; é olhar para alguém como objeto de posse. A segunda é o contexto: Jesus está explicando o mandamento contra o adultério, então a "mulher" em questão é alguém que não é sua. O pecado que Ele nomeia é desejar, por dentro, uma pessoa que não lhe pertence.
É por isso que a tradição cristã ligou esse versículo à masturbação: na prática, o ato quase nunca acontece no vazio. Ele vem com imagens — de uma pessoa conhecida, de uma ex, de alguém da pornografia. E Jesus diz que a imaginação sexual com alguém que não é seu cônjuge já é adultério diante de Deus, mesmo que ninguém jamais saiba.
Os versículos seguintes, sobre arrancar o olho e cortar a mão, não são ordem literal — Jesus usa exagero para dizer o quanto isso é sério: melhor perder algo que você considera parte de si do que deixar que esse algo o leve à ruína. Quem já tentou largar um hábito sexual sabe que a frase não é exagero nenhum na experiência: às vezes é o celular que precisa sair do quarto, a conta que precisa ser apagada, o horário que precisa mudar.
Aqui está a premissa que sustenta a conclusão majoritária, e vale deixá-la explícita: se a masturbação depende de cobiçar alguém no pensamento, então ela cai sob Mateus 5:28. A divergência entre cristãos, como você vai ver, está em se existe masturbação que não depende disso.
Seu corpo não é seu
Paulo escreveu a Corinto, uma cidade portuária famosa pela prostituição, e encontrou na igreja um slogan que circulava: "tudo me é permitido" (1 Coríntios 6:12). Alguns cristãos de lá raciocinavam que, se a salvação é pela graça e o corpo vai morrer mesmo, o que se faz com ele não tem peso espiritual. Paulo gasta boa parte do capítulo desmontando isso, e o argumento culmina em 1 Coríntios 6:19-20:
Acaso não sabem que o corpo de vocês é templo do Espírito Santo, que está em vocês, o qual receberam de Deus? Vocês não são de vocês mesmos; foram comprados por um preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.(1 Coríntios 6:19,20)
A lógica é de propriedade. Deus pagou um preço por você — a morte de Cristo — e o que Ele comprou inclui o corpo. Então não existe uma área da vida, muito menos a sexualidade, que seja "só sua" e fora do alcance dessa compra. O corpo é templo, lugar onde o Espírito habita; o que se faz com ele é feito dentro do templo.
Isso não é um texto sobre masturbação em específico. É um texto sobre o que o corpo é. Mas ele muda a pergunta de lugar: em vez de "existe algum versículo que me proíba isso?", a pergunta passa a ser "isso glorifica a Deus no corpo que Ele comprou?". Para quem leva o texto a sério, a ausência de uma proibição explícita deixa de ser argumento suficiente.
No capítulo seguinte, Paulo diz onde a sexualidade tem lugar. Em 1 Coríntios 7:2-5, ele descreve o sexo no casamento como algo mútuo, devido um ao outro: o corpo do marido não é só dele, o da esposa não é só dela, e nenhum dos dois deve se privar do outro. A sexualidade bíblica é, por desenho, voltada para outra pessoa — uma entrega, não um consumo. Esse é o pano de fundo de toda a discussão: a masturbação é, por definição, sexo voltado para si mesmo, e é isso que a tradição cristã olha com desconfiança.
O que ocupa a mente
Se Mateus 5 diz o que não deve estar na imaginação, Filipenses 4:8 diz o que deve:
Finalmente, irmãos, pensem em tudo o que for verdadeiro, tudo o que for digno de respeito, tudo o que for justo, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, em tudo o que houver alguma virtude ou algo de louvor.(Filipenses 4:8)
Paulo escreveu isso da prisão, para uma igreja ansiosa, e o versículo não é sobre sexo. Mas ele estabelece um critério que serve para qualquer área: o que você escolhe deixar ocupar o pensamento tem de ser verdadeiro, puro, amável, digno de respeito. E aqui a conversa chega onde ela normalmente precisa chegar — a pornografia.
A pornografia não é hipótese nesse assunto; é o combustível mais comum. E sobre ela a Bíblia não é ambígua, mesmo sem usar a palavra: imagens produzidas para gerar cobiça por pessoas reais, muitas vezes exploradas, não passam por nenhum dos filtros de Filipenses 4:8. Quando a masturbação está ligada a isso — e, estatisticamente, na maior parte das vezes está —, a questão deixa de ser "o ato é pecado?" e passa a ser "o que estou colocando nos meus olhos é verdadeiro, puro e digno?". A resposta costuma ser óbvia.
Domínio próprio é fruto, não força de vontade
A palavra que a Bíblia usa para a capacidade de governar o desejo é "domínio próprio" — no grego, enkrateia. E ela aparece num lugar que muda a forma de lidar com o assunto: na lista do fruto do Espírito, em Gálatas 5:22-23, ao lado de amor, alegria, paz e paciência.
