Ansiedade ao pedir desculpas e se humilhar: oração
Redação Bíblia Online Publicado em
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Oração para acalmar a ansiedade antes de pedir desculpas
Antes de ir até a pessoa, vá até Deus. A oração abaixo é para esse minuto em que você já sabe que precisa pedir perdão, mas o peito aperta só de imaginar a cena.
Ela ecoa uma frase de Tiago, que coloca a confissão e a cura na mesma linha:
Baasiingani masumu ma benu ŋa busu bu bambaahi. Na baabitasanaani bana mu masambulu, mana benu libeloho. Ŋa muutu wu akuha ubaasambila, lisambulu la nde, libaaba na mifudi.(Yaki 5:16)
Senhor, eu errei, e sei com quem. Preciso ir até essa pessoa, e a vergonha trava a minha voz. Tenho medo de parecer pequeno, de ouvir um não, de ficar exposto. Tira de mim a pressa de me explicar. Dá-me palavras simples: "eu errei, me perdoa". Dá-me ouvidos para escutar o que ela precisar dizer, sem me defender. Que essa confissão não me destrua, mas abra caminho para a cura. O que vai ser respondido, eu não controlo. Entrego a ti o encontro, o silêncio depois e o que ficar sem resposta. Amém.
Este artigo faz parte de Orações Ansiedade e Medo
O que o medo está tentando proteger
A ansiedade antes de um pedido de desculpas quase nunca é medo da outra pessoa. É medo de si: de se ver pequeno, de perder a versão de si mesmo em que você estava certo.
Pare um instante nisso. O que você acha que vai perder quando disser "eu errei"? A sua imagem? A razão? O lugar de quem não falha?
Repare como a mão fecha quando você imagina a cena. É assim que o orgulho se parece por dentro: um punho que segura uma coisa pequena com força demais. Pedir perdão é abrir a mão. O que estava dentro cai, e no lugar do peso vem o ar.
Humilhar-se não é ser humilhado
Talvez a palavra que trouxe você até aqui tenha sido "humilhação". Vale separar duas coisas que parecem iguais e não são.
Ser humilhado é algo que fazem com você. Humilhar-se é algo que você escolhe. Paulo usa esse mesmo verbo para falar de Jesus, que se humilhou a si mesmo (Filipenses 2:8) — não porque foi vencido, mas porque decidiu descer.
Quando você vai até alguém e diz "eu errei", ninguém está tirando nada de você. Você está descendo por escolha. E quem desce por escolha não cai.
Pergunte a si mesmo, com calma: o que dói mais — a possibilidade de ser rebaixado, ou o peso de continuar errado?
A frase de Tiago, lida devagar
Tiago escrevia para uma comunidade cansada, com gente doente e gente em conflito, e junta as duas coisas numa frase só: confessem as culpas uns aos outros, orem uns pelos outros, para que sejam curados. Leia Tiago 5 inteiro e note a ordem: a confissão vem antes da cura, não depois dela.
Isso muda o jeito de olhar para o encontro que você teme. Ele não é um tribunal onde você vai ser julgado. É mais parecido com uma ferida que precisa ser aberta para fechar direito.
Fique com a palavra "cura" por um momento. Ela não está ali por acaso. O que, entre você e essa pessoa, está doendo e precisa sarar? E o que, dentro de você, também precisa?
Um minuto de silêncio antes de ir
Não vá direto. Sente-se, se puder. Respire devagar, uma vez, duas, três, sentindo o ar entrar e sair, sem apressar.
Nesse silêncio, deixe cair a frase que você já ensaiou dez vezes — a que explica, justifica, divide a culpa. Ela não vai servir. O pedido de desculpas que cura é curto: nomeia o erro, não o dilui. "Eu fiz isso. Eu te magoei. Me perdoa."
Pense na água de um rio: ela não discute com a pedra, só passa. Peça para ser assim quando a outra pessoa falar. Deixar passar o que vier, sem levantar a pedra da defesa.
Se a resposta não vier como você espera
É possível que a pessoa não perdoe agora. Que fique em silêncio, ou diga algo duro, ou precise de tempo. A ansiedade antecipa tudo isso e usa como argumento para você não ir.
Mas a frase de Tiago não diz "confessem as culpas quando tiverem garantia de perdão". O que você pode fazer é a sua parte. Paulo escreve algo parecido aos cristãos de Roma: quanto depender de vocês, vivam em paz com todos (Romanos 12:18). Quanto depender de você — não mais que isso.
O perdão do outro é dele. O arrependimento é seu. Quando você entrega o encontro a Deus, é isso que está entregando: a parte que nunca foi sua.
Depois de pedir perdão
Muita gente sai de um pedido de desculpas e continua carregando a vergonha, como se o perdão recebido não bastasse. Se for assim com você, volte à oração, mas mais curta.
Tiago fala em confessar e orar uns pelos outros. Talvez você peça a alguém de confiança que ore com você — não para contar o assunto outra vez, mas para que a cura de que ele fala tenha onde acontecer.
E quando a vergonha voltar, à noite, deixe-a com Deus, como se deixa uma roupa molhada ao sol:
Senhor, eu fui. Eu disse o que precisava dizer. O que ficou sem resposta, fica contigo. Amém.
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