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Permanecer na graça: como continuar sem merecer

Redação Bíblia Online Publicado em

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  • Reúne os devocionais de 2 de julho de 2025 e 9 de julho de 2025.

Ni na komoka nene ci mu na thsii wanguwangu Nyambi oyu na a mithsi ko thsihemo thsa Krisitu, no ku shupwera muthzimbu wao. Kadi cingwa ci ko u di Muthzimbu Ouwa umweya, unone kwa di anu amweya awa a mi pambanithsa, karo aa ereka ku tengurura Muthzimbu Ouwa wa Krisitu. Uno honi, munu yomuhe oyu wa ku honga muthzimbu wao ku thsia ou na tu mi hongo a ku kutiwe, ikare yumweya ku kwetu nji kangeru ku tunda ku wiru. Eci dyodiya tu na amba kare, naa mi ambera karo ci, ngeci munu ayepo mi honga muthzimbu wao o ku cithsia nou na mu tambura, oyo munu a kutiwe.

Ficar na graça do mesmo jeito que você entrou

Mulher sentada com uma caneca na varanda observa um homem junto ao portão do jardim.

Permanecer na graça é continuar recebendo o que você nunca pagou. Você entrou na fé de graça; o jeito de ficar nela é o mesmo: de graça. Nada de "ajeitar a vida primeiro" para poder voltar a Deus.

A cena é conhecida. Semana ruim: você perdeu a paciência de novo, não abriu a Bíblia, faltou na igreja. Aí vem o domingo e aparece um pensamento quase automático — antes de orar, preciso compensar. Ler mais, prometer melhor, jejuar um pouco. Só depois disso Deus vai me ouvir.

A pergunta escondida nesse pensamento é simples: eu continuo filho de Deus por causa do que Ele fez ou do que eu faço? Foi exatamente aí que os gálatas tropeçaram.

Este artigo faz parte de Devocionais

O que os gálatas estavam trocando

Paulo escreve para gente que começou bem. Eles ouviram que Cristo os chamou "pela graça" (Gálatas 1:6), creram e foram libertos. E vinham de dois mundos pesados. Alguns tinham vivido debaixo de líderes que transformaram a Lei de Moisés numa carga que nem eles mesmos carregavam (Mateus 23:4). Outros vinham dos templos pagãos da cidade, onde os deuses eram tão imorais quanto os homens que os serviam — e Paulo os lembra de que agora são filhos amados, chamados a imitar o Pai, não os ídolos (Efésios 5:1).

Pouco tempo depois, chegou gente dizendo: Cristo, sim, mas também isto, aquilo e mais aquilo. Paulo chama isso de "outro evangelho" e usa a palavra mais dura que tem. Não é capricho. Para ele, acrescentar condição à graça é desprezar o presente — é como devolver a Deus a conta de algo que Ele deu. Quem tenta se justificar pelo próprio esforço, diz ele mais adiante, se separa de Cristo (Gálatas 5:4). Abrir mão da graça não é um deslize pequeno.

A graça, no fim, é só isto: Deus querendo bem a quem não merecia. Por ela você foi salvo, recebido no Reino, chamado filho, feito herdeiro junto com Cristo. Nada disso veio como pagamento. Então nada disso se mantém como pagamento.

O gesto que cabe no seu dia

Permanecer na graça é um gesto repetido, não um feito de uma vez. Quando o pensamento de "compensar" aparecer, perceba — e ore mesmo assim, do jeito que você está, sem a lista de reparos. Isso é voltar a Cristo pelo mesmo caminho por onde você entrou.

Repare na diferença entre as duas vozes. O fardo diz: faça para ser aceito. A graça diz: você foi aceito, agora viva. Jesus prometeu liberdade de verdade a quem o Filho liberta (João 8:36) — e liberdade não se mantém com correntes novas, por mais religiosas que pareçam.

Então, se o domingo começar com culpa, não espere ficar apresentável. Vá assim. A cobrança talvez volte amanhã; a graça já estava lá antes dela.

A graça que te salvou é a mesma que te sustenta.

"Se alguém nos dá qualquer coisa por graça, é porque nós não a merecemos. Qualquer coisa que mereçamos por direito não pode ser nossa por graça" (Abraham Booth).

Deus de toda graça, ainda que não mereçamos, pedimos: derrama sobre nós a tua graça superabundante. E nos ensina a permanecer nela como começamos — recebendo. Amém.

Paulo Teixeira
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