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Pais da Bíblia: 3 histórias de paternidade e lições

Homem barbado segura no colo uma menina de trança, ao lado de um muro de pedra com rolos.

Três marcas de paternidade nas Escrituras

A Bíblia não oculta as falhas dos pais humanos, mas destaca homens que protegeram, intercederam e lutaram por seus filhos acima de seus próprios interesses. Três histórias resumem essa paternidade ativa: a obediência e o cuidado protetor de José com Jesus, a intercessão espiritual contínua de Jó pelos filhos, e a coragem humilde de Jairo ao buscar socorro para a filha à beira da morte.

Nas culturas do Antigo e do Novo Testamento, a função paterna ia muito além do sustento material. O pai era a principal referência moral e espiritual da família, responsável por transmitir a fé e zelar pela casa em meio a períodos de guerra, fomes e forte pressão social. Homens como Abraão, Isaque, Jacó e Davi cometeram erros graves na condução de suas famílias, mas as Escrituras registraram atitudes de pais que acertaram nos momentos mais decisivos.

José: proteção prática e renúncia pessoal

José, carpinteiro em Nazaré, assumiu a paternidade terrena de Jesus em circunstâncias sociais e morais desafiadoras. Ao saber da gravidez de Maria antes do casamento, a lei e os costumes locais autorizavam a exposição pública e o cancelamento do compromisso, mas José decidiu agir com discrição e justiça para preservá-la.

그 남편 요셉은 의로운 사람이라 저를 드러내지 아니하고 가만히 끊고자하여 이 일을 생각할 때에 주의 사자가 현몽하여 가로되 다윗의 자손 요셉아 네 아내 마리아 데려오기를 무서워 말라 저에게 잉태된 자는 성령으로 된 것이라(마태복음 1:19,20)

A marca da paternidade de José foi a ação imediata. Quando advertido em sonho sobre o plano do rei Herodes para matar os meninos de Belém, José levantou-se ainda de noite, recolheu a mãe e a criança e fugiu para o Egito (Mateus 2:13-14). Ele abriu mão de sua estabilidade, de sua oficina e de sua terra natal para proteger o filho colocado sob seus cuidados. Nenhuma fala de José foi preservada nos evangelhos, mas suas decisões revelam um pai protetor, atento à voz de Deus e pronto ao sacrifício diário.

Jó: sacerdócio diário e intercessão pelos filhos

O livro de Jó é amplamente lembrado pelas provações sofridas pelo patriarca, mas o início de sua história oferece um registro raro de sua rotina familiar. Pai de sete filhos e três filhas, Jó observava a convivência dos jovens com alegria, mas mantinha a atenção voltada para a integridade moral da casa.

그 잔치 날이 지나면 욥이 그들을 불러다가 성결케 하되 아침에 일어나서 그들의 명수대로 번제를 드렸으니 이는 욥이 말하기를 혹시 내 아들들이 죄를 범하여 마음으로 하나님을 배반하였을까 함이라 욥의 행사가 항상 이러하였더라(욥기 1:5)

Jó não esperava os filhos entrarem em crise ou cometerem escândalos para agir. O texto bíblico registra que ele se levantava de madrugada e oferecia sacrifícios em favor de cada um, preocupado com o que se passava no íntimo deles diante de Deus. Ele entendia que a prosperidade material não garantia a saúde da alma. Ao assumir o papel de sacerdote do próprio lar, Jó cobria os filhos com uma disciplina diária de oração e zelo espiritual.

Jairo: a coragem de vencer o orgulho pela vida da filha

No Novo Testamento, a narrativa dos evangelhos apresenta Jairo, um dos principais líderes da sinagoga local. Ele desfrutava de prestígio público, autoridade religiosa e elevado respeito em sua comunidade — um grupo que, em sua maioria, olhava para Jesus com desconfiança e hostilidade.

이에 회당장인 야이로라 하는 사람이 와서 예수의 발 아래 엎드려 자기 집에 오시기를 간구하니

이는 자기에게 열 두살 먹은 외딸이 있어 죽어감이러라 예수께서 가실 때에 무리가 옹위하더라(누가복음 8:41,42)

Quando sua filha única, de doze anos, adoeceu gravemente, Jairo abandonou as aparências e o preconceito de seus pares. Ele procurou Jesus publicamente e prostrou-se a Seus pés, suplicando ajuda. Para salvar a menina, sua reputação e seu cargo perderam a importância. Mesmo quando chegaram mensageiros dizendo que a criança havia morrido e que não convinha mais incomodar o Mestre, Jairo perseverou na instrução de Jesus, creu e viu a vida de sua filha ser restaurada dentro de casa.

Lições dessas histórias para os pais de hoje

Os relatos de José, Jó e Jairo mostram que a boa paternidade na Bíblia não depende de perfeição pessoal, mas de prontidão, dependência de Deus e amor que age.

  • Ser o escudo da casa (como José): Proteger os filhos exige atenção aos perigos ao redor. Hoje, isso inclui guardar a mente dos filhos contra influências destrutivas, oferecer um ambiente de segurança dentro de casa e estar disposto a abrir mão do próprio conforto para blindar a família.

  • Assumir a guarda espiritual (como Jó): A formação espiritual não deve ser delegada exclusivamente a terceiros. Um pai tem a responsabilidade de interceder diariamente pelos filhos, ensinar a verdade bíblica pelo exemplo e acompanhar as dúvidas e lutas morais de cada um.

  • Superar o orgulho pelo socorro da família (como Jairo): Nenhuma posição social ou vaidade pessoal pode ser maior do que a necessidade de um filho. Diante de crises emocionais, físicas ou espirituais, a atitude bíblica é buscar ajuda, dobrar os joelhos e levar a causa da casa diante de Deus.

Silvio Hildebrando
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