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O que aconteceu na Sexta-feira Santa? Cronologia bíblica da morte de Jesus

Por Bíblia Online  - 
O que aconteceu na Sexta-feira Santa? Cronologia bíblica da morte de Jesus

A Sexta-feira Santa marca o dia em que Jesus Cristo foi crucificado e morreu na cruz. Para o cristianismo, esse é um dos acontecimentos mais importantes da história da salvação, pois representa o momento em que Cristo entregou sua vida para tratar do problema do pecado e cumprir o plano de redenção anunciado nas Escrituras.

Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João descrevem os acontecimentos desse dia com detalhes. A narrativa mostra que a crucificação de Jesus não aconteceu de forma isolada, mas foi resultado de uma sequência de eventos que envolveram acusações religiosas, julgamento político, sofrimento físico intenso e, por fim, a execução romana.

Compreender o que aconteceu na Sexta-feira Santa exige observar atentamente esses relatos bíblicos e entender o contexto histórico, religioso e espiritual que envolve esse momento.

Neste artigo, você vai entender o que aconteceu na Sexta-feira Santa segundo a Bíblia, analisando passo a passo os acontecimentos desse dia e o que os evangelhos revelam sobre a crucificação de Jesus.

1. O julgamento que levou Jesus à condenação

Os acontecimentos da Sexta-feira Santa começam após a prisão de Jesus na noite anterior, no jardim do Getsêmani. Depois de ser capturado, ele foi levado inicialmente aos líderes religiosos judeus, que o interrogaram e o acusaram de blasfêmia por afirmar sua identidade como Filho de Deus e Messias.

No entanto, o Sinédrio — o conselho religioso judaico — não possuía autoridade legal para aplicar a pena de morte sob o domínio romano. Por isso, Jesus foi levado ao governador romano da Judeia, Pôncio Pilatos.

Diante de Pilatos, a acusação mudou de caráter religioso para político. Os líderes religiosos afirmaram que Jesus se apresentava como “rei”, o que poderia ser interpretado como uma ameaça à autoridade de Roma.

Os evangelhos mostram que Pilatos não encontrou culpa em Jesus. Mesmo assim, diante da pressão da multidão e da insistência dos líderes religiosos, ele decidiu autorizar a execução. Para manter a ordem pública e evitar revolta, Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, seguindo o método romano de punição reservado para crimes considerados graves.

Esse julgamento revela um aspecto importante do contexto da crucificação: a morte de Jesus ocorreu dentro de um cenário de tensão política, pressão popular e conflito religioso.

2. A flagelação e a violência sofrida antes da crucificação

Antes de ser levado para a execução, Jesus foi submetido à flagelação romana. Esse castigo era extremamente brutal e fazia parte do processo de punição aplicado aos condenados à crucificação.

A flagelação consistia em chicotadas aplicadas com um instrumento chamado flagrum, que possuía tiras de couro com fragmentos de metal ou osso nas pontas. O objetivo era causar ferimentos profundos e enfraquecer o condenado antes da execução.

Além da violência física, os evangelhos relatam que os soldados romanos zombaram de Jesus. Eles o vestiram com um manto, colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça e o saudaram de forma irônica como “rei dos judeus”.

Esse momento revela a humilhação pública que Jesus enfrentou. Para os soldados, aquela encenação era uma forma de ridicularizar alguém que havia sido acusado de se apresentar como rei.

A flagelação e os abusos físicos explicam por que Jesus estava extremamente enfraquecido quando foi levado para o local da crucificação.

3. O caminho até o Gólgota

Após a flagelação, Jesus foi conduzido até o local onde seria executado. O lugar era chamado de Gólgota, palavra aramaica que significa “lugar da caveira”.

Era comum que os condenados carregassem parte da cruz até o local da execução. Esse trajeto servia como uma exposição pública do condenado, funcionando também como forma de intimidação para a população.

Os evangelhos relatam que, devido ao estado físico debilitado de Jesus, os soldados obrigaram um homem chamado Simão de Cirene a carregar a cruz por parte do caminho.

