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Filipenses 4:4: explicação sobre alegria e contentamento

"Tudo" aqui não é tudo o que você quiser

"Tudo posso" não é promessa de vencer qualquer desafio. É a conclusão de um homem preso dizendo que aprendeu a ficar em paz com fome e com fartura.

O versículo 13 fecha um raciocínio que começa no versículo 4:

Paulo escreve de uma cela, então a alegria que ele manda ter não depende da situação — depende de onde está ancorada, "no Senhor". Daí ele mostra o caminho. Primeiro, levar a ansiedade a Deus em oração:

…tudo, por meio da oração e da súplica, com ação de graças, apresentem os seus pedidos a Deus. Então, a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e os pensamentos de vocês em Cristo Jesus.(Filipenses 4:6b,7, NVI)

Depois, escolher no que a mente se demora (v. 8). Só então chega ao v. 11-13. Vale ler a sequência em Filipenses 4.

…aprendi a contentar-me em toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi a passar por toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome; tendo muito ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.(Filipenses 4:11b-13, NVI)

Olha o verbo: "aprendi". Contentamento, para Paulo, não é temperamento, é aprendizado. E o "tudo" do v. 13 é a "toda e qualquer situação" do v. 12. No grego, "posso" é ischýō — ter força para suportar, não poder para conquistar.

Há quem leia o versículo como garantia de alcançar qualquer objetivo; a leitura histórico-gramatical, que sigo aqui, prende o "tudo" ao que Paulo acabou de descrever.

Na sua semana: quando a conta não fechar, o versículo não garante que a situação mude — garante que dá para ficar de pé dentro dela, em Cristo.

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