10 Ana, com o coração cheio do amargura, orou ao Senhor, derramando copiosas lágrimas,
11 e fez um voto, dizendo: Senhor dos exércitos, se te dignares olhar para a aflição da tua serva, se te lembrares de mim, se não esqueceres a tua serva e lhe deres um filho varão, eu o darei ao Senhor durante todos os dias da sua vida, e não passará navalha sobre a sua cabeça.
13 Ana falava no seu coração, e apenas se moviam os seus lábios, mas não se lhe ouvia palavra alguma. Julgou pois Heli que ela estava embriagada,
14 e disse-lhe: Até quando estarás tu embriagada? Digere um pouco o vinho de que estás cheia.
15 Ana, respondendo, disse: Não é assim, meu senhor; eu sou uma mulher muito infeliz, não bebi vinho, nem outra coisa que possa embriagar, mas dilatei a minha alma na presença do Senhor.
20 Assim sucedeu que, havendo Ana concebido, passado o seu tempo, deu à luz um filho, a que pôs o nome de Samuel, porque o tinha pedido ao Senhor.
27 Eu orei por este menino, e o Senhor concedeu-me a petição que lhe fiz.
28 Portanto eu também o dou ao Senhor; durante todos os dias da sua vida, ele será dado ao Senhor. E adoraram ali o Senhor. Ana orou, dizendo: