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Como seguir a Jesus: versículo e o custo do discipulado

Redação Bíblia Online Publicado em

O que significa seguir a Jesus

Dois pescadores num barco de madeira à beira do lago conversam com um homem na margem.

Seguir a Jesus, na Bíblia, é uma coisa concreta: trocar de senhor. A pessoa deixa de decidir a própria rota e passa a andar atrás dele — na direção que ele dá, no ritmo que ele impõe, aprendendo a viver como ele viveu. Não é simpatia religiosa nem admiração à distância. É o que pescador faz quando larga a rede no chão e sai andando.

O verbo grego que os Evangelhos usam é akoloutheō, "ir atrás de", "acompanhar pelo caminho". Era a palavra usada para o aluno que andava literalmente atrás do mestre, dormia onde ele dormia e observava até o jeito como ele comia. Na cultura judaica do século 1, o costume era o aluno escolher o rabino e pedir para ser aceito. Nos Evangelhos é o contrário: Jesus é quem escolhe, chama e espera resposta na hora.

O primeiro chamado registrado por Mateus aconteceu à beira do mar da Galileia, com dois irmãos no meio do expediente:

Então, Jesus lhes disse:

— Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens.

No mesmo instante, eles deixaram as redes e o seguiram.(Matthew 4:19,20, NVI)

Vale notar o que o texto diz e o que não diz. Ele não diz que Pedro e André já conheciam a teologia de Jesus, nem que tiveram uma experiência mística. Diz que ouviram uma ordem — "sigam-me" — acompanhada de uma promessa: ele faria deles outra coisa. A rede fica na areia "no mesmo instante". O texto sugere que seguir começa pela obediência, e o entendimento vem no caminho.

Dois pescadores recolhem redes junto a um barco na margem enquanto um homem se aproxima.

O segundo caso é mais incômodo. Mateus era cobrador de impostos em Cafarnaum, sentado na coletoria — a mesa onde se recolhia tributo para Roma. Para um judeu da época, isso o colocava na mesma categoria dos pecadores públicos. Ninguém religioso sentaria à mesa com ele.

Ao sair dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e lhe disse:

— Siga-me.

Mateus se levantou e o seguiu.(Matthew 9:9, NVI)

Pedro deixou redes; Mateus deixou um cargo. Pescador podia voltar a pescar. Cobrador que largava a coletoria dificilmente recuperava a concessão. O texto não comenta nada disso — só registra que ele "se levantou e o seguiu" —, mas o leitor da época percebia o tamanho da porta que se fechava.

E há Filipe, de Betsaida, que recebe o mesmo convite com as mesmas duas palavras:

No dia seguinte, Jesus resolveu ir para a Galileia e encontrou Filipe, a quem disse:

— Siga-me.(John 1:43, NAA)

Três homens, três histórias, uma só ordem. Isso aqui é importante: nos Evangelhos, "seguir" nunca é um sentimento que a pessoa tem. É um movimento que ela faz.

Este artigo faz parte de Ensinamentos de Jesus Discipulado

Crer em Jesus e seguir Jesus são a mesma coisa?

Essa é a dúvida que mais aparece por trás da busca, então vale responder direto. Na leitura evangélica histórica — a que este texto adota —, a salvação vem pela fé, não pelo esforço de seguir (Efésios 2:8-9). Mas a fé que a Bíblia descreve é uma fé que anda. Tiago diz que fé sem obras é morta (Tiago 2:17); Jesus diz que suas ovelhas ouvem a voz dele e o seguem (João 10:27). Crer e seguir não são duas etapas: são o mesmo ato visto de dentro e de fora.

O próprio Jesus liga as duas coisas numa frase, no meio de uma discussão no templo:

Falando novamente ao povo, Jesus disse:

— Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida.(John 8:12, NVI)

Olha a estrutura. Ele não diz "quem acredita que eu sou a luz". Diz "quem me segue". A luz não é uma ideia para concordar; é um caminho para andar atrás. Quem fica parado no escuro admirando a lanterna continua no escuro.

Há cristãos que destacam mais a fé como confiança interior e outros que destacam mais a obediência visível, e as duas ênfases têm raízes legítimas na Escritura. O que nenhuma tradição cristã séria sustenta é que alguém possa crer em Jesus e seguir deliberadamente na direção oposta por tempo indefinido. O texto de João não deixa espaço para isso.

O que é negar-se a si mesmo e tomar a cruz

Aqui está o versículo que define o custo. Ele aparece logo depois de um momento alto: em Cesareia de Filipe, Pedro acaba de confessar que Jesus é o Cristo, e Jesus, pela primeira vez, anuncia que vai morrer em Jerusalém. Pedro protesta. Jesus o repreende com dureza. E então se vira para todos e diz:

Então, Jesus disse aos seus discípulos:

— Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

São três verbos, e cada um pede explicação.

