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Oração por discernimento em empréstimos e proteção do afeto

Mulher de suéter verde, de olhos fechados e mãos unidas, ao lado de uma Bíblia aberta.

Oração por discernimento em empréstimos e proteção do afeto

Alguém que você ama pediu dinheiro emprestado, e você ainda não respondeu. Esta oração é para esse intervalo — o espaço entre o pedido e a resposta, quando a vontade de ajudar e o medo de se comprometer ainda não se separaram.

Be not youi [one] of them that strike hands, [or] of them that are sureties for debts.

If youi have nothing to pay, why should he take away youi bed from under youi?(Mishlei - Proverbs 22:26,27)

Senhor, alguém que amo me pediu dinheiro, e eu estou com o pedido nas mãos sem saber o que fazer. Tu conheces a vontade que tenho de ajudar, e conheces também o que eu tenho e o que não tenho com que pagar. Não me deixes prometer o que não é meu, nem carregar uma dívida que tiraria a cama de debaixo de mim e dos meus. Tira de mim a pressa e o medo de desagradar. Se a resposta for sim, que eu dê sem cobrar depois. Se for não, que eu diga a verdade com mansidão. Guarda este afeto: ele vale mais do que a quantia. O que eu decidir, eu deixo contigo. Amém.

O que o provérbio está vendo

Provérbios 22:26-27 não fala de generosidade. Fala de fiança — de quem se compromete a pagar o que outro deve. E termina com uma imagem doméstica, quase constrangedora: alguém que não tem com que pagar e vê a própria cama ser tirada de debaixo de si.

Na época, a cama de um pobre era tudo o que lhe restava; a lei de Israel chegava a proibir que se retivesse a roupa de alguém durante a noite. O sábio está dizendo: não assine o que você não consegue sustentar, porque a conta chega onde você dorme.

Isso não cancela o resto da Bíblia. Jesus pede que não se vire as costas a quem quer um empréstimo (Mateus 5:42). As duas vozes ficam na mesma mesa: dar com a mão aberta e não prometer com a mão que não tem. O discernimento mora entre elas.

O silêncio antes da resposta

Antes de dizer qualquer coisa a quem pediu, há um instante que ninguém está cobrando. Uma respiração. Nela, cabem algumas perguntas que só você consegue responder:

  • O que este pedido desperta: compaixão livre, ou o medo de não ser mais amado se disser não?

  • Se essa quantia nunca voltar, a sua paz permanece? E a amizade?

  • Esse dinheiro está sobrando, ou está sendo tirado de debaixo de alguém da sua casa?

  • Há outra maneira de estar ao lado dessa pessoa, que não passe por emprestar?

O provérbio termina numa cama, não numa cifra. Talvez a pergunta, no fim, seja esta: qual resposta deixa a cama no lugar — a sua e a dela?

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