Isso é importante por dois motivos. Primeiro, porque a Bíblia trata a falta de controle sexual como um problema real, não como detalhe — a lista das "obras da carne", logo antes, começa com imoralidade sexual e impureza. Segundo, e isso aqui é o que mais interessa a quem está lutando, porque o domínio próprio é descrito como fruto: algo que o Espírito produz na pessoa ao longo do tempo, não algo que ela arranca de si mesma num esforço de fim de semana.
Quem vive a masturbação como compulsão — faz, se arrepende, promete, faz de novo — costuma estar tentando produzir sozinho o que o texto diz que é produzido pelo Espírito. O caminho bíblico para o domínio próprio passa por oração, pela Palavra, por comunhão com outros cristãos e, quando preciso, por ajuda concreta. Não por ranger os dentes.
Duas leituras entre os cristãos, e de onde cada uma vem
Chegou a hora de nomear as posições. Este texto é escrito a partir da teologia evangélica histórica, e dentro dela há mais de uma leitura legítima.
A posição majoritária ao longo da história da igreja considera a masturbação pecado. A Igreja Católica, no seu Catecismo, trata o ato como "intrinsecamente e gravemente desordenado", porque separa o prazer sexual do propósito de união e procriação. Boa parte da tradição evangélica histórica — os puritanos, a tradição reformada, e muitos pastores e conselheiros bíblicos hoje — chega a uma conclusão parecida por outro caminho: não pela natureza do ato em si, mas porque ele quase sempre depende da cobiça que Jesus condena em Mateus 5:28, porque fecha a sexualidade em si mesma, ao contrário da entrega mútua de 1 Coríntios 7, e porque vicia. Nessa leitura, a ausência de um versículo direto não pesa: a Bíblia também não cita nominalmente várias coisas que todos reconhecem como erradas, e os princípios bastam.
A segunda posição, presente em parte do evangelicalismo contemporâneo e defendida por conselheiros cristãos conhecidos — James Dobson, por exemplo, escreveu que não acredita que a Bíblia trate o ato em si como pecado —, faz uma distinção. O ato físico, isolado, não tem proibição bíblica e não pode ser chamado de pecado sem acrescentar algo ao texto. O que a Bíblia condena é o que frequentemente o acompanha: a fantasia com pessoas reais, a pornografia, a compulsão que anula o domínio próprio, o uso dele para fugir de um casamento. Tire esses elementos e, segundo essa leitura, resta uma questão de consciência, não um mandamento quebrado.
Vale notar o que as duas posições têm em comum, porque é mais do que parece: nenhuma delas defende a pornografia; nenhuma delas acha que fantasiar com outra pessoa é neutro; nenhuma delas trata a compulsão como liberdade. A diferença real é sobre o caso mais raro — a masturbação sem imagens, sem hábito e sem fuga — e sobre se a Bíblia autoriza alguém a chamá-la de pecado. Quem está lutando com o assunto na vida real raramente está nesse caso raro.
Casado ou solteiro: muda alguma coisa?
Muda a pergunta, embora não mude os princípios.
Para o solteiro, a Bíblia não oferece uma válvula de escape. Paulo é honesto sobre isso em 1 Coríntios 7:9 — "é melhor casar do que ficar abrasado" — e a resposta dele ao desejo intenso é o casamento, não um substituto. Ele também sabia, porque era solteiro, que nem todos vão se casar logo, e chamou a vida solteira de dom (1 Coríntios 7:7). O que a Bíblia pede a quem não é casado é uma coisa difícil: viver o desejo sem dar a ele uma saída fora do propósito para o qual foi feito. Isso não é tarefa de um dia, e o texto nunca finge que é.
Para o casado, 1 Coríntios 7:3-5 adiciona um elemento: o corpo de cada um pertence também ao outro. Quando a masturbação substitui o cônjuge, é feita em segredo, ou alimenta uma vida sexual paralela em que a esposa ou o marido não entra, ela fere diretamente o que Paulo descreve — a entrega mútua. Há casais que, por doença, distância ou outra razão, conversam abertamente sobre o assunto, e aí a situação é outra. Mas o segredo é quase sempre o sinal de que algo está no lugar errado.
Para ambos, a pergunta que o texto bíblico faz é a mesma: isso me aproxima do que Deus desenhou para a sexualidade, ou me afasta?