Negue-se a si mesmo. O verbo grego é aparneomai, o mesmo que Jesus usa poucos capítulos depois, quando avisa Pedro: "você me negará três vezes" (Mateus 26:34). Negar alguém, naquele uso, é dizer "não o conheço, não tenho nada com ele". Negar-se a si mesmo, portanto, não é se odiar nem se anular como pessoa. É dizer ao próprio eu que ele não é mais o dono. Quem manda agora é outro.

Tome a sua cruz. Quando Jesus disse isso, a cruz ainda não era símbolo de nada. Era o instrumento de execução de Roma para escravos, rebeldes e bandidos. O condenado era obrigado a carregar nos ombros a trave horizontal — o patibulum — pelas ruas da cidade até o lugar onde seria pregado nela. Quem via um homem carregando a cruz sabia duas coisas: ele estava a caminho da morte, e não ia voltar. "Tomar a cruz" é aceitar que a vida antiga acabou e que o caminho é sem retorno. Não é aguentar um resfriado ou um chefe difícil; isso é cruz só em sentido muito diluído.

Siga-me. Depois de morrer para si mesmo, a pessoa não fica vazia nem sem rumo. Vai atrás de alguém. O custo existe, mas é custo de quem ganhou um Mestre, não de quem perdeu tudo e ficou sozinho.

Lucas registra uma versão ainda mais dura do mesmo ensino, e é nela que muita gente tropeça:

Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.(Luke 14:26,27, ACF)

Na ACF, Jesus manda "aborrecer" pai, mãe, mulher e filhos; em traduções mais literais aparece "odiar". Como conciliar isso com "honra teu pai e tua mãe"? A chave está na própria Bíblia. O hebraico e o aramaico não tinham uma forma confortável de dizer "amar menos"; diziam "odiar". Gênesis 29:30-31 chama Lia de "desprezada" (literalmente, "odiada") no versículo seguinte ao que diz que Jacó amava Raquel mais do que ela. É linguagem de contraste, não de hostilidade.

Mateus registra a mesma frase de Jesus já traduzida para o sentido: "quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim" (Mateus 10:37). Por isso a NVI, em Lucas 14:26, verte diretamente "ama... mais do que a mim". Nenhuma das duas traduções está errada: a ACF guarda a palavra, a NVI guarda o sentido. O ponto de Jesus é um só — nenhuma lealdade, nem a mais sagrada, pode ficar acima da lealdade a ele. E, como Lucas 14 insiste duas vezes, quem não aceita isso "não pode ser meu discípulo". Não "é um discípulo fraco"; não pode ser.

As três desculpas de Lucas 9

Lucas 9 traz um trecho que parece quase cruel na primeira leitura. Três pessoas se aproximam de Jesus com boas intenções e ele responde a cada uma com uma frase cortante:

Quando andavam pelo caminho, um homem disse a Jesus:

— Eu te seguirei para onde quer que fores.

Jesus respondeu:

— As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

A outro, disse:

— Siga-me.

Ele, porém, respondeu:

— Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.

Jesus lhe disse:

— Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o reino de Deus.

Ainda outro disse:

— Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha família.

Jesus respondeu:

— Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.(Luke 9:57-62, NVI)

O primeiro promete seguir "para onde quer que fores", e Jesus responde falando de raposas e pássaros. O texto sugere que o homem imaginava um movimento de sucesso e Jesus o avisa: quem anda comigo não tem endereço fixo. Entusiasmo que não contou o custo não dura o primeiro inverno.

O segundo pede para enterrar o pai primeiro. Isso soa razoável, e sepultar os pais era dever sagrado no judaísmo. Alguns estudiosos sugerem que o pai talvez nem tivesse morrido ainda — o homem estaria pedindo para esperar até herdar e se desobrigar da família, o que podia levar anos. Outros entendem que se tratava do segundo sepultamento, meses depois da morte, quando os ossos eram recolhidos. Em qualquer leitura, a resposta de Jesus é uma hipérbole proposital: há "mortos" espiritualmente que cuidam dos assuntos dos mortos; você, que ouviu o chamado, tem outra tarefa.

O terceiro quer se despedir da família. É exatamente o que Eliseu pediu a Elias (1 Reis 19:20), e Elias deixou. Jesus não deixa — e os comentaristas costumam ver aí Lucas mostrando que o chamado de Jesus é maior que o de Elias. A imagem do arado é de quem conhece roça: quem ara olhando para trás faz sulco torto. Para ir reto, o olho fica na frente.

Vale dizer o que o texto não faz: ele não diz que esses três foram rejeitados. Lucas deixa as histórias em aberto. A pergunta fica para quem lê. Você quer leitura completa dessas cenas? Veja Lucas 9 com os versículos em destaque.

