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Oração para o tempo de cumprimento das promessas

Homem de mãos postas e cabeça baixa ao lado de uma Bíblia aberta e uma vela acesa.

Oração para o tempo de cumprimento das promessas

Antes de orar, respira. Deixa a promessa vir à mente — aquela que tu carregas há tempo — e segura-a diante de Deus sem apertar. Foi assim que o profeta Habacuque a ouviu: a visão tem o seu tempo marcado e, ainda que tarde, ela vem.

Vì sự hiện thấy còn phải ứng nghiệm trong kỳ nhất định, sau cùng nó sẽ kíp đến, không phỉnh dối đâu; nếu nó chậm trễ, ngươi hãy đợi; bởi nó chắc sẽ đến, không chậm trễ.(Ha-ba-cúc 2:3)

Senhor, trago diante de ti a promessa que ainda não se cumpriu. Tu sabes qual é. Tu sabes quanto tempo já passou.

Tu disseste ao profeta que a visão tem o seu tempo marcado e que, ainda que tarde, ela certamente virá. Quero crer nisso hoje, quando não vejo sinal.

Guarda-me de correr na frente do teu tempo e de desistir antes dele. Dá-me olhos para reconhecer o cumprimento quando ele chegar, e um coração que não se endureça na demora.

O que é meu, eu entrego: a pressa, a dúvida, o relógio. O que é teu, eu espero. Amém.

A promessa que Habacuque esperava

Habacuque não recebeu essa palavra num dia tranquilo. Ele tinha passado o capítulo anterior perguntando a Deus por que o mal durava tanto e a justiça demorava. Depois, subiu à torre de vigia e ficou ali, de pé, esperando a resposta — lê-se isso em Habacuque 2.

A resposta veio, mas não como ele imaginava. Deus não disse "já". Disse: escreve a visão, porque ela é para um tempo determinado. E acrescentou o que talvez seja a parte mais difícil de ouvir — ainda que se demore, espera.

Repara nisso. A promessa estava firme antes de se cumprir. O que mudava não era a certeza dela, era o lugar de quem esperava: de alguém que exige o fim para alguém que vigia o horizonte.

Quando a demora parece esquecimento

Há um ponto na espera em que o silêncio começa a soar como um não. Habacuque conheceu esse ponto. Ele viveu a invasão que temia e, pelo que o livro deixa ver, não chegou a assistir ao dia em que Babilônia cairia. Ainda assim, no último capítulo, ele diz que vai esperar com alegria — não porque tinha visto, mas porque tinha ouvido.

E tu? O que, nesta promessa, tu estás segurando com a mão fechada, como quem teme que escorra? E o que poderia ficar na mão aberta, à espera de ser preenchido no tempo certo?

A visão tem o seu tempo. Ainda que tarde, espera. Respira uma vez mais, e deixa essa palavra ficar.

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