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Sobre ter filhos: o que a Bíblia ensina sobre a paternidade

Redação Bíblia Online Publicado em

Filhos são herança — e herança se recebe antes de se cuidar

Pai e criança pequena empilham blocos de madeira no tapete da sala, com a mãe no sofá.

A Bíblia ensina duas coisas sobre filhos, nessa ordem: eles são um presente que vem de Deus, não um projeto que os pais produzem; e, uma vez recebidos, são uma responsabilidade que os pais devem a Deus — ensinar o caminho, corrigir sem esmagar, não atrapalhar a criança de chegar a Jesus. "Ter filhos" e "criar filhos" não são dois assuntos: são o mesmo movimento, receber e cuidar.

O versículo que resume isso está num salmo curto sobre casas, cidades e famílias:

Iwana wamale nzawadi ilawa kwa IMNDEWA,

wawo wa ghweko ililawa kwa IMNDEWA.

Ka imishale mna ghamoko gha imunu yana ingupfu,

pfipfo pfawali iwana wamale wa imunu iyoweleka aku kamsongolo.

Kabweda imunu ayula iyali na mishale ili mingi apfo,

ng’atsohumbuka baye hana lilango, hayatsetingana na aduwi tsake.

Repara na palavra "herança". Herança é o que você não fabricou: alguém deixou para você. É assim que o salmista descreve o filho — não como conquista nem como direito, mas como algo entregue. O resto do que a Bíblia diz sobre paternidade nasce dessa ideia. Quem recebeu de Deus presta contas a Deus de como cuidou.

Este artigo faz parte de Vida Cristã Família

Por que o salmo fala em flechas e aljava

O Salmo 127 tem um título: "de Salomão". E ele abre com uma frase que explica tudo o que vem depois — se o Senhor não edificar a casa, quem edifica trabalha à toa; se o Senhor não guardar a cidade, o vigia fica acordado em vão. Vale ler o Salmo 127 inteiro: são só cinco versículos.

Olha a lógica: os versículos 1 e 2 dizem que esforço humano sem Deus não garante nada. Os versículos 3 a 5 aplicam isso à família. Filhos não vêm da competência dos pais, vêm do Senhor. Isso soa óbvio, mas era um recado forte numa cultura em que a família grande era sinal de prosperidade e segurança — a tentação era pensar que a casa cheia era mérito próprio.

E as flechas? Em Israel antigo, um homem com muitos filhos adultos tinha quem o defendesse e quem falasse por ele "à porta" — o lugar da cidade onde se faziam julgamentos e negócios. Flechas na aljava é imagem de proteção e de futuro: quando o pai envelhecer, os filhos que ele criou vão estar ali. Não é uma promessa de que todo filho vai sair bem; é um retrato do que uma família que teme a Deus tende a ser.

O salmo seguinte continua a cena, agora dentro de casa:

Mwehe wako katsakuwa ka mnzabibu ighukweleka ghamatunda mna ing’anda yako,

iwanagho watsakuwa ka pfipughuti pfa minzeituni,

iwoitsunguluka imetsa yawo.(Salmos 128:3)

Videira e oliveira são as duas plantas que levavam anos para dar fruto na Palestina. Ninguém plantava oliveira para colher no ano que vem — plantava para os filhos colherem. Dizer que os filhos são "rebentos de oliveira" é dizer que paternidade é obra de longo prazo. O que você faz na mesa hoje aparece daqui a vinte anos.

"Sejam férteis e multipliquem-se": ter filhos é uma ordem?

A primeira palavra de Deus ao ser humano no Gênesis envolve filhos:

Imulungu kawabaliki, kawalongela, "Mkeleke na mwongetseke. Mmeme muisi mwose, muwe ne uwetso mna ipfinu pfose. Muwatawale iwasomba, wapfideghe na wapfilumbe wose iwali muisi."(Ghumwanduso 1:28)

Repara em como o versículo começa: "Deus os abençoou e lhes disse". Antes de ser instrução, é bênção. E seis versículos antes, em Gênesis 1:22, Deus diz exatamente a mesma coisa — frutificai e multiplicai — aos peixes e às aves. Ou seja: a fecundidade é descrita como uma bênção que Deus espalha sobre a criação inteira, não como uma lei que cada pessoa tem de cumprir individualmente.

