O que é A Grande Comissão? Estudo bíblico e significado
Entre todas as declarações e mandamentos deixados por Jesus Cristo ao longo de Seu ministério terreno, nenhum carrega tanto peso estratégico e urgência espiritual quanto as Suas palavras finais dirigidas aos apóstolos. Conhecido amplamente na tradição cristã como A Grande Comissão, esse mandato define a missão central da Igreja na Terra e estabelece a razão de ser de cada seguidor de Cristo.
No entanto, com o passar dos séculos, é comum que a essência desse ensinamento seja diluída ou mal compreendida. Muitos enxergam a ordem de "ir e fazer discípulos" como uma tarefa exclusiva para missionários de carreira, evangelistas de multidões ou pastores. Outros confundem o fazer discípulos com o mero ato de recrutar pessoas para preencher os bancos de um templo.
Compreender o que Jesus realmente ensina na Grande Comissão nos convoca a uma mudança profunda de mentalidade. Trata-se de entender que o Evangelho não é uma mensagem para ser apenas preservada, mas sim expandida até aos confins da Terra através de relacionamentos intencionais de transformação.
O contexto: Da dor da cruz ao monte da autoridade divina
Para capturar o impacto real das palavras de Jesus em Mateus 28, precisamos nos transportar para o ambiente emocional e histórico em que os discípulos se encontravam. Apenas alguns dias antes, aquele grupo de homens havia vivenciado o trauma devastador da crucificação. Eles viram o Mestre ser preso, humilhado e morto, o que espalhou o medo, a dúvida e a sensação de fracasso entre eles.
A ressurreição de Cristo mudou o rumo da história, mas os discípulos ainda estavam tentando assimilar aquela nova realidade. Jesus os convoca para um monte na Galileia, uma região marcada pela mistura de povos e considerada periférica na época, o mesmo lugar onde Ele havia começado a chamá-los anos antes.
Naquele cenário de reencontro, misturado com adoração e ainda pequenas dúvidas de alguns, Jesus não faz um discurso de despedida nostálgico. Ele se posiciona não mais apenas como o Mestre da Galileia, mas como o Rei soberano do universo que venceu a morte, pronto para comissionar um grupo de homens comuns para uma missão de proporções globais.
A explicação bíblica: Os quatro pilares do mandato de Cristo
A Grande Comissão está registrada no Evangelho de Mateus no capítulo 28, versículos 18 a 20. Esse texto é estruturado sobre quatro pilares fundamentais que mostram a extensão e os recursos da missão:
Καὶ προσελθὼν ὁ Ἰησοῦς ἐλάλησεν αὐτοῖς λέγων· «Ἐδόθη μοι πᾶσα ἐξουσία ἐν οὐρανῷ καὶ ἐπὶ35 ℵA,W [99.5%] RP,HF,OC,CP,TR ¦ 1 της B,D [0.5%] [NU] γῆς. Πορευθέντες35 ℵA [95%] RP,HF,OC,CP ¦ 1 ουν B,W [5%] TR,NU ¦ νυν D μαθητεύσατε πάντα τὰ ἔθνη· βαπτίζοντες αὐτοὺς εἰς τὸ ὄνομα τοῦ Πατρός, καὶ τοῦ Υἱοῦ, καὶ τοῦ Ἁγίου Πνεύματος· διδάσκοντες αὐτοὺς τηρεῖν πάντα ὅσα ἐνετειλάμην ὑμῖν· καὶ ἰδού, ἐγὼ μεθ᾿ ὑμῶν εἰμι πάσας τὰς ἡμέρας, ἕως τῆς συντελείας τοῦ αἰῶνος.» Ἀμήν.35 [98.5%] RP,HF,OC,CP,TR ¦ --- ℵA,B,D,W [1.5%] NU,35 [50%] have, "published eight years after the ascension of Christ", to which all but f35 add, "in Jerusalem". For 50% of the MSS to have this information probably means that the tradition is ancient; and of course, I have demonstrated, to my own satisfaction at least, that f35 goes back at least to the 3rd century. If this information is correct, then Matthew was ‘published’ in 38/39 AD. The same sources have Mark published two years later (40/41) and Luke another five years later (45/46), while John was ‘published’ thirty-two years after the ascension, or 61/62 AD. Not only were the authors eyewitnesses of the events, but many others were still alive when the Gospels appeared. They could attest to the veracity of the accounts, but could also be the source of textual variants, adding tidbits here and there, or ‘correcting’ something that they remembered differently.,35 is based on the following fifty-one MSS—18, 35, 55, 128, 204, 246, 363, 386, 402, 479, 510, 547, 553, 586, 685, 757, 789, 824, 867, 897, 928, 1062, 1072, 1075, 1111, 1117, 1145, 1189, 1339, 1435, 1461, 1496, 1503, 1551, 1560, 1572, 1637, 1652, 1667, 1694, 1713, 2122, 2175, 2253, 2352, 2382, 2466, 2503, 2554, 2765 and I.2110—all of which I collated myself. I also took account of two collated by Scrivener (201, 480), but did not re-collate them. 2554 is a ‘perfect’ representative of f35 in Matthew, as it stands, while the exemplars of 1072, 1117, 1461, 1496, 1713 and I.2110 presumably were as well. Others come very close. The uniformity is impressive. Since these MSS come from all over the Mediterranean world (Sinai, Jerusalem, Patmos, Bucharest, Moscow, Constantinople, Lesbos, Leukosia, Aegean, Meteora, Kalavrita, Tirana, Mt. Athos [ten different monasteries], Athens, Corinth?, Bologna, Grottaferrata, Vatican, etc.) they are certainly representative of the family, giving us the precise family profile—it is reflected in the Text without exception.I have included six published editions in the apparatus—RP,HF,OC,CP,TR,NU. RP = Robinson-Pierpont (2005), HF = Hodges-Farstad, OC = the Greek Text of the Greek Orthodox Church (also used by other Orthodox Churches), CP = Complutensian Polyglot, TR = Textus Receptus, NU = N-A26/UBS3 (N-A27/UBS4 offer changes in the critical