Oração por sensibilidade no ensino e diálogo aberto
Para quem ensina e quer ser ouvido
Quem ensina — um filho à mesa, uma turma na sala, um grupo na igreja, alguém que acompanha de perto — sabe que a palavra certa, dita com pressa, não chega. Deuteronômio 6 não manda dar aula: manda guardar a palavra no coração e deixá-la aparecer sentado em casa, andando pelo caminho, deitando e levantando. Primeiro dentro, depois fora.
Antes de orar, pare um instante. Respire. Pense em quem você ensina e em como foi a última conversa. Você falou mais ou escutou mais? Não responda depressa. Deixe a pergunta ficar.
Depois, reze com as suas palavras, ou com estas:
Senhor, eu ensino, e tantas vezes falo mais do que escuto.
Guarda a Tua palavra primeiro no meu coração, para que a minha vida diga antes da minha boca.
Dá-me sensibilidade para perceber quem está à minha frente: o cansaço, a dúvida que não foi dita, a pergunta que custou coragem para ser feita.
Quando eu for corrigir, segura a minha pressa. Que à mesa, na sala, pelo caminho, a conversa fique aberta, e ninguém saia dela menor do que entrou.
Livra-me da rigidez que afasta e da palavra que fecha a porta.
O que eu não souber responder, eu deixo contigo.
Amém.
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