Oração para pedir coragem e ousadia nos desafios: Ester 4:14
Redação Bíblia Online Publicado em
- Publicado em .
- Atualizado em .
Oração para pedir coragem e ousadia nos desafios
Esta oração pede coragem para não ficar em silêncio quando a hora pede uma voz. Ela nasce da pergunta que Mardoqueu fez a Ester, no dia em que ela hesitava em entrar diante do rei: quem sabe se não foi para um tempo como este que você chegou até aqui?
Antes de rezar, respire fundo uma vez. Deixe o ar sair devagar. Depois, fale com Deus com as suas palavras — ou com estas:
നീ ഈ സമയത്തു മിണ്ടാതിരുന്നാൽ യെഹൂദന്മാർക്കു മറ്റൊരു സ്ഥലത്തുനിന്നു ഉദ്ധാരണവും രക്ഷയും ഉണ്ടാകും; എന്നാൽ നീയും നിന്റെ പിതൃഭവനവും നശിച്ചുപോകും; ഇങ്ങനെയുള്ളോരു കാലത്തിന്നായിട്ടല്ലയോ നീ രാജസ്ഥാനത്തു വന്നിരിക്കുന്നതു? ആർക്കു അറിയാം?(എസ്ഥേർ 4:14)
Senhor,
o que está diante de mim é maior do que a minha voz. Tenho vontade de ficar em silêncio, de esperar que outra pessoa se levante, de deixar a hora passar.
Mas talvez eu tenha chegado até aqui para um tempo como este. Se é assim, dá-me coragem para não me calar e ousadia para dar o passo mesmo com a voz tremendo. Não te peço que o medo desapareça, mas que tu estejas onde ele está.
O desfecho eu não controlo. Deixo contigo o que vai acontecer depois que eu falar.
Amém.
Este artigo faz parte de Orações Ansiedade e Medo
De onde vem esta oração
A cena está no capítulo 4 do livro de Ester. Um decreto acabou de sair: todo o povo judeu do império persa seria destruído, numa data marcada. Mardoqueu, que criou Ester como filha, rasga as roupas e se senta diante do portão do palácio, vestido de luto. Ester, que é rainha, fica sabendo por intermediários. Ela vive dentro de muros que a protegem — e que também a isolam.
Mardoqueu pede que ela vá falar com o rei. Ester responde com um medo bem concreto: ninguém entra na presença do rei sem ser chamado, e quem entra pode morrer por isso. Ela não está sendo covarde. Está sendo realista. Faz trinta dias que o rei não a chama.
É então que Mardoqueu manda a resposta que atravessou os séculos. Ele não a repreende. Não diz que ela está errada em ter medo. Diz outra coisa: se ela se calar, o livramento virá de outro lugar — mas ela e os seus não escaparão. E depois a pergunta: quem sabe se não foi para um tempo como este que ela chegou onde chegou?
Repare que Mardoqueu não afirma. Ele pergunta. Deixa espaço para que Ester responda por si.
O que esta passagem ensina
A primeira coisa que o texto sugere é que a coragem não começa pela ausência de medo. Ester entra diante do rei com medo. Antes, pede que todos jejuem por ela durante três dias, e diz que irá mesmo que morra. Não há bravata nessa frase. Há alguém que olhou o medo de frente e decidiu dar o passo junto com ele.
A segunda é mais sutil, e vale demorar nela. Mardoqueu diz que, se Ester se calar, o livramento virá de outro lugar. Isso tira dos ombros dela um peso que não era dela: o de ser a única salvação. O propósito de Deus não depende de Ester. Mas Ester é convidada. A diferença entre essas duas coisas é enorme para quem está com a voz presa na garganta. Você não precisa carregar o desfecho. Precisa só não desperdiçar a hora.
A terceira: a posição em que a pessoa está — o lugar, o cargo, a mesa onde se senta, a família em que nasceu — pode não ser acidente. Uma leitura tradicional desta passagem vê nela a providência de Deus trabalhando em silêncio, sem milagre visível. O livro de Ester, aliás, não menciona o nome de Deus nenhuma vez; ele aparece nas coincidências, nos lugares onde cada um foi parar. E a pergunta de Mardoqueu convida a olhar para o próprio lugar com outros olhos: e se foi para isto?
Como rezar esta oração hoje
Poucas pessoas estarão diante de um rei. Mas quase todas conhecem a cena por dentro: a reunião em que todos se calam e algo precisa ser dito; a conversa com um filho, um pai, um amigo, que vem sendo adiada há meses; a injustiça pequena que ninguém nomeia porque nomear custa; o pedido de ajuda que a vergonha segura; o "não" que precisa ser dito a quem se ama.
Esta oração é para a véspera desses momentos. Não para depois — para antes, quando ainda dá tempo de recuar, e o silêncio parece a saída mais segura.
Reze-a devagar. Se puder, em voz baixa, porque é uma oração sobre voz. Ao chegar na frase "talvez eu tenha chegado até aqui para um tempo como este", pare um instante e deixe a frase descansar. Não precisa ter certeza de que é verdade. Ester também não tinha. A pergunta de Mardoqueu começa com "quem sabe".
Repare também no que a oração não pede. Não pede que o medo vá embora. Não pede que tudo dê certo. Pede que Deus esteja onde o medo está — e entrega o depois. É assim porque a Bíblia não promete que quem fala com coragem sempre vence. Ela promete companhia. Ester saiu viva da sala do trono; nem todos os que se levantaram, na história do povo de Deus, saíram. A ousadia que vale a pena não é a que garante o resultado, mas a que não deixa a hora passar em branco.
Um silêncio depois do Amém
Quando terminar, não se levante logo. Fique um pouco com a respiração, do jeito que começou. A oração abriu uma porta; o silêncio é o lugar onde se escuta o que vem do outro lado.
Talvez venha clareza sobre o que dizer. Talvez venha só um pouco mais de firmeza nas pernas. Talvez não venha nada que se possa nomear — e tudo bem. Ester jejuou três dias antes de dar um passo. Há tempos de espera que já são parte da coragem.
E se, no fim, você perceber que a hora não era agora, isso também é resposta. O texto não diz que toda hesitação é covardia. Diz que há um tempo, e que vale a pena perguntar a Deus, com honestidade, se é este.
Este artigo te tocou? Faça uma oração!
+581 estão orando agora.
Junte-se à corrente de oração.