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Oração de sabedoria na criação de filhos adolescentes

Redação Bíblia Online Publicado em

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Oração de sabedoria na criação dos filhos adolescentes

Dois jovens sentados num sofá usam celulares, com uma Bíblia aberta sobre a mesa à frente.

Esta oração é para quem tem um adolescente em casa e já não sabe se a melhor resposta é uma palavra ou o silêncio. Ela pede o que Tiago 1:5 promete: sabedoria dada com generosidade, sem repreensão, a quem simplesmente pede.

Senhor, meus filhos estão crescendo e eu já não sei a hora de falar e a hora de calar. Falta-me sabedoria. Tu prometeste dá-la a quem pede, com generosidade e sem repreender — por isso eu peço. Dá-me paciência na porta fechada, palavra mansa na hora da discussão e ouvidos para escutar antes de responder. Guarda-me da rigidez que afasta e do medo que sufoca. Faz desta casa um lugar onde eles possam errar e ainda assim voltar. O que não alcanço neles, alcança tu. Eu não controlo os passos nem o futuro deles; entrego cada um nas tuas mãos. Cuida dos meus filhos e aquieta o meu coração. Amém.

Este artigo faz parte de Orações Família e Filhos

O que Tiago prometia a quem pedia

Tiago escreveu para cristãos dispersos, gente que vivia longe de casa e passava por provações de todo tipo — é assim que a carta começa, em Tiago 1:2-8. A promessa de sabedoria não aparece num tratado sobre a mente humana. Aparece no meio da dificuldade, para quem não está entendendo o que vive.

É nesse chão que o texto diz: se a alguém falta sabedoria, peça. A palavra que a carta usa para a generosidade de Deus é a de quem dá de mão aberta, sem segundas intenções. E "sem repreender" quer dizer que ninguém é censurado por chegar sem saber. O pai que não tem resposta não ouve "você devia saber". Ouve: peça.

Talvez seja isso que torna a promessa tão próxima de quem cria um adolescente. Não é preciso chegar com a solução pronta, nem com a culpa resolvida. Basta a falta — e a coragem de nomeá-la em voz alta.

Logo depois, Tiago fala de pedir com fé, sem duvidar, e compara quem duvida à onda do mar levada pelo vento. Uma leitura comum é a de que ele descreve o coração dividido, que pede e ao mesmo tempo não espera nada. O próprio ato de rezar esta oração, então, já é um primeiro passo de confiança: quem a reza está dizendo que acredita que a sabedoria pode vir de fora de si.

A hora de falar e a hora de calar

A mesma carta, poucos versículos depois, dá um contorno concreto para essa sabedoria.

Pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para irar-se. Lida devagar, essa frase descreve quase todas as conversas difíceis com um filho adolescente. Qual das três é a mais difícil para você? Para muitos pais, é a primeira: ouvir até o fim, sem preparar a resposta enquanto o outro ainda fala.

A adolescência costuma inverter o lugar da palavra. Na infância, falar era orientar; agora, quase sempre, a palavra chega antes de o filho estar pronto para recebê-la — e ele se fecha. O silêncio que a oração pede não é omissão. É o espaço em que o outro consegue aparecer.

Há também a ira, que Tiago coloca por último, e não por acaso. A rigidez que a oração pede para evitar nasce muitas vezes do medo: medo de perder o filho, de ver repetido um erro antigo, de não dar conta. Nomear esse medo diante de Deus já é parte da sabedoria pedida. O que está por baixo da sua impaciência? Vale a pena ficar um pouco com essa pergunta antes de responder.

O que não está nas suas mãos

A oração termina com uma entrega, e essa é a parte mais difícil de rezar com sinceridade. Um filho pequeno cabe nos braços; um adolescente está, por desenho, saindo deles. Isso não é falha de quem cria — é o caminho.

A Bíblia não promete que um filho entregue a Deus nunca vai se perder, nem que a casa será poupada de noites ruins. O que ela oferece é outra coisa: um Deus que não se cansa de ouvir o pedido e que ama esse filho antes e mais do que os pais conseguem amar. A entrega não muda o futuro dele num instante. Muda o lugar de onde você o acompanha — de quem controla para quem confia.

E há uma liberdade escondida aí. Quem entrega não precisa ganhar toda discussão, nem ter a última palavra, nem acertar sempre. Pode errar, pedir perdão, recomeçar no dia seguinte. A casa onde o filho pode errar e voltar é também a casa onde os pais podem.

Quando a oração se repete

Esta oração raramente é rezada uma vez só. Ela volta no fim do dia, depois da porta batida, depois da conversa que não aconteceu. Tiago não diz que a sabedoria chega de uma vez e para sempre; diz que Deus dá a quem pede — e quem pede hoje pode pedir de novo amanhã, sem ouvir repreensão nenhuma.

Talvez a forma mais honesta de terminar seja a mais curta:

Senhor, hoje eu não soube. Dá-me amanhã a sabedoria que prometes a quem pede. O que ficou por dizer, fica contigo. Os meus filhos também. Amém.

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