O custo é alto — então seguir é pagar pela salvação?

Não. E Marcos 10 é o lugar certo para entender por quê. Um jovem rico acaba de ir embora triste porque não quis vender o que tinha. Jesus comenta que é mais fácil um camelo passar pela agulha do que um rico entrar no Reino, os discípulos ficam espantados, e ele diz: "para Deus tudo é possível" (Marcos 10:27). É nesse clima que Pedro fala:

Então, Pedro começou a dizer-lhe:

— Nós deixamos tudo para seguir-te!

Jesus respondeu:

— Em verdade lhes digo que ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou campos por causa de mim e pelo evangelho deixará de receber cem vezes mais, já no tempo presente, casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos — com perseguições — e, na era futura, a vida eterna. Contudo, muitos primeiros serão últimos, e os últimos serão primeiros.…(Mark 10:28-31a, NVI)

Repare na ordem dos fatos. Pedro não comprou nada com o que deixou; ele deixou porque foi chamado. O chamado veio primeiro, de graça. O custo veio depois, como consequência. Essa é a sequência da leitura evangélica histórica: a graça não é barata — ela custou a cruz de Cristo e vai custar a nossa —, mas também não é vendida. Dietrich Bonhoeffer, pastor luterano morto pelos nazistas, chamou isso de "graça cara": custa a vida inteira, e mesmo assim é dom.

Repare também na promessa. Jesus diz que quem deixou casa e família recebe "cem vezes mais, já no tempo presente" — casas, irmãos, mães, filhos. Isso não é promessa de riqueza: é a descrição da igreja, a família nova que acolhe quem perdeu a antiga. E ele acrescenta, no meio da lista, "com perseguições". Nenhum pregador de prosperidade incluiria essa expressão. Jesus incluiu. Quem segue ganha muito, e também apanha. O texto diz as duas coisas na mesma frase.

A frase final — "muitos primeiros serão últimos" — serve de aviso para quem, como Pedro, começa a contar o que deixou. O Reino não funciona por mérito acumulado.

Seguir é servir e imitar

Em João 12, dias antes da cruz, alguns gregos pedem para ver Jesus. Em vez de recebê-los, ele fala de um grão de trigo que precisa morrer para dar fruto, e conclui assim:

Quem me serve deve me seguir; onde eu estou, ali o meu servo também deve estar. O meu Pai honrará aquele que me serve.(John 12:26, NVI)

"Servir" e "seguir" aparecem colados. Servo, no mundo antigo, era quem ficava onde o senhor estava — e Jesus acaba de dizer para onde ele vai: para a morte, e dela para a glória. O servo que o segue vai pelo mesmo caminho e recebe a mesma honra do Pai. O custo e a recompensa são inseparáveis porque estão na mesma pessoa.

Pedro, décadas depois, escreve para cristãos espalhados pela Ásia Menor que sofriam injustiça de patrões e vizinhos, e dá a eles um modelo:

Porque para isto mesmo vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando exemplo para que vocês sigam os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem foi encontrado engano em sua boca. Pois ele, quando insultado, não revidava com insultos; quando maltratado, não fazia ameaças, mas se entregava àquele que julga retamente,(1 Peter 2:21-23, NAA)

A palavra que a NAA traduz por "exemplo" é hypogrammos: o modelo de caligrafia que o professor escrevia no alto da folha para a criança copiar letra por letra embaixo. Seguir os passos de Cristo, nesse texto, é isso — copiar o traço. E Pedro escolhe o traço mais difícil para mostrar: Jesus insultado não revidou, maltratado não ameaçou, e entregou a causa a Deus. Quem foi humilhado no trabalho ou na família e procura "como seguir a Jesus" encontra aqui a resposta mais prática que existe: imitar o que ele fez quando foi tratado injustamente.

Como seguir a Jesus na prática: por onde começar

Se você decidiu seguir hoje, o Novo Testamento aponta alguns passos que são comuns a todos os discípulos. Não são uma fórmula, mas é por aí que se começa.

  1. Conheça quem você vai seguir. Leia um Evangelho inteiro — Marcos é o mais curto, dá para ler em duas horas. Não dá para andar atrás de alguém sem olhar para ele.

  2. Fale com ele. Oração não é ritual de iniciação; é a conversa de quem anda junto. Os discípulos pediram "ensina-nos a orar" (Lucas 11:1), e Jesus ensinou. Comece pelo Pai-Nosso, com as suas palavras depois.

  3. Obedeça ao que você já entendeu. Não espere entender tudo. Pedro largou a rede antes de saber o que era "pescador de homens". Se há algo que você já sabe que Jesus pede — uma mentira a confessar, uma dívida a acertar, um perdão a pedir —, comece por ali.

