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Quais eram as 3 festas anuais dos judeus?

Por Bíblia Online
Família sorridente come à mesa com pão ázimo e vinho diante de um grande templo.

As três festas anuais obrigatórias

As três festas anuais dos judeus eram a Festa dos Pães Asmos (iniciada com a Páscoa), a Festa das Semanas (Pentecostes) e a Festa dos Tabernáculos (Cabanas ou Sucot). Estabelecidas na Lei de Moisés, essas celebrações exigiam que todo homem comparecesse perante Deus no santuário central, o que mais tarde significou peregrinar até o templo de Jerusalém.

A instrução bíblica está registrada em Deuteronômio 16:16:

“Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor, teu Deus, no lugar que escolher: na Festa dos Pães Asmos, na Festa das Semanas e na Festa dos Tabernáculos.”

Cada uma dessas três festas unia duas dimensões: um marco no calendário agrícola da terra de Canaã e a memória de um grande ato de libertação e cuidado de Deus na história de Israel.

1. Páscoa e Festa dos Pães Asmos (Pessach)

A primeira convocação ocorria no início da primavera bíblica. Embora fossem tecnicamente duas celebrações contínuas, a Páscoa e os Pães Asmos formavam uma única peregrinação de oito dias:

  • Páscoa: celebrada no décimo quarto dia do primeiro mês bíblico, lembrava a noite em que Deus feriu os primogênitos do Egito e poupou as casas dos israelitas marcadas com o sangue do cordeiro, conforme descrito no livro de Êxodo, capítulo 12.

  • Pães Asmos: prolongava-se pelos sete dias seguintes. Durante esse período, era proibido consumir qualquer alimento com fermento, recordando a pressa com que o povo saiu do Egito, sem tempo para esperar a massa levedar.

No Novo Testamento, essa festa serve de cenário para a última semana do ministério terreno de Jesus, incluindo a instituição da Ceia e a sua crucificação em Jerusalém.

2. Festa das Semanas ou Pentecostes (Shavuot)

Celebrada sete semanas completas (cinquenta dias) após a primeira colheita da Páscoa, a Festa das Semanas marcava o término da colheita do trigo.

  • Significado agrícola: era um dia de ações de graças pela provisão da terra, no qual se apresentavam as primícias da colheita a Deus.

  • Significado histórico: a tradição judaica associou a data à entrega da Lei a Moisés no Monte Sinai, ocorrida no terceiro mês após a saída do Egito.

No Novo Testamento, o termo grego Pentecostes ("quinquagésimo dia") dá nome à ocasião em que ocorreu a descida do Espírito Santo sobre os discípulos reunidos em Jerusalém, registrada em Atos 2.

3. Festa dos Tabernáculos (Sucot)

Realizada no outono, após a colheita das frutas, do vinho e do azeite, a Festa dos Tabernáculos (ou Festa das Cabanas) durava sete dias e encerrava o ciclo anual das peregrinações.

Durante a festa, os israelitas saíam de suas casas e habitavam em cabanas temporárias feitas de ramos e folhas. O objetivo dessa prática era manter viva a memória do cuidado divino durante a caminhada de quarenta anos pelo deserto, como orienta Levítico 23:42-43:

“Habitareis em cabanas durante sete dias, para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em cabanas quando os tirei da terra do Egito.”

Nos Evangelhos, o apóstolo João registra que Jesus subiu a Jerusalém durante os Tabernáculos para ensinar publicamente no templo.

Outras celebrações observadas na época de Jesus

Além das três grandes festas de peregrinação prescritas na Lei mosaica, o calendário do primeiro século contava com outras festas nacionais que não exigiam viagem obrigatória ao templo:

  • Purim: celebrava o livramento dos judeus do decreto de extermínio sob o Império Persa, evento registrado no livro de Ester.

  • Dedicação (Hanucá): instituída no século II a.C., comemorava a purificação e a reinauguração do templo após a profanação cometida pelo domínio grego no período intertestamentário. O Evangelho de João menciona a presença de Jesus em Jerusalém durante essa festa de inverno.

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