Força na fraqueza
Y porque la grandeza de las revelaciones no me levante descomedidamente, me es dado un aguijón en mi carne, un mensajero de Satanás que me abofetee, para que no me enaltezca sobremanera. Por lo cual tres veces he rogado al Señor, que se quite de mí. Y me ha dicho: Bástate mi gracia; porque mi potencia en la flaqueza se perfecciona. Por tanto, de buena gana me gloriaré más bien en mis flaquezas, porque habite en mí la potencia de Cristo. Por lo cual me gozo en las flaquezas, en afrentas, en necesidades, en persecuciones, en angustias por Cristo; porque cuando soy flaco, entonces soy poderoso.
Nas Escrituras, o cristão é comparado a um vaso, uma imagem que destaca a fragilidade humana e a excelência do poder de Deus. Paulo afirma que temos “este tesouro em vasos de barro”, para que fique claro que o poder vem de Deus, e não de nós (2 Coríntios 4:7). A graça de Deus não nos torna autossuficientes; pelo contrário, ela nos ensina a reconhecer nossa dependência dele.
E como essa dependência se torna evidente? Muitas vezes, as lutas, as provações e os sofrimentos revelam os limites da nossa própria força e nos levam a confiar mais profundamente em Deus. Paulo orou três vezes para que o seu espinho na carne fosse retirado, mas ouviu do Senhor: “A minha graça te basta”. Deus não retirou aquela dificuldade, mas sustentou Paulo por meio dela. Assim, a fraqueza não se tornou motivo de desespero, mas o lugar em que o poder de Cristo se tornou ainda mais evidente.
Devemos, portanto, olhar para as lutas, provações e sofrimentos à luz da fé, reconhecendo que Deus pode usá-los para produzir perseverança e amadurecimento em nós. Isso não significa que o sofrimento seja sempre desejado por Deus ou que devamos procurá-lo. O próprio Paulo pediu que seu sofrimento fosse retirado. Mas, quando enfrentarmos dificuldades em nossa caminhada com Cristo, não precisamos perder o ânimo, porque ele venceu o mundo. E, unidos a Cristo, podemos permanecer firmes mesmo em meio às tribulações (João 16:33).
Nossa força não está na ausência de fraquezas, mas na presença e no poder de Cristo. Quando reconhecemos que não somos suficientes em nós mesmos, aprendemos a depender daquele cuja graça nos sustenta.
Deus lhe abençoe!
“Se a graça é favor imerecido, ela se aperfeiçoa em nós, quando sofremos o que merecemos para desfrutar do que não merecemos.” (Aureliano Jr.).