Oração por paz e harmonia entre estudantes: Colossenses 3:15
Redação Bíblia Online Publicado em
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Oração por paz e harmonia entre estudantes
Antes de entrar na sala, para um instante e respira. A oração abaixo é para esse minuto — para ti e para quem vai sentar ao teu lado hoje, mesmo quem tu não escolherias.
Ela nasce de uma frase de Paulo a uma comunidade pequena, cheia de gente diferente aprendendo a conviver:
Kiranya kedamaian yang dari Kristus langsung cara kalian berpikir, sebab kalian dipanggil menjadi satu tubuh oleh Allah yang mempersatukan kalian, dan bersyukurlah!(Kolose 3:15)
Senhor, aqui estamos: cada um com a sua pressa, a sua nota, o seu cansaço. Sê tu o árbitro nesta sala. Quando a conversa esquentar, decide tu — não quem grita mais alto. Dá-nos paz entre nós: no trabalho em grupo, na fila, no corredor, na mensagem que eu quase mando. Lembra-nos que fomos chamados para ser um só corpo, mesmo quando não nos escolhemos. Guarda quem está sozinho na turma. Abranda quem chegou pronto para brigar. E ensina-me a ser grato por quem senta ao meu lado. Este dia de aula fica nas tuas mãos. Amém.
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Por que a paz como "árbitro"
A palavra que Paulo usa em Colossenses 3:15 vinha dos jogos. O árbitro era quem decidia a disputa quando os dois lados tinham razão, ou achavam que tinham. Algumas traduções dizem "reine", outras "domine", outras "seja o juiz" — todas apontam para a mesma coisa: alguém precisa ter a última palavra dentro de nós, e Paulo pede que seja a paz de Cristo.
Pensa numa sala de aula por um momento. Quem costuma decidir as disputas ali? A voz mais alta. O grupo maior. Quem tem a resposta na ponta da língua. Pedir que a paz seja o árbitro é um pedido estranho, porque ele desarma o nosso jeito mais natural de resolver as coisas — ganhar.
E repara que o versículo não termina na paz. Ele termina em "sede agradecidos". A gratidão vem na mesma respiração que a paz, como se uma não se sustentasse sem a outra. É por isso que a oração acima pede, no fim, para aprender a ser grato por quem senta ao lado. Não por quem é fácil. Por quem está ali.
Para quem Paulo escreveu isso
Colossos era uma cidade pequena, e a igreja de lá, menor ainda. Mas dentro dela cabiam judeus e gregos, escravos e livres, gente de costumes que não se misturavam na rua. Alguns versículos antes, Paulo diz exatamente isso: ali não havia mais essas divisões, porque Cristo era tudo em todos.
Logo em seguida, ele dá uma lista de roupas para vestir — compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência — e pede que se perdoem uns aos outros, "como o Senhor vos perdoou". Só depois disso chega o versículo da paz como árbitro. Vale ler a sequência inteira em Colossenses 3, devagar, como quem se veste de manhã, uma peça depois da outra.
Se olhares bem, uma turma de estudantes não é tão diferente daquela igreja. Ninguém ali se escolheu. Vocês foram colocados na mesma sala por uma lista, um horário, um sorteio. E é exatamente para esse tipo de reunião — a que não foi escolhida — que Paulo escreve sobre ser "um só corpo".
Quando rezar esta oração
Não há hora certa, mas há horas em que ela pesa mais.
Antes da aula começar, enquanto a sala ainda está meio vazia. Antes de um trabalho em grupo com pessoas que tu não conheces, ou que conheces bem demais. Na semana de provas, quando o cansaço deixa todo mundo com a pele fina. Depois de uma briga, quando o ar ainda está carregado e ninguém sabe como recomeçar.
Também serve a quem ensina. Uma professora pode rezar essa mesma oração olhando para as carteiras vazias, antes de o sinal tocar, pedindo paz entre os que vão chegar. O "nós" da oração cabe nela também — ela faz parte do corpo que se reúne ali.
E serve a quem está de fora, mas ama alguém lá dentro. Um pai que leva o filho até o portão e fica um instante no carro. Nesse caso, basta trocar "aqui estamos" por "ali estão", e o resto permanece.
O colega com quem não há paz
Toda turma tem alguém assim. Ou alguém que te vê assim.
A oração pede paz entre estudantes, mas o outro pode não querer paz nenhuma. Pode continuar provocando, excluindo, rindo na hora errada. O que fazer com uma oração que o outro não acompanha?
Talvez seja útil lembrar o que Paulo pediu, e o que não pediu. Ele não disse que a paz de Cristo faria todo mundo concordar. Disse que ela deveria ser o árbitro em vossos corações — no teu. É ali que ela decide. Ela decide se tu respondes à provocação ou deixas passar. Se tu entras na conversa sobre alguém ou mudas de assunto. Se tu olhas para quem está sozinho ou fingem que não viu.
Isso não resolve a sala inteira. Mas muda o teu canto dela. E uma sala é feita de cantos.
Faz a pergunta devagar: o que, nesta turma, depende só de mim? Costuma ser mais do que parece, e menos do que a ansiedade quer fazer crer.
Um minuto de silêncio depois da oração
Oração é também escuta. Se deres um minuto de silêncio depois do "Amém", podes deixar duas perguntas pousarem, sem pressa de respondê-las:
O que preciso deixar do lado de fora antes de atravessar a porta hoje?
Para quem, nesta sala, eu poderia ser água em vez de faísca?
Não há resposta certa. Há a tua, e ela pode mudar de um dia para o outro.
Para rezar em voz alta, antes da aula
Se a turma — ou um grupo pequeno dela — quiser rezar junto, uma versão curta cabe no tempo entre o sinal e a chamada:
Senhor, sê o árbitro entre nós hoje. Onde houver disputa, decide tu. Onde houver alguém sozinho, senta ao lado. E faz-nos gratos uns pelos outros. Amém.
(Colossenses 3:15)
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