Culpa, compulsão e o que fazer agora
Se você chegou aqui com a busca "é errado se tocar", é provável que já venha carregando culpa — e talvez venha há anos. Então vale dizer algo antes de qualquer conselho: culpa persistente que não leva a lugar nenhum não é a voz de Deus. A convicção que vem do Espírito aponta para o perdão e para a mudança; a condenação que fica rodando, sozinha, só isola. A promessa que a Bíblia faz a quem cai e volta é esta:
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.(1 João 1:9)
Repare que João escreve para cristãos, e escreve "se confessarmos", no plural, incluindo a si mesmo. Não há aí a expectativa de que o crente nunca caia; há a garantia do que acontece quando ele cai e volta. Isso vale para a milésima vez tanto quanto para a primeira. Quem usa a culpa como motivação para parar costuma falhar; quem parte da certeza de que já está perdoado tem chão para andar.
Agora, o lado prático. Se a masturbação é compulsão — você tenta parar e não consegue, ela organiza seu dia, está ligada a horas de pornografia —, a Bíblia tem um conselho que a maioria pula: Tiago 5:16 manda confessar os pecados uns aos outros e orar uns pelos outros para que haja cura. O segredo é o ambiente em que o hábito vive. Um amigo de confiança, um pastor, um grupo de homens ou de mulheres que saiba — isso muda mais do que qualquer promessa feita sozinho no escuro.
E, quando o hábito tem raízes mais fundas — trauma, ansiedade, uma dependência que já saiu do controle há muito tempo —, buscar um psicólogo ou terapeuta cristão não é falta de fé. É o mesmo princípio de Tiago, com alguém treinado.
Uma coisa a evitar: tratar o assunto como o pecado que define quem você é. A Bíblia não tem um versículo que faça isso. Tem muitos que dizem que você foi comprado por preço e que o Espírito está produzindo em você, devagar, domínio próprio.
Voltando a 1 Tessalonicenses 4
O versículo-âncora desta página não responde "sim" ou "não". Ele faz algo melhor: diz qual é a vontade de Deus para a sexualidade — santificação — e descreve o cristão como alguém que "sabe controlar o próprio corpo em santificação e honra", em contraste com quem vive o desejo sem dono.
Essa é a medida que a Bíblia oferece para a pergunta que trouxe você aqui. Não "existe um versículo que proíbe?", mas "estou governando meu corpo com honra, ou sendo governado por ele?". Leia 1 Tessalonicenses 4 completo, do versículo 1 ao 8: Paulo termina dizendo que quem rejeita essa instrução não rejeita um homem, mas o Deus que deu o Espírito Santo. É ali que o assunto, no fim, se decide.
Onanismo é o mesmo que masturbação na Bíblia?
Não. A palavra "onanismo" vem de Onã, em Gênesis 38:8-10, mas o que Onã fez foi interromper a relação com a viúva do irmão para não dar a ela um filho que herdaria em nome do falecido. O pecado dele foi ganância e recusa de um dever familiar, não masturbação. A associação entre os dois é posterior ao texto.
Masturbação sem pornografia e sem fantasia é pecado?
É exatamente nesse ponto que os cristãos divergem. A posição majoritária histórica (católica e boa parte da evangélica) diz que sim, porque o ato fecha a sexualidade em si mesma, ao contrário do desenho de entrega mútua de 1 Coríntios 7. Outra corrente evangélica entende que, sem cobiça por alguém e sem compulsão, a Bíblia não autoriza chamar o ato de pecado, e a questão fica para a consciência. Nenhuma das duas trata a pornografia ou a fantasia com outras pessoas como aceitável.
"Fornicação" ou "imoralidade sexual" na Bíblia inclui masturbação?
A palavra grega é porneia, termo amplo para sexo fora do casamento — prostituição, adultério, incesto, relações antes do casamento. Nenhum uso bíblico de porneia se refere diretamente à masturbação, por isso o argumento contra ela não passa por essa palavra, mas por Mateus 5:28 (cobiça no coração) e pelo propósito do sexo em 1 Coríntios 6 e 7.
Como parar de se masturbar segundo a Bíblia?
A Bíblia não dá um método, mas dá princípios. Gálatas 5:22-23 descreve o domínio próprio como fruto do Espírito, não como força de vontade — então oração e vida com Deus vêm antes da técnica. Tiago 5:16 manda confessar uns aos outros, o que tira o hábito do segredo em que ele vive. Mateus 5:29-30 fala de cortar o que leva à queda, o que na prática significa remover o gatilho: o celular no quarto, o acesso à pornografia, o horário. E 1 João 1:9 garante perdão a cada recaída, para que a culpa não vire combustível do ciclo.
A masturbação é pecado para quem é casado?
Os princípios são os mesmos, mas 1 Coríntios 7:3-5 adiciona a entrega mútua: o corpo de cada cônjuge pertence também ao outro. Quando a masturbação substitui o cônjuge, é escondida ou alimenta uma vida sexual paralela, ela fere diretamente esse texto. Casais que lidam com doença, distância ou outros limites e tratam o assunto com honestidade estão numa situação diferente — o sinal de alerta quase sempre é o segredo.
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