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Parábolas de Jesus: o significado e as 10 histórias

Por Bíblia Online  - 
Homem barbudo de cabelo longo e manto observa um rebanho de ovelhas ao pôr do sol.

As parábolas de Jesus são histórias tiradas do cotidiano usadas para explicar realidades espirituais sobre o Reino de Deus. Em vez de conceitos abstratos, Jesus usava sementes, banquetes, moedas e pastores para confrontar o coração dos ouvintes e revelar a natureza do Pai a quem estivesse disposto a ouvir.

A palavra grega parabolē significa literalmente "colocar ao lado para comparar". Jesus usava uma cena que as pessoas viam todo dia na Galileia ou na Judeia para compará-la a uma verdade eterna. Abaixo estão 10 das principais parábolas dos Evangelhos, com o contexto em que foram contadas e a lição central de cada uma.

O Semeador: como o coração recebe a Palavra (Mateus 13:3-9)

E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

E, quando semeava, uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves, e comeram-na; E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.(Mateus 13:3-9)

Na agricultura palestina do primeiro século, o camponês espalhava a semente a mão antes de arar a terra, o que fazia grãos caírem em caminhos batidos, pedregais e espinheiros. Na explicação que Jesus dá aos discípulos mais adiante, a semente é a mesma em todos os casos — a mensagem do Reino —, mas o resultado depende exclusivamente da disposição e da firmeza de quem a ouve. O chamado não é para analisar o semeador, mas para examinar o próprio coração: ele acolhe a Palavra com raízes profundas ou se deixa sufocar pelas preocupações diárias?

O Bom Samaritano: o amor que quebra barreiras (Lucas 10:25-37)

E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.

E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.

Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas certo samaritano, viajando, veio até ele e, vendo-o, foi movido de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.

Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.(Lucas 10:25-37)

Um perito na lei perguntou a Jesus quem era o seu próximo, tentando justificar a própria falta de misericórdia e estabelecer um limite para quem merecia ajuda. A resposta de Jesus foi um escândalo para o público judeu da época: nem o sacerdote nem o levita — líderes religiosos respeitados — socorreram o homem ferido, mas sim um samaritano, membro de um povo desprezado pelos judeus. A parábola redefine a pergunta: a questão bíblica não é descobrir quem é digno de receber compaixão, mas tornar-se próximo de quem está sofrendo.

A Ovelha Perdida: o cuidado ativo de Deus (Lucas 15:4-7)

Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la? E achando-a, a põe sobre os seus ombros, rejubilando; E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.(Lucas 15:4-7)

Jesus contou esta parábola quando fariseus e mestres da lei murmuravam porque ele recebia pecadores e comia com eles. No ambiente do Oriente Próximo, um pastor conhecia cada uma das suas ovelhas e não descansava até recuperar a que se extraviava. A imagem desmonta a ideia de um Deus distante que apenas aguarda o pecador consertar sua conduta: o Pai é quem toma a iniciativa da busca e celebra com o céu o arrependimento do indivíduo.

O Filho Pródigo: a graça diante do erro e da inveja (Lucas 15:11-32)

E disse: Um certo homem tinha dois filhos;

E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.

E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.

E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. E foi, e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos. E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. E, tornando em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus empregados. E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se.

E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.

Mas ele se indignou, e não queria entrar. E saindo o seu pai, rogava-lhe que entrasse com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.

E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas; Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.(Lucas 15:11-32)

Pedir a herança com o pai ainda vivo equivalia, na cultura da época, a desejar a sua morte. Quando o filho mais novo dissipa os bens e retorna esperando ser aceito apenas como empregado, o pai corre ao seu encontro — gesto que rompia o decoro dos patriarcas antigos — e restaura plenamente sua posição de filho. Mas a narrativa também expõe o filho mais velho, que permaneceu em casa cumprindo ordens, porém com o coração endurecido e incapaz de perdoar. A graça acolhe quem fracassou e convida quem se considera justo a abandonar o ressentimento.