Isso importa para quem pergunta "é pecado não ter filhos?". A tradição evangélica histórica lê Gênesis 1:28 como mandato dado à humanidade, que a humanidade cumpre — não como obrigação de cada casal. Dois dados do próprio Novo Testamento sustentam essa leitura: Jesus não teve filhos, e Paulo, solteiro, escreve em 1 Coríntios 7 que a vida sem casamento também é um dom e permite dedicação ao Senhor. Há cristãos que leem o versículo de forma mais estrita, como dever de cada família aberta à vida; é bom saber que essa divergência existe. Mas ninguém, em nenhuma dessas leituras, tira dali que o filho seja menos do que bênção.

Quando os filhos não vêm

Quem chega a este tema muitas vezes chega pela dor: quer ser mãe ou pai e não consegue. A Bíblia conhece essa dor por dentro. Sara, Rebeca, Raquel, Ana, Isabel — a lista de mulheres estéreis na Escritura é longa, e nenhuma delas é tratada como castigada ou esquecida.

Komtenda ipinga iyali mghumba yone ng’apfu mkaye,

komdeng’elesa kwa kumwing’a iwana,

IMNDEWA yatunyighwe.(Salmos 113:9)

O Salmo 113 é um hino sobre Deus que "levanta do pó o necessitado" e senta o pobre entre os príncipes. A mulher estéril aparece como o último exemplo desse Deus que inverte situações. No mundo antigo, não ter filhos era não ter lugar — era vergonha pública e insegurança para a velhice. O salmo diz que o Senhor dá "um lar à estéril" (Salmos 113:9, NVI): devolve dignidade a quem a sociedade descartava.

A história que melhor ilustra isso é a de Ana, em 1 Samuel 1. Ela é humilhada pela outra esposa do marido, chora até não comer, e ora com tanta intensidade no templo que o sacerdote a acha embriagada. Deus a ouve e Samuel nasce. O cântico que ela canta depois, em 1 Samuel 2, ecoa o Salmo 113 quase palavra por palavra.

Aqui é preciso dizer o que o texto não diz. Nenhuma dessas passagens promete que toda mulher que orar vai engravidar. O que elas afirmam é que Deus vê a estéril, que a dor dela não é vergonha diante dele, e que ele é capaz de abrir o que estava fechado. Isaías vai mais longe: em Isaías 56:3-5, Deus promete a quem não pode ter descendência "um nome eterno", melhor do que filhos e filhas. A fecundidade que a Bíblia mais valoriza não é só biológica.

Educar "no caminho": o que Provérbios 22:6 promete e o que não promete

O versículo mais citado sobre criar filhos é este:

Umfunde imwana apfila pfaibamighwa yalelighwe, naye ng’atsesemwa baye hata yang’awa kalala.(Ng'ungo 22:6)

O verbo hebraico traduzido por "educa", "instrua" ou "ensine" é chanak, a mesma raiz de "dedicar" — a palavra usada quando se dedicava uma casa ou o templo. A ideia é iniciar alguém num caminho, apontar a direção desde o começo. Não é "despejar informação", é "colocar na estrada certa".

Agora o ponto delicado. Muitos pais leem a segunda metade como contrato: se eu fizer a minha parte, meu filho não vai se desviar. E depois, quando o filho adulto abandona a fé, carregam uma culpa esmagadora — ou acusam Deus de ter falhado.

Vale notar o gênero literário. Provérbios são observações sobre como a vida funciona em geral, não cláusulas de garantia. O mesmo livro diz que a mão diligente enriquece (Provérbios 10:4) — e todo mundo conhece gente trabalhadora e pobre. O provérbio descreve a tendência: criança bem orientada tende a manter o rumo. Não anula a liberdade do filho. O próprio Deus, o Pai perfeito, tem filhos que se desviam — Israel inteiro, segundo os profetas.