  4. Procure outros que seguem. Jesus nunca chamou ninguém para andar sozinho; chamou doze. A família de "cem vezes mais" de Marcos 10 é a igreja local. Encontre uma onde a Bíblia seja ensinada e as pessoas se conheçam pelo nome.

  5. Deixe a mesa dele mudar a sua. Mateus saiu da coletoria e a primeira coisa que fez foi dar um jantar e convidar os colegas (Mateus 9:10). Seguir Jesus muda o que fazemos com dinheiro, tempo e convites.

Paulo descreve o resultado de uma vida inteira nesse caminho:

Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,(Ephesians 4:15, NAA)

Repare: "cresçamos", no plural. Seguir Jesus é crescimento, e é em grupo. Ninguém começa adulto. E o crescimento tem dois trilhos que não podem se separar — "a verdade" e "em amor". Verdade sem amor vira arrogância; amor sem verdade vira conivência. O discípulo maduro anda nos dois ao mesmo tempo, em direção a quem é "a cabeça".

E quando a gente falha no caminho?

Porque vai falhar. O homem que disse "deixamos tudo para seguir-te" é o mesmo que, semanas depois, jurou três vezes que não conhecia Jesus. E Jesus, que sabia disso antes de acontecer, disse a ele: "eu roguei por ti... e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos" (Lucas 22:32). Depois da ressurreição, na beira do mesmo mar onde tudo começou, Jesus perguntou três vezes "tu me amas?" e três vezes devolveu a Pedro a tarefa (João 21:15-17).

Isso aqui é importante para quem está lendo com culpa: a falha não anula o chamado. Quem cai no caminho não volta para a coletoria; confessa (1 João 1:9), levanta e continua andando atrás. Provérbios diz que o justo cai sete vezes e se levanta (Provérbios 24:16). O que diferencia o discípulo não é não cair. É para onde ele olha quando se levanta.

Por isso o versículo-âncora desta página começa com "se alguém quiser". Jesus não impõe a cruz; oferece. E quem a toma descobre que ele a carregou primeiro, até o fim, pela mesma pessoa que agora tenta seguir os passos dele. Leia a cena inteira em Mateus 16 — da confissão de Pedro até a pergunta que fecha o trecho: de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma?

Qual é a diferença entre ser cristão e ser discípulo de Jesus?

No Novo Testamento, não há diferença. A palavra "cristão" aparece só três vezes (Atos 11:26; 26:28; 1 Pedro 4:16) e foi dada de fora, pelos outros; "discípulo" aparece mais de 260 vezes e é como os seguidores de Jesus chamavam a si mesmos. A separação entre um "cristão comum" e um "discípulo comprometido" é posterior e não encontra apoio no texto bíblico: todo cristão é chamado a seguir.

Seguir a Jesus exige abandonar a família?

Não como regra. Jesus pediu a alguns que o acompanhassem fisicamente nas viagens, mas a maioria dos seus seguidores — Marta, Maria e Lázaro, Zaqueu, Nicodemos — continuou em casa e no trabalho. Lucas 14:26 fala de prioridade, não de abandono: nenhum vínculo pode ficar acima do vínculo com Cristo. Quando um familiar exige que a pessoa negue a fé, a lealdade a Jesus vem primeiro; fora disso, honrar e cuidar dos pais continua sendo mandamento (Efésios 6:2; 1 Timóteo 5:8).

Posso seguir a Jesus sem ir à igreja?

Pode dar os primeiros passos sozinho, mas o Novo Testamento não conhece discípulo permanentemente isolado. Jesus formou um grupo, enviou de dois em dois, e as cartas apostólicas são todas endereçadas a comunidades. Hebreus 10:25 pede expressamente que não se abandone a reunião. A igreja local é onde o "cem vezes mais" de Marcos 10 acontece e onde o crescimento "em amor" de Efésios 4 é testado.

O que Jesus quis dizer com "pescadores de homens"?

Pedro e André tiravam peixe do mar para vender; Jesus promete que eles vão tirar pessoas da morte para a vida. É uma metáfora construída sobre o ofício deles: ele não lhes pediu para se tornarem outra coisa primeiro, usou o que já sabiam fazer. Em Jeremias 16:16, Deus fala de "pescadores" enviados para recolher Israel, e alguns intérpretes veem aí a raiz da imagem.

Seguir a Jesus garante uma vida melhor?

Garante uma vida nova, não uma vida mais fácil. Jesus prometeu paz (João 14:27) e, na mesma conversa, prometeu tribulação (João 16:33). Marcos 10:30 lista as bênçãos "com perseguições". A leitura evangélica histórica entende que a recompensa plena é a vida eterna, e que no presente o discípulo recebe presença, comunidade e sentido — não isenção de sofrimento.

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