Quem mais poderia fazer isso?
16 For God so loved the world that he gave his only Son, that whoever believes in him should not perish but have eternal life.
Não é por acaso que este versículo é um dos mais amados das Escrituras Sagradas. Ele é a declaração do próprio Filho acerca do inexplicável amor do Pai por criaturas que estão afastadas dEle e que, em muitos casos, chegam até a rejeitá-Lo. Um amor tão extraordinariamente intenso que levou Deus a entregar o próprio Filho, o mesmo que fez essa solene declaração, para morrer no lugar daqueles que, por sua condição de pecadores, deveriam sofrer a condenação.
Criador e criatura sempre tiveram uma relação marcada por rupturas (Isaías 59:2). Pouco tempo depois de ser criada, a criatura, no exercício da liberdade concedida pelo Criador, decidiu desobedecê-Lo, cedendo à tentação de querer ser como Ele e dominar o conhecimento do bem e do mal (Gênesis 3:22). Diante dessa desobediência, a justiça do Criador exigia a execução do castigo. Contudo, o Seu amor o refreia, e Ele preserva a criatura, providenciando um meio de escapar da sentença imposta (Gênesis 3:21). Trata-se de um episódio singular na história: o Juiz que condena desce da sua tribuna e assume o papel de Advogado que defende.
O amor possui essa força: é mais forte do que a justiça, mais poderoso do que o castigo e mais intenso do que a ira. Ele tudo sofre, tudo suporta e é paciente (1 Coríntios 13). Deus ama de tal maneira que é apresentado nas Escrituras como o próprio amor (1 João 4:8): um amor insistente, constante e fiel. Apesar de toda a rebeldia humana, Ele continua amando, buscando, chamando, esperando e lutando por cada pessoa que ainda respira neste mundo tão marcado por conflitos.
O Criador elaborou um plano para resgatar aqueles a quem ama. Se os seus amados estavam destinados à morte por causa do próprio erro, a solução seria alguém sem pecado pagar o preço exigido (Romanos 6:23) e resgatar os que haviam se perdido (Lucas 19:10). É nesse ponto da história que Jesus Cristo entra em cena. Ele é o único que poderia realizar essa obra (João 14:6). Não seria simples: implicaria perdas profundas, ainda que temporárias. Ele abriria mão da sua glória, se tornaria humano e se submeteria à dor e à morte. Mas o amor era tão grande que Ele aceitou o desafio e abraçou esse propósito.
Um plano preparado ao longo de milhares de anos entrou em ação e, no tempo determinado, Ele nasceu, cresceu, trabalhou e morreu pela criatura. Contudo, como a morte é o salário do pecado e Ele não tinha pecado algum, ressuscitou. Pode parecer inacreditável, mas aconteceu. Ele está vivo, assentado à direita do Pai, intercedendo por nós, enquanto outro Personagem divino permanece conosco: o Espírito Santo.
É por causa desse amor que estamos vivos. É por causa desse sacrifício que somos preservados. É por causa dessa graça, um favor que nenhum de nós merece, que Deus continua insistindo em nos resgatar para, em breve, nos conceder o descanso eterno das lutas desta vida.
Mesmo diante de um relacionamento tão marcado por falhas humanas, o Criador continua nos amando e fazendo tudo para abrir os nossos olhos para o ápice desse amor: tirar-nos das trevas, conduzir-nos à luz e nos tornar seus filhos (João 3:16).
Deus te abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais. Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos.”
Philip Yancey.
Quem é você na mesa do pão?
No grupo do Mestre havia de tudo um pouco: traidores, homens de pouca fé, pessoas temperamentais, negadores, cobradores de impostos e outros semelhantes.
Mente sã, corpo santo.
1 I appeal to you therefore, brethren, by the mercies of God, to present your bodies as a living sacrifice, holy and acceptable to God, which is your spiritual worship.
2 Do not be conformed to this world but be transformed by the renewal of your mind, that you may prove what is the will of God, what is good and acceptable and perfect.
Juvenal, poeta romano do primeiro século, já afirmava: “Mens sana in corpore sano”. Essa constatação nos leva a perceber que os conflitos mentais e emocionais não são males exclusivos do nosso tempo. As pessoas sempre lutaram com seus pensamentos e sentimentos e, à medida que o conhecimento humano se amplia, esses conflitos parecem se intensificar.
Vivemos uma realidade preocupante: um número cada vez maior de pessoas sofre com distúrbios mentais e emocionais, transtornos, psicoses e outras enfermidades imateriais, males que afetam a alma e o espírito. Consultórios médicos e psicológicos, divãs de psicanalistas, gabinetes de líderes religiosos e espaços de aconselhamento espiritual estão constantemente cheios, com agendas sempre lotadas.
O que está acontecendo com as pessoas? Por que tanta ansiedade, medo, depressão, transtornos e pensamentos aflitivos? Existe uma resposta para o que tem acometido a humanidade? A sensação é que as perguntas sobre nós mesmos se multiplicam, enquanto as respostas parecem cada vez mais distantes, aumentando o sentimento de desesperança diante de uma existência adoecida.
Jesus não está alheio a essa realidade. Em Seu amor, Ele possui as respostas que a nossa alma tanto anseia (Lucas 2:47). Foi o próprio Cristo quem estendeu o convite aos cansados e sobrecarregados, prometendo descanso para a alma aflita (Mateus 11:28,29). Antes mesmo disso, Deus já havia revelado o quanto nos conhece em profundidade, por dentro e por fora, sendo plenamente capaz de nos conceder saúde espiritual, para que tenhamos um corpo íntegro e separado para Ele (Salmos 139:1,6).
É verdade que Jesus nunca prometeu um “mar de rosas” enquanto estivermos nesta terra (cf. João 16:33). Os problemas que afligem a humanidade também nos alcançam. Contudo, é profundamente consolador saber que Deus promete estar conosco em todos os momentos, concedendo força e resistência para atravessarmos qualquer situação (Isaías 43:2). Jesus venceu o mundo.
Apresente-se, portanto, a Deus como sacrifício vivo. Separe-se para Ele. Viva de modo que a sua vida Lhe seja agradável. E, acima de tudo, permita que o Senhor purifique seus pensamentos e sentimentos, renovando sua maneira de pensar e de viver. Ao final, você perceberá que a resposta para todos os conflitos da alma está no Deus que lhe ama.
Deus te abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“Santificação é a obra da graça de Deus em nós, inclinando nosso coração a pensar e desejar a Sua santa vontade.”
John Piper.
O desafio da superação
42 And they devoted themselves to the apostles' teaching and fellowship, to the breaking of bread and the prayers.
Todas as conquistas humanas, via de regra, envolvem grandes desafios, seja ler um livro, dormir bem, cursar uma faculdade ou construir uma carreira bem-sucedida. Nenhuma conquista acontece por acaso ou sem esforço. Fomos criados por Deus para dominar e vencer, o que implica enfrentar desafios diários (Gênesis 1:26).
A vida com Deus não é isenta de dificuldades nem de desafios. Nas Escrituras, vemos pessoas comuns protagonizando grandes feitos e entrando para a história da humanidade como exemplos de perseverança e superação (Hebreus 11:4,40). Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o maior exemplo de perseverança, ao ir até a morte na cruz (Filipenses 2:8).
A Igreja de Cristo, que começou pequena, formada por pescadores simples e despreparados, cresceu porque seus membros perseveraram e superaram inúmeros obstáculos. Eles venceram não por serem super-humanos ou heróis, mas pela força que receberam de Deus (Romanos 8:37,39). Permaneceram firmes nos pilares de uma vida vitoriosa: a Palavra de Deus, a comunhão, o amor ao próximo e a oração constante (Atos 2:42,46).
Vivemos em um tempo marcado pelo imediatismo e pela busca por prazer fácil, mas o princípio divino permanece inalterado: servir a Deus exige esforço e perseverança, e é Ele quem concede o poder necessário para vencer (Salmos 31:24).
Mesmo diante dos desafios que surgem, se priorizarmos Deus, nos tornaremos mais do que vencedores (Mateus 6:33). Em Cristo, aprendemos a enfrentar tanto a escassez quanto a abundância, pois é Ele quem nos fortalece em todas as circunstâncias (Filipenses 4:12,13). Das grandes batalhas surgem grandes guerreiros, e são eles que colhem os frutos da vitória.
Persevere. Supere os desafios. Ultrapasse os obstáculos. É o Deus Todo-Poderoso quem lhe concede força para vencer.
Deus lhe abençoe!
Aureliano Guimarães Júnior.
“Com a extraordinária bênção de Deus, podemos fazer mais em cinco minutos do que em cinco anos sem Ele.”
John Piper.
O que é um Devocional Diário?
Um Devocional Diário é um momento especial dedicado à comunhão com Deus. É uma parte do seu dia-a-dia que você investe para ter novas e surpreendentes descobertas e seguir um caminho de desenvolvimento espiritual.
O Devocional envolve a leitura de um versículo da Bíblia, uma meditação sobre o texto em questão, reflexão sobre os ensinamentos e uma oração final.
Como fazer o seu Devocional Diário?
Listamos abaixo 5 dicas para você aproveitar da melhor maneira a leitura bíblica e a meditação diária:
- Reserve um momento do dia e um local especial para isso: Escolha um horário e um lugar tranquilos para evitar distrações e focar no seu tempo com Deus. Faz diferença.
- Leia o versículo ou trecho bíblico com foco e atenção: Comprometa-se com a leitura diária da Palavra de Deus, prestando atenção aos detalhes e significados.
- Leia a meditação diária: Reflita sobre os comentários trazidos pelo Devocional e desenvolva o seu próprio entendimento do propósito de Deus para a sua vida com aquela mensagem.
- Extrapole os pensamentos e aja! A aplicação prática do que você descobriu torna o processo ainda mais engrandecedor e gera um maravilhoso sentimento de realização.
- Divida o seu aprendizado com os outros: compartilhe com pessoas próximas e com quem você gosta o que o Senhor tem lhe presenteado através dos Devocionais.
Importância do compromisso com a Palavra de Deus
Um Devocional Diário é uma prática valiosa que pode transformar sua vida espiritual. Ao seguir essas dicas e manter um compromisso diário com a leitura e reflexão bíblica, você fortalecerá sua fé e se aproximará mais de Deus.
Mas lembre-se de que estar engajado com a Palavra de Deus é essencial para o crescimento espiritual e para desenvolver uma relação mais próxima com Ele.