Esse detalhe mostra a gravidade do sofrimento que Jesus já havia enfrentado antes mesmo de chegar ao local da execução.

Por isso, o caminho até o Gólgota ficou conhecido posteriormente na tradição cristã como Via Dolorosa, expressão latina que significa “caminho de sofrimento”.

4. A crucificação: o método de execução romano

Ao chegar ao Gólgota, Jesus foi crucificado. A crucificação era um método de execução utilizado pelo Império Romano principalmente para escravos, rebeldes e criminosos considerados perigosos.

Nesse tipo de punição, a vítima era pregada ou amarrada a uma cruz de madeira e permanecia suspensa até morrer. A morte normalmente ocorria de forma lenta, causada por exaustão, perda de sangue e dificuldade progressiva para respirar.

Jesus foi crucificado entre dois criminosos, o que reforça a ideia de que Roma o tratou como um condenado comum.

Os evangelhos também relatam que uma inscrição foi colocada acima da cruz com a acusação contra ele: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. Essa prática era comum nas execuções romanas, pois indicava publicamente o motivo da condenação.

A crucificação de Jesus aconteceu diante de várias pessoas: soldados, líderes religiosos, curiosos e alguns de seus seguidores.

5. O que aconteceu enquanto Jesus estava na cruz?

Durante as horas em que permaneceu na cruz, diversos acontecimentos são registrados pelos evangelhos.

Algumas pessoas presentes zombavam de Jesus e desafiavam sua autoridade, sugerindo que ele deveria salvar a si mesmo se realmente fosse o Messias.

Ao mesmo tempo, os evangelhos também mostram momentos significativos durante a crucificação. Um dos homens crucificados ao lado de Jesus reconheceu sua inocência e pediu para ser lembrado por ele.

Outro detalhe relatado é a presença de algumas mulheres que acompanhavam o ministério de Jesus, além de alguns de seus discípulos.

Os evangelhos também descrevem fenômenos incomuns ocorridos naquele período, como um período de escuridão que se estendeu durante parte do dia.

Esses acontecimentos reforçam a importância daquele momento dentro da narrativa bíblica.

6. A morte de Jesus

Depois de várias horas na cruz, Jesus morreu. A morte na crucificação geralmente ocorria após grande sofrimento físico, e os evangelhos indicam que Jesus permaneceu na cruz por um período significativo antes de entregar seu espírito.

Os relatos bíblicos também mencionam acontecimentos simbólicos no momento de sua morte, como o rasgar do véu do templo em Jerusalém.

O véu separava o Lugar Santo do Santo dos Santos dentro do templo judaico. O rasgar desse véu é interpretado por muitos estudiosos cristãos como um sinal de que o acesso a Deus foi aberto por meio da obra de Cristo.

A morte de Jesus marca o ponto central da narrativa da Sexta-feira Santa.

7. O sepultamento de Jesus

Após a morte de Jesus, um membro respeitado do conselho judaico chamado José de Arimateia pediu a Pilatos permissão para retirar o corpo da cruz.

Ele providenciou o sepultamento de Jesus em um túmulo novo escavado na rocha. O corpo foi envolvido em um lençol de linho e colocado nesse sepulcro antes do início do sábado judaico, quando o trabalho deveria cessar.

Uma grande pedra foi colocada na entrada do túmulo para fechá-lo.

Esse sepultamento encerra os acontecimentos da Sexta-feira Santa e prepara o cenário para o evento que seria narrado posteriormente nos evangelhos: a ressurreição de Jesus.

Conclusão

Segundo a Bíblia, a Sexta-feira Santa foi o dia em que Jesus foi julgado pelas autoridades, condenado pelo governo romano, flagelado, crucificado e finalmente sepultado. Os evangelhos apresentam esses acontecimentos como o momento em que Cristo entregou sua vida na cruz.

Se este estudo bíblico ajudou você a entender o que aconteceu na Sexta-feira Santa segundo a Bíblia, compartilhe este artigo para que mais pessoas também possam compreender os acontecimentos desse dia registrados nos evangelhos.

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