A Pérola de Grande Valor: a prioridade do Reino (Mateus 13:45-46)

Outrossim, o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a.(Mateus 13:45,46)

O mercador da história conhecia o mercado e procurava ativamente pedras de qualidade, até se deparar com algo que superava tudo o que já tinha visto. A decisão de vender todas as posses para adquiri-la não é um ato de perda desoladora, mas de percepção lúcida de valor. Jesus ensina que o Reino de Deus não é um compromisso secundário entre outros afazeres, mas o maior tesouro existente, diante do qual qualquer sacrifício temporário se torna justificável.

O Fariseu e o Publicano: justificação pela humildade (Lucas 18:9-14)

E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:

Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.(Lucas 18:9-14)

Jesus dirigiu esta história a pessoas que confiavam na própria justiça e desprezavam os demais. O fariseu, modelo de disciplina religiosa em sua época, vai ao templo e ora enumerando seus próprios méritos morais diante de Deus; o publicano, cobrador de impostos visto como corrupto e traidor do povo, mantém a distância, bate no peito e apenas suplica por misericórdia. O veredito de Jesus inverte os valores humanos: o homem justificado não foi quem exibiu virtudes diante do altar, mas quem reconheceu a própria carência da graça divina.

Os Talentos: fidelidade no que foi confiado (Mateus 25:14-30)

Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois. Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles. Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.

Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.(Mateus 25:14-30)

Um talento representava uma quantia expressiva de dinheiro, o equivalente a milhares de diárias de trabalho. A parábola mostra que o senhor distribui os recursos a cada servo segundo sua capacidade e depois pede contas. A condenação do terceiro servo não ocorreu por ter obtido pouco rendimento, mas por ter sido negligente e deixado o medo paralisar a ação. O texto enfatiza que a vida cristã requer responsabilidade e serviço diligente enquanto se aguarda o retorno do Senhor.

O Rico e Lázaro: a urgência da compaixão no tempo presente (Lucas 16:19-31)

Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.

E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além de tudo isto, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, ele lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco serão persuadidos, ainda que algum dos mortos ressuscite.(Lucas 16:19-31)

O contraste inicial é marcado pelas roupas finas do homem rico e pelas chagas de Lázaro, colocado ao seu portão sem receber ajuda. Após a morte, os papéis se invertem na eternidade. Quando o homem rico pede que Lázaro seja enviado para avisar seus irmãos, a resposta é taxativa: eles já tinham a Lei e os Profetas. A parábola confronta a cegueira moral causada pelo apego aos bens materiais e ensina que a revelação das Escrituras já fornece tudo o que o ser humano precisa para praticar a justiça e se voltar a Deus.

O Joio e o Trigo: a convivência até o julgamento final (Mateus 13:24-30)

Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;

Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo? Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.(Mateus 13:24-30)

O joio era uma planta daninha que, nas primeiras fases de crescimento, era quase idêntica ao trigo; arrancá-lo antes da hora destruiria também as raízes da boa colheita. Jesus ensina que o bem e o mal coexistirão no mundo até a consumação dos tempos. A função dos discípulos não é assumir o papel de juízes imediatos da humanidade, mas viver em retidão e perseverar, confiando que a separação final e perfeita pertence unicamente a Deus no juízo.

As Dez Virgens: o preparo para a vinda do Noivo (Mateus 25:1-13)

Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que não vos conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.(Mateus 25:1-13)

Nos casamentos da Judeia antiga, o cortejo nupcial acontecia à noite, e as damas de honra deviam iluminar a chegada do noivo. Cinco virgens previram a possibilidade de atraso e levaram azeite extra em vasilhas; cinco não levaram nada além das lâmpadas. O sono surpreendeu a todas, mas apenas as prudentes puderam entrar para as bodas quando o anúncio soou. O azeite não pôde ser emprestado de última hora: a preparação espiritual e o relacionamento com Cristo são pessoais, intransferíveis e exigem vigilância constante.

Lamberto Carvalho Nunes
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