A paixão de Cristo: o significado do sofrimento e da cruz
O que é a paixão de Cristo
A paixão de Cristo se refere aos sofrimentos, ao julgamento e à morte de Jesus em Jerusalém, desde a agonia no Getsêmani até a sua crucificação no Calvário. O termo vem do latim passio, que significa sofrimento ou padecimento, e resume a entrega deliberada de Jesus para reconciliar a humanidade com Deus.
Jesus já havia antecipado aos discípulos que iria a Jerusalém para sofrer e morrer, encarando a cruz não como um acidente de percurso, mas como parte central da sua missão.
A partir daquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que Ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas injustiças nas mãos dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, para então ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.(Mateus 16:21)
Na noite em que foi preso, o peso do que estava por vir se manifestou em angústia profunda durante a sua oração no jardim do Getsêmani.
Então compartilhou com eles dizendo: "A minha alma está sofrendo dor extrema, uma tristeza mortal. Permanecei aqui e vigiai junto a mim".(Mateus 26:38)
O julgamento e a submissão à cruz
Após a prisão, Jesus foi levado perante as autoridades religiosas e romanas. O processo foi marcado por contradições e acusações que não se sustentavam, pois o objetivo já era a condenação à morte.
Os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio estavam buscando denúncias contra Jesus, todavia não conseguiam encontrar nenhuma.(Marcos 14:55)
Mesmo diante da injustiça e da humilhação pública, Jesus não recorreu à força nem recuou: submeteu-se em obediência ao Pai até a morte mais infame da época, a crucificação.
Assim, na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz.(Filipenses 2:8)
A entrega voluntária de Jesus
A Bíblia enfatiza que a morte de Jesus não foi fruto do acaso nem da vontade exclusiva de seus algozes. Ninguém tirou a vida de Cristo contra a sua vontade; Ele a entregou de modo consciente e soberano.
Por esse motivo o Pai me ama; porque Eu entrego a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim; antes Eu a entrego de espontânea vontade. Tenho poder para entregá-la, e poder para retomá-la. Esse é o mandamento que recebi de meu Pai."(João 10:17,18)
Esse gesto expressa a própria razão do seu ministério terreno: servir e pagar o preço do resgate por muitos.
Porquanto, nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".(Marcos 10:45)
O significado do sacrifício na cruz
O sofrimento de Jesus teve caráter substitutivo. Séculos antes dos acontecimentos no Calvário, o profeta Isaías descreveu o Messias como aquele que carregaria as dores e as culpas do povo sobre si para restabelecer a paz com Deus.
Pelo contrário, foi desprezado
e rejeitado pelos homens,
viveu como homem de dores,
experienciou todo o sofrimento.
Caminhou como alguém de quem os seus semelhantes
escondem o rosto,
foi menosprezado,
e nós não demos à sua pessoa importância alguma.
E no entanto, suas dores eram as nossas próprias enfermidades
que ele carregava em seu ser.
Sobre seu corpo levou todas as nossas doenças;
contudo nós o julgamos culpado
e castigado por Deus.
Pela mão de Deus ferido e torturado.
Mas, de fato, ele foi transpassado
por causa das nossas próprias culpas
e transgressões,
foi esmagado por conta das nossas iniquidades;
o castigo que nos propiciou a paz
caiu todo sobre ele,
e mediante suas feridas fomos curados.(Isaías 53:3-5)
O Novo Testamento retoma essa profecia ao explicar que Cristo suportou os pecados da humanidade em seu próprio corpo, deixando também um padrão de paciência e integridade em meio à dor.
Para essa obra fostes chamados, pois Cristo também sofreu por vós, legando-vos também este exemplo, a fim de que sigais os seus passos. "Ele não cometeu pecado algum, nem qualquer engano foi encontrado em sua boca." Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se Àquele que exerce plena justiça em seu juízo. Ele levou pessoalmente todos os nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e, então, pudéssemos viver para a justiça; por intermédio das suas feridas fostes curados.(1 Pedro 2:21-24)
A cruz é a prova concreta do amor divino, oferecido quando a humanidade ainda não tinha condições de se aproximar de Deus por mérito próprio.
Porém, Deus comprova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido em nosso benefício quando ainda andávamos no pecado.(Romanos 5:8)
Ao passar pela morte e vencê-la, Jesus desarmou o poder da morte e libertou aqueles que viviam aprisionados pelo medo do fim.
Portanto, visto que os filhos compartilham de carne e sangue, Ele também participou dessa mesma condição humana, para que pela morte destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o Diabo;
e livrasse todos os que ao longo de toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte.(Hebreus 2:14,15)
Este artigo te tocou? Faça uma oração!
+581 estão orando agora.
Junte-se à corrente de oração.