Há ainda uma leitura alternativa da expressão "no caminho em que deve andar", que no hebraico é literalmente "segundo o seu caminho". Alguns intérpretes entendem "o caminho adequado àquela criança" — respeitando o jeito e o ritmo dela. Outros, a maioria na tradição evangélica, entendem "o caminho certo". As duas leituras são possíveis e, na prática, se completam: o caminho é um só, mas cada filho entra nele de um jeito.

A fé se ensina na rotina, não em discurso

Se Provérbios dá o princípio, Deuteronômio dá o método:

Aghano ghanilonga ghekeni mmoyo mwenu na mwitwi mwenu, ghoweni mmoko mwenu ka chitango, na mghabandike mchihanga. Muwafunde iwana wenu aghano ghanilonga, muwalongele hamkala akaye na hamkwanga mnzila, hamuwasa na hamlamka.(Deuteronômio 11:18,19)

Isso é quase uma repetição de Deuteronômio 6:6-9, o texto do Shemá que o judeu recita até hoje. Moisés diz a mesma coisa duas vezes no mesmo livro, o que já indica o peso. E repara na ordem: primeiro "no seu coração", depois "ensinem aos seus filhos". A Palavra tem de estar nos pais antes de passar para a casa. Filho aprende o que vê o pai viver, não o que ouve o pai dizer.

Os quatro momentos — sentado em casa, andando pelo caminho, deitando, levantando — cobrem o dia inteiro. Não há "hora da religião". A fé é transmitida na conversa do café, no carro, na hora de dormir. Para a família israelita, isso era literal: as festas, o sábado, as refeições tinham histórias para contar e perguntas que as crianças deviam fazer.

Paulo recolhe esse mesmo princípio em Efésios 6:4, quando manda os pais criarem os filhos "na disciplina e na admoestação do Senhor". Admoestação é conversa que corrige. Disciplina é formação de hábito. Ele não fala em terceirizar isso para a igreja — fala com os pais.

Corrigir sem irritar: os dois lados da disciplina

A Bíblia fala bastante de correção, e fala com dois cuidados ao mesmo tempo: não deixe de corrigir, e não destrua a criança no processo.

Umkanye imwanagho, naye katsokutenda ubwede, ona, katsoghutenda ghumoyo ghwako ghudeng’elele ghendo.(Ng'ungo 29:17)

Aqui a tradução muda bastante o tom. A ACF diz "castiga o teu filho"; a NVI, "discipline"; a NAA, "corrija". O verbo hebraico é yasar, que cobre tudo isso — instruir, corrigir, disciplinar. É a mesma palavra de Provérbios 3:11-12, que Hebreus 12 cita para dizer que Deus disciplina quem ele ama. Reduzir yasar a castigo físico empobrece o termo; o foco é formar, não punir. E o resultado prometido é "descanso" e "prazer para a alma" — um filho que aprendeu limites é alívio para a casa, e um filho sem limites é uma angústia constante.

É honesto registrar que cristãos divergem sobre o castigo físico. Passagens como Provérbios 13:24 falam da "vara", e há quem leia isso literalmente e quem leia como imagem da autoridade do pastor que guia o rebanho. O que nenhuma tradição cristã defende é a correção feita na raiva, e é exatamente aí que entra o outro lado:

Namwe welesi mleke kuwaghobola iwanenu, hela watsobeneka ghumoyo.(Wakolosai 3:21)

Paulo escreve às famílias de Colossos, numa cultura em que o pai romano tinha poder quase absoluto sobre os filhos. E o que ele proíbe é "irritar" — o grego erethizō, provocar, exasperar. A consequência é que o filho "desanime", athymeō, perca o ânimo. É o retrato da criança que desiste de tentar agradar porque nada é suficiente.

Junte os dois versículos e a instrução fica inteira: corrija, com firmeza, porque filho sem correção não descansa nem dá descanso; mas corrija de um jeito que o filho saia da conversa querendo acertar, não querendo sumir. Paulo repete isso em Efésios 6:4 — "não provoqueis vossos filhos à ira" — como se soubesse que a tentação mais comum do pai não é ser mole demais, é ser injusto.