apparatus, not in the text; the text is still that of N-A26/UBS3). In the statements of evidence I have included the percentage of manuscript attestation for each variant within either ( ) or [ ]. I have used ( ) for the evidence taken from TuT, which I take to be reasonably precise. For the variant sets that are not covered there, I mainly depended on Legg (Novum Testamentum Graece Secundum Textum Westcotto-Hortianum. Evangelium Secundum Matthaeum [Ed. S.C.E. Legg, Oxonii: E. Typographeo Clarendoniano, 1940]). I occasionally supplemented from Swanson, Scrivener and von Soden—the percentages offered, I have used [ ] for these, are extrapolations based on a comparison of these sources. I venture to predict, if complete collations ever become available, that for any non-Byzantine variants listed with 5 to 1% support (in my apparatus) the margin of error should not exceed ±2%; for non-Byzantine variants listed with 10 to 6% support the margin of error should hardly exceed ±4%; where there is some division among the Byzantine witnesses the margin of error should rarely exceed ±15%—since my sources had collated a lower percentage of the extant MSS than ECM for the General Epistles, for example, my guesses as to percentages are more tentative than they were there, except that I guarantee the witness of f35. As an arbitrary decision, I have limited the citation of individual MSS to those dated to the 5th century or earlier. I use rell to indicate that the reading is supported by all other primary witnesses, and printed editions (of the six included in the apparatus), compared to the other reading.
1. Toda a autoridade: O fundamento do envio
Antes de dar a ordem, Jesus estabelece a Sua credencial: "É-me dada toda a autoridade no céu e na terra". Isso significa que os discípulos não iriam em nome de uma ideologia humana ou de uma nova religião, mas respaldados pelo poder do Senhor do universo. Essa autoridade garante que nenhuma barreira cultural, política ou espiritual pode deter a expansão do Reino de Deus.
2. Fazer discípulos: O verbo principal da missão
No texto original grego, há apenas um verbo principal no imperativo: "fazer discípulos" (matheteuo). O "ir", o "batizar" e o "ensinar" são verbos auxiliares que explicam como esse mandamento principal deve ser cumprido. Ir não significa necessariamente pegar um avião, mas sim mover-se intencionalmente enquanto se vive a vida ("enquanto você vai"). Fazer discípulos vai muito além de conseguir convertidos; significa formar imitadores de Cristo em caráter e estilo de vida.
3. Batizar e ensinar: A consolidação da fé
A ordem inclui dois passos práticos de integração e amadurecimento:
Batizar: É o ato público de aliança e identificação do novo crente com a morte e ressurreição de Cristo, inserindo-o na comunidade da fé em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ensinar a guardar: Jesus não disse "ensinando-os a saber", mas sim "ensinando-os a guardar" (obedecer). O discipulado bíblico não é focado no acúmulo de informação teológica teórica, mas na transformação prática do comportamento em obediência aos mandamentos de Cristo.
4. A presença garantida: A promessa de sustentação
Jesus encerra o Seu mandato com uma promessa consoladora: "Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do século". A missão pode parecer impossível para forças humanas, mas nós nunca fomos chamados para cumpri-la sozinhos. A presença viva e pessoal de Jesus através do Espírito Santo é o combustível que nos acompanha em cada etapa da jornada.
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Conclusão e aplicação: Como viver a Grande Comissão hoje?
A Grande Comissão não caducou e nem perdeu a sua validade. Ela continua sendo a ordem suprema de Cristo para a Sua Igreja no século XXI. Se você é um seguidor de Jesus, o cumprimento desse mandato não é uma opção para momentos de folga, mas o propósito diário da sua existência.
Como você pode aplicar o ensinamento de Jesus de ir e fazer discípulos na sua rotina cotidiana?
Mude o seu olhar sobre o seu cotidiano: Entenda que a sua profissão, a sua faculdade, a sua vizinhança e a sua casa são os seus campos missionários. O "ir" de Jesus começa no momento em que você abre a porta de casa todos os dias para se relacionar com o mundo.
Invista intencionalmente em vidas: Fazer discípulos exige tempo e relacionamento. Escolha pelo menos uma pessoa do seu convívio para caminhar junto, ler a Bíblia, orar, tirar dúvidas e ensinar, através do seu próprio exemplo, como seguir a Jesus na prática.
Foque na obediência, não apenas no conhecimento: Ao estudar as Escrituras com alguém, pergunte sempre: "O que esse texto nos pede para fazer hoje?". Ajude o novo crente a colocar em prática o perdão, a oração, a generosidade e a santidade no dia a dia.
Dependa da presença de Cristo: Não permita que o medo ou a sensação de incapacidade paralisem os seus lábios. Lembre-se de que Aquele que tem toda a autoridade nos céus e na terra prometeu caminhar ao seu lado em cada conversa e em cada testemunho.
O Senhor da colheita conta com a sua voz e a sua atitude para que a mensagem de salvação alcance os corações que estão famintos por esperança ao seu redor.
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