14 Pomba minha,
que se aninha nos vãos dos rochedos,
nos esconderijos,
nas encostas dos montes;
deixa-me contemplar teu rosto lindo,
deixa-me ouvir tua voz meiga,
pois tua face é tão formosa
e tão doce a tua voz!"
15 Agarrai-nos as raposas,
as pequenas raposas
que devastam nossas vinhas,
porquanto as nossas vinhas
já estão em flor.
16 O meu amado é meu,
e eu sou dele;
ele zela por seu rebanho
entre os lírios.
17 Antes que a brisa do alvorecer comece a soprar
e o dia surja afugentando as sombras,
volta, amado meu!
Sê como um cervo;
um filhote de corça vigoroso
sobre as colinas escarpadas de Beter.