Antes de nascer, já conhecido

Até aqui o assunto foi o pai. Agora o filho. O que a Bíblia diz sobre a criança em si — inclusive a que ainda não nasceu — é parte do que ela ensina sobre paternidade, porque muda o jeito de olhar para quem se está criando.

Ghweghwe kuniumba pfiungo pfangu pfa mghati,

na nibasa hamwe lida lya mai wangu.

Nitsolonga mighede kwaapfila niumbighwa kwa ukukangawatsa na kwa ukupfukighwa,

ghamatendo ghako ghokangawatsa,

na nene konimanya ghendo.

Imipate yangu ng’aipfisike baye kuna ghweghwe,

ahala haniumbighwe kwa chinyele nyele mna isi

ahala hanikalie nibasa mghati mwa isi.(Salmos 139:13-15)

Davi usa verbos de artesão. "Teceste" e "entretecido" vêm de raízes hebraicas ligadas a tecer e bordar — a imagem é de alguém trabalhando um pano detalhado, fio a fio, num lugar escondido. O ventre materno é descrito como oficina de Deus. Isso significa que o filho que está na sua casa não é obra do acaso nem só resultado da biologia dos pais: foi feito por alguém que o conhecia antes de qualquer um conhecê-lo.

Jeremias ouve algo parecido no dia em que é chamado:

Aqui vale cuidado na leitura. O versículo é dito a Jeremias, sobre a missão de Jeremias — profeta às nações. Ele não é uma promessa de que toda criança tem um chamado profético. O que ele mostra, e isso vale para todos, é que Deus conhece a pessoa antes do nascimento e já tem intenção sobre ela. "Conheci" (yada) no hebraico não é informação, é relação. Deus não sabia de Jeremias; Deus conhecia Jeremias.

Para quem é pai, essas duas passagens têm uma consequência prática: o filho chegou com uma identidade dada por Deus, não em branco para o pai preencher. Educar é ajudar a criança a ser quem Deus a fez, não moldá-la na imagem dos sonhos dos pais.

O que Jesus fez com as crianças

Homem sentado toca a cabeça de uma criança diante de adultos em vila de casas de barro.

O episódio está em Mateus 19:13-15. Pais trazem crianças para Jesus impor as mãos e orar. Os discípulos repreendem os pais — criança, no mundo antigo, não tinha vez na roda dos adultos, muito menos na de um mestre ocupado. E Jesus corrige os discípulos, não os pais:

Lekeni Yesu kalonga, "Walekeni iwana wadowado watse kuna nene, mleke kuwaghoma, kwaapfila ufalume wa kulanga wa iwanu iwali kama iwana awano."(Matei 19:14)

Marcos, contando a mesma cena, diz que Jesus ficou indignado. Para ele, impedir uma criança de chegar era coisa grave. E a frase "dos tais é o reino dos céus" não é só carinho: em Mateus 18:3 ele já tinha dito que quem não se tornar como criança não entra no reino. A criança, que depende de tudo e não tem o que oferecer em troca, é o modelo de como qualquer pessoa entra na presença de Deus.

Para os pais, a ordem fica clara: não ser obstáculo. Levar os filhos até Jesus — e isso inclui não ser, pela própria vida, o motivo de a criança achar Deus distante ou irritado.

Há ainda um salmo que Jesus cita no templo, quando crianças gritam "Hosana" e os líderes reclamam:

Imilomo ya iwana wadowado na iwoghwaghwa ina tsingupfu tsa kukutunya ghweghwe,

nawo wowatenda awala iwokwihila na iwobama kukuyitsila ghehile wenyamale.(Salmos 8:2)

Deus escolhe a boca de quem mal sabe falar para silenciar os adversários. Em Mateus 21:15-16, Jesus aplica isso às crianças que o louvam enquanto os sacerdotes o rejeitam. O recado para quem cria filhos: a fé de uma criança não é versão menor da fé adulta. Pode ser mais verdadeira.

Pais que erram — e o Pai que não erra

A Bíblia não esconde os pais que falharam. Eli não repreendeu os filhos e perdeu a casa (1 Samuel 3:13). Davi, o rei segundo o coração de Deus, foi omisso com Amnom e perdeu Absalão. Isaque e Rebeca criaram Esaú e Jacó em competição. Esses relatos estão lá para que ninguém leia Provérbios 22:6 como se bastasse querer acertar.

E a Bíblia também mostra para onde o pai que errou pode olhar. Em Lucas 15:20, o pai do filho pródigo vê o filho de longe e corre. Jesus conta essa história para explicar como Deus recebe quem volta — mas, de passagem, dá o retrato de paternidade mais bonito da Escritura: um pai que não desistiu de esperar e não cobrou nada na porta.

Isso é o que sustenta todo o ensino bíblico sobre filhos: Deus é Pai, e é o padrão. "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem" (Salmos 103:13). Jesus argumenta a partir disso em Mateus 7:11: se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai. Hebreus 12 diz que ele disciplina porque ama. O pai humano que quer saber como corrigir, como esperar, como perdoar, tem onde aprender.

E para o pai ou a mãe que já errou feio: a mesma Escritura que mostra Davi falhando mostra Davi perdoado. O erro na criação não é o fim da história — nem para o filho, que continua nas mãos de Deus, nem para o pai, que tem para onde voltar.

Tudo isso cabe de volta na palavra do salmo: herança. O filho não foi produzido por você, foi confiado a você. Essa é a razão do cuidado e também a razão do descanso — o dono da herança continua sendo o Senhor. Vale fechar relendo o Salmo 127 inteiro, do primeiro versículo ao último.

A Bíblia diz que não ter filhos é pecado?

Não. Gênesis 1:28 é uma bênção dada à humanidade, repetida aos animais em Gênesis 1:22, e não um mandamento individual. Jesus não teve filhos e Paulo, em 1 Coríntios 7, trata a vida sem casamento como dom legítimo. Há cristãos que leem o texto de forma mais estrita, como abertura obrigatória à vida, mas nenhuma tradição chama de pecado a ausência de filhos.

Provérbios 22 garante que meu filho não vai abandonar a fé?

Não como garantia. Provérbios descrevem como a vida funciona em geral, não contratos com Deus. O versículo diz que a criança bem orientada tende a manter o rumo — e isso é verdade —, mas o filho continua livre. O próprio Deus tem filhos que se desviam, e a parábola do filho pródigo em Lucas 15 mostra um pai que fez a parte dele e mesmo assim viu o filho ir embora.

O que a Bíblia diz sobre bater nos filhos?

Provérbios usa a imagem da "vara" (Provérbios 13:24; 23:13-14), e cristãos divergem sobre se é literal ou figura da autoridade que guia. O que a Bíblia não deixa aberto é o espírito da correção: Colossenses 3:21 e Efésios 6:4 proíbem o pai de irritar e desanimar o filho. Correção feita com raiva está fora de qualquer leitura.

Como educar os filhos na fé quando o cônjuge não é cristão?

Deuteronômio 11:18-19 mostra que a fé se transmite na rotina — na conversa, no caminho, na hora de dormir —, e isso um dos pais pode fazer sozinho. Paulo trata do casamento misto em 1 Coríntios 7:12-14 e diz que o cônjuge crente santifica a casa; Timóteo foi criado na fé pela mãe e pela avó, com um pai que não aparece como crente (2 Timóteo 1:5; Atos 16:1).

O que a Bíblia diz sobre filhos adultos que se afastaram?

Mostra pais que esperaram, não que forçaram. O pai de Lucas 15 não vai buscar o filho, mas fica à porta e corre quando o vê. A Bíblia também lembra que o filho adulto responde por si (Ezequiel 18:20), o que tira dos pais a culpa total e, ao mesmo tempo, a ilusão de controle. O que resta ao pai é orar, manter a porta aberta e não cobrar nada quando ele voltar.

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