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O que é o Jubileu na Bíblia? Significado e leis

Redação Bíblia Online Publicado em

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O que era o Ano do Jubileu

Homem de barba sopra um shofar sobre uma pedra, diante de uma multidão em colina.

O Jubileu era a lei bíblica que determinava a libertação de servos, o perdão de dívidas e a devolução de terras às suas famílias de origem a cada cinquenta anos em Israel. Funcionava como um freio social e econômico estabelecido em Levítico 25: impedia que a terra se acumulasse nas mãos de poucos e que a miséria de uma família se perpetuasse de geração em geração.

O termo hebraico yovel (יוֹבֵל) refere-se ao chifre de carneiro (shofar), cujo toque estridente no Dia da Expiação marcava o início oficial do período em todo o país. Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego na Septuaginta, yovel foi traduzido por aphesis, palavra que significa soltura, remissão e libertação.

Este artigo faz parte de Dúvidas e Explicações Significado de Palavras

Como funcionavam as leis de Levítico 25

O calendário de Israel organizava o trabalho e o descanso da terra em ciclos de sete anos. O sétimo ano era sabático: o solo não era semeado nem colhido comercialmente. Ao término de sete ciclos sabáticos (49 anos), o quinquagésimo ano era santificado como o Jubileu.

A legislação do Jubileu continha três determinações centrais:

  • Devolução das propriedades: Ninguém vendia uma herdade de modo definitivo. O comprador adquiria apenas o número de safras até o Jubileu seguinte. No quinquagésimo ano, a terra voltava sem custo à linhagem original.

  • Libertação de servos: O israelita que havia se vendido como trabalhador para pagar dívidas recebia a liberdade civil plena junto com sua família.

  • Descanso da terra: A nação não cultivava o solo durante o ano inteiro, alimentando-se exclusivamente do que a terra produzia espontaneamente e das provisões do ano anterior.

Por que Deus instituiu o Jubileu

A razão teológica do Jubileu era clara: a terra pertence a Deus, e os israelitas moravam nela como estrangeiros e peregrinos. Sendo Deus o único dono supremo do solo, ninguém tinha o direito de monopolizar a terra ou escravizar permanentemente outro membro do povo da aliança.

Essa ordenança protegia a dignidade dos mais pobres e garantia que nenhuma família israelita ficasse desprovida de herança para sempre. O sistema freava a usura e lembrava a Israel que sua subsistência dependia do cuidado providencial de Deus, e não do acúmulo material desenfreado.

O cumprimento messiânico em Jesus

No Evangelho de Lucas, Jesus entra na sinagoga de Nazaré, abre o rolo de Isaías 61 e aplica diretamente a si mesmo a linguagem de libertação do Jubileu.

"Roho waka Bambo abhi panani jangu,

maghambu anjawi nabhatangazya bhahochu Malobhi Manyahi.

Andumiki kubhatangazi bhabhakongakiki kubhopulewa kwabhu

na akangalola kulola kabhete

kubhalekakela bhandu bhabhabhonewa.

Kutangaza kubha machobha ghahikiki ghaka

Bambo kubhakengalela bhandu bhaki."(Luka 4:18,19)

Ao afirmar que aquela Escritura se cumpria diante dos ouvintes, Jesus apresentou seu ministério como a concretização máxima do Jubileu. O que no Antigo Testamento operava em nível econômico e civil apontava para uma libertação mais profunda: o cancelamento da dívida do pecado, a libertação espiritual dos cativos e o recomeço da comunhão entre a humanidade e Deus.

Perguntas frequentes

  • Com que frequência o Jubileu acontecia? A cada 50 anos, logo após o encerramento de sete ciclos de sete anos (49 anos).

  • Como o Jubileu começava? O ano era inaugurado pelo toque do shofar (chifre de carneiro) em todo o território de Israel, no décimo dia do sétimo mês, durante o Dia da Expiação (Yom Kippur).

  • Qual é o significado prático do Jubileu para o cristão hoje? O Jubileu ensina que todos os recursos pertencem a Deus, combate a ganância e aponta para a graça de Cristo, que cancelou a condenação do pecado e concedeu liberdade espiritual a